A Operação Praias Seguras, conduzida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) desde 13 de dezembro, contabiliza 3.634 ações preventivas sem registro de óbitos por afogamento no litoral do Estado.
O reforço do efetivo de guarda-vidas, aliado ao uso de viaturas, embarcações, motos aquáticas e quadriciclos, foi apontado pelo comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), tenente-coronel Eanes Alves, como fator decisivo para o resultado. “Há sinalização de áreas de risco, rondas constantes e atendimento rápido em ocorrências”, afirmou.
Inicialmente, a operação abrangeu o trecho entre a Coroa do Meio e a Orla Pôr do Sol, em Aracaju, além das praias do Saco e do Abaís, em Estância. No período do carnaval, a iniciativa será estendida a outros pontos do interior, com término previsto para 17 de fevereiro.
Ocorrências registradas
Até o último fim de semana, foram atendidos 105 casos:
- 43 salvamentos aquáticos;
- 29 atendimentos pré-hospitalares;
- 15 crianças encontradas após se perderem;
- 12 incidentes com animais marinhos, como caravelas;
- 6 apoios a outros órgãos, entre eles a Polícia Militar.
Alerta para responsáveis por crianças
Devido ao número de menores perdidos, o tenente-coronel Eanes reforçou a necessidade de vigilância constante. “Pais e responsáveis devem manter as crianças sempre por perto, principalmente neste período de praias lotadas”, orientou.
Cuidados em caso de contato com caravelas
O oficial também explicou como agir após queimaduras pelos tentáculos dos animais:
- Em sintomas leves (vermelhidão e queimação em área pequena): lavar a região com vinagre ou água do mar;
- Evitar esfregar a pele ou usar água doce;
- Se a área atingida for grande, especialmente face e tórax, ou surgirem náuseas, vômitos ou falta de ar, procurar atendimento médico imediato.
Dicas para prevenir afogamentos
- Respeitar a sinalização: bandeira vermelha indica alto risco;
- Permanecer em locais onde a água não ultrapasse a linha da cintura;
- Evitar o mar após consumo de álcool;
- Manter crianças a, no máximo, um braço de distância;
- Não confiar em boias infláveis;
- Não superestimar a própria capacidade de natação.
Em caso de emergência, acione um guarda-vidas, chame o Corpo de Bombeiros pelo 193 e, se possível, lance um objeto flutuante à vítima.
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