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Cidadania

Brasil registra mais de 2,7 mil denúncias de intolerância religiosa em um ano; matriz africana é o principal alvo

Dados do Disque 100 revelam que o racismo religioso é estrutural no país; São Paulo lidera o ranking de violações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por Redação | Brasília, DF O direito à liberdade de crença, garantido pela Constituição, enfrenta desafios crescentes no Brasil. Segundo dados do Disque 100, o canal de denúncias do […]

25/01/2026 · 10h01 · Atualizado às 18h27
Brasil registra mais de 2,7 mil denúncias de intolerância religiosa em um ano; matriz africana é o principal alvo

Dados do Disque 100 revelam que o racismo religioso é estrutural no país; São Paulo lidera o ranking de violações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Por Redação | Brasília, DF

O direito à liberdade de crença, garantido pela Constituição, enfrenta desafios crescentes no Brasil. Segundo dados do Disque 100, o canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), foram registrados 2.774 casos de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e os primeiros dias de janeiro de 2026.

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O número consolida uma tendência de alta e reforça a necessidade de políticas públicas mais severas. Apenas nos primeiros 25 dias de 2026, já foram contabilizadas 51 denúncias, sinalizando que a violência motivada pela fé permanece constante no cotidiano brasileiro.

O Mapa da Intolerância

A violência não se distribui de forma igualitária pelo território. Quatro estados concentram a maioria das ocorrências:

  1. São Paulo: 667 denúncias
  2. Rio de Janeiro: 446 denúncias
  3. Minas Gerais: 323 denúncias
  4. Bahia: 211 denúncias

O perfil das vítimas é majoritariamente de adultos entre 30 e 44 anos, evidenciando que a discriminação atinge cidadãos em plena idade produtiva e social.

Racismo Religioso: A seletividade dos ataques

Os dados expõem uma realidade cruel: embora a intolerância afete diversas crenças (incluindo evangélicos, católicos e espíritas), o impacto é desproporcional sobre as religiões de matriz africana. Somadas, as ocorrências contra a Umbanda e o Candomblé representam a grande maioria dos registros identificados.

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Este cenário é corroborado pela pesquisa “Respeite Meu Terreiro”, lançada pelo MDHC no final de 2025. O relatório aponta que 76% dos terreiros no Brasil já sofreram algum tipo de racismo religioso.

“A denúncia dá visibilidade a essas violações e fortalece a atuação do Estado na prevenção de práticas discriminatórias”, afirma Franciely Loyze, coordenadora-geral do Disque 100.


Radiografia da Intolerância (2025-2026)

Religião IdentificadaNúmero de Denúncias
Umbanda228
Candomblé161
Evangélica72
Católica Apostólica Romana37
Espírita30

Exportar para as Planilhas

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Tipos de Violência nos Terreiros

De acordo com o mapeamento feito em parceria com a Unirio, as agressões se manifestam de diversas formas:

  • Discriminação: 76%
  • Agressões Verbais: 14%
  • Xingamentos: 8%
  • Agressões Físicas: 3%

Como Denunciar

O Ministério reforça que o Disque 100 funciona 24 horas por dia, é gratuito e pode ser acessado por qualquer pessoa que presencie ou seja vítima de intolerância. O registro é essencial para que o Estado possa formular políticas de proteção e responsabilizar os autores.

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Dados do Disque 100 revelam que o racismo religioso é estrutural no país; São Paulo lidera o ranking de violações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Por Redação | Brasília, DF

O direito à liberdade de crença, garantido pela Constituição, enfrenta desafios crescentes no Brasil. Segundo dados do Disque 100, o canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), foram registrados 2.774 casos de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e os primeiros dias de janeiro de 2026.

O número consolida uma tendência de alta e reforça a necessidade de políticas públicas mais severas. Apenas nos primeiros 25 dias de 2026, já foram contabilizadas 51 denúncias, sinalizando que a violência motivada pela fé permanece constante no cotidiano brasileiro.

O Mapa da Intolerância

A violência não se distribui de forma igualitária pelo território. Quatro estados concentram a maioria das ocorrências:

  1. São Paulo: 667 denúncias
  2. Rio de Janeiro: 446 denúncias
  3. Minas Gerais: 323 denúncias
  4. Bahia: 211 denúncias

O perfil das vítimas é majoritariamente de adultos entre 30 e 44 anos, evidenciando que a discriminação atinge cidadãos em plena idade produtiva e social.

Racismo Religioso: A seletividade dos ataques

Os dados expõem uma realidade cruel: embora a intolerância afete diversas crenças (incluindo evangélicos, católicos e espíritas), o impacto é desproporcional sobre as religiões de matriz africana. Somadas, as ocorrências contra a Umbanda e o Candomblé representam a grande maioria dos registros identificados.

Este cenário é corroborado pela pesquisa “Respeite Meu Terreiro”, lançada pelo MDHC no final de 2025. O relatório aponta que 76% dos terreiros no Brasil já sofreram algum tipo de racismo religioso.

“A denúncia dá visibilidade a essas violações e fortalece a atuação do Estado na prevenção de práticas discriminatórias”, afirma Franciely Loyze, coordenadora-geral do Disque 100.


Radiografia da Intolerância (2025-2026)

Religião IdentificadaNúmero de Denúncias
Umbanda228
Candomblé161
Evangélica72
Católica Apostólica Romana37
Espírita30

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Tipos de Violência nos Terreiros

De acordo com o mapeamento feito em parceria com a Unirio, as agressões se manifestam de diversas formas:

  • Discriminação: 76%
  • Agressões Verbais: 14%
  • Xingamentos: 8%
  • Agressões Físicas: 3%

Como Denunciar

O Ministério reforça que o Disque 100 funciona 24 horas por dia, é gratuito e pode ser acessado por qualquer pessoa que presencie ou seja vítima de intolerância. O registro é essencial para que o Estado possa formular políticas de proteção e responsabilizar os autores.

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