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Cidades

Pescadores de Ilha das Flores aguardam há três meses pagamento do seguro-defeso

No povoado Serrão, em Ilha das Flores (SE), pescadores artesanais acumulam três meses de espera pelo seguro-defeso, benefício pago durante a Piracema — período de reprodução dos peixes que vai de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 e proíbe a atividade pesqueira. A presidente da Associação de Mulheres e Homens Pescadores Nossa […]

23/01/2026 · 07h16
Pescadores de Ilha das Flores aguardam há três meses pagamento do seguro-defeso

No povoado Serrão, em Ilha das Flores (SE), pescadores artesanais acumulam três meses de espera pelo seguro-defeso, benefício pago durante a Piracema — período de reprodução dos peixes que vai de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 e proíbe a atividade pesqueira.

A presidente da Associação de Mulheres e Homens Pescadores Nossa Senhora Aparecida, Zilda Souza, filiada à CUT-SE, afirma que o atraso deixa famílias sem renda e sustento. “O pescador que vivia da pesca e do Bolsa Família está praticamente passando fome”, disse.

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Reclamações se espalham pelo país

Segundo Zilda, protestos semelhantes ocorreram em outros estados, como no Pará, onde trabalhadores fecharam rodovias para exigir o pagamento. Ela relata dificuldades para comprar alimentos fiado: “Tem bodega que não aceita mais porque ninguém sabe quando ou se vai receber”.

Troca de responsabilidade e novas exigências

O governo federal transferiu a gestão do seguro-defeso do INSS para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e tornou obrigatória a inscrição no Cadastro Único, conforme a Medida Provisória nº 1.323, de 4 de novembro de 2025, e a Lei nº 15.265, de 21 de novembro de 2025. A mudança inclui cruzamento de dados para evitar irregularidades.

Zilda avalia que a transição causou dificuldades. Ela cita problemas com biometria facial, exigência de celular adequado e prazos reduzidos para recadastramento. “Entregamos todos os documentos em outubro de 2025 e nada foi pago”, declarou.

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Impacto nas associações

Com o atraso, associações e colônias também enfrentam dificuldades para quitar despesas básicas, já que a contribuição dos pescadores está suspensa. A CUT-SE entrou em contato com o MTE em busca de solução.

Enquanto aguardam resposta, as comunidades ribeirinhas de Ilha das Flores continuam proibidas de pescar e dependem do benefício para garantir alimentação durante a Piracema.

 

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No povoado Serrão, em Ilha das Flores (SE), pescadores artesanais acumulam três meses de espera pelo seguro-defeso, benefício pago durante a Piracema — período de reprodução dos peixes que vai de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 e proíbe a atividade pesqueira.

A presidente da Associação de Mulheres e Homens Pescadores Nossa Senhora Aparecida, Zilda Souza, filiada à CUT-SE, afirma que o atraso deixa famílias sem renda e sustento. “O pescador que vivia da pesca e do Bolsa Família está praticamente passando fome”, disse.

Reclamações se espalham pelo país

Segundo Zilda, protestos semelhantes ocorreram em outros estados, como no Pará, onde trabalhadores fecharam rodovias para exigir o pagamento. Ela relata dificuldades para comprar alimentos fiado: “Tem bodega que não aceita mais porque ninguém sabe quando ou se vai receber”.

Troca de responsabilidade e novas exigências

O governo federal transferiu a gestão do seguro-defeso do INSS para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e tornou obrigatória a inscrição no Cadastro Único, conforme a Medida Provisória nº 1.323, de 4 de novembro de 2025, e a Lei nº 15.265, de 21 de novembro de 2025. A mudança inclui cruzamento de dados para evitar irregularidades.

Zilda avalia que a transição causou dificuldades. Ela cita problemas com biometria facial, exigência de celular adequado e prazos reduzidos para recadastramento. “Entregamos todos os documentos em outubro de 2025 e nada foi pago”, declarou.

Impacto nas associações

Com o atraso, associações e colônias também enfrentam dificuldades para quitar despesas básicas, já que a contribuição dos pescadores está suspensa. A CUT-SE entrou em contato com o MTE em busca de solução.

Enquanto aguardam resposta, as comunidades ribeirinhas de Ilha das Flores continuam proibidas de pescar e dependem do benefício para garantir alimentação durante a Piracema.

 

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