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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Policial

PF mira PM de Sergipe em esquema interestadual de tráfico de armas; 700 armas são apreendidas

Wallas Mota de Andrade, policial militar de SE, é um dos alvos da ‘Operação Fogo Amigo II’. Investigação aponta que agentes da segurança pública armavam facções criminosas no Nordeste. A segurança pública de Sergipe foi abalada nesta terça-feira (27) com a revelação de que um de seus integrantes é alvo de uma das maiores operações […]

27/01/2026 · 19h07 · Atualizado às 18h53
PF mira PM de Sergipe em esquema interestadual de tráfico de armas; 700 armas são apreendidas

Wallas Mota de Andrade, policial militar de SE, é um dos alvos da ‘Operação Fogo Amigo II’. Investigação aponta que agentes da segurança pública armavam facções criminosas no Nordeste.

A segurança pública de Sergipe foi abalada nesta terça-feira (27) com a revelação de que um de seus integrantes é alvo de uma das maiores operações da Polícia Federal contra o tráfico de armas no país. Wallas Mota de Andrade, policial militar lotado em Sergipe, foi identificado como peça-chave em um esquema que desviou centenas de armas e milhares de munições para organizações criminosas.

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O Elo Sergipano no Esquema

Diferente da primeira fase da operação, ocorrida em 2024, esta nova etapa (Fogo Amigo II) trouxe à tona a participação de militares sergipanos. Wallas Mota de Andrade teve o afastamento de suas funções públicas determinado pela Justiça e foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A investigação aponta que o militar atuava em conjunto com policiais da Bahia e de Pernambuco, além de lojistas e colecionadores (CACs). O grupo é acusado de “esquentar” armamento legal para vendê-lo clandestinamente a facções que aterrorizam o interior da Bahia e estados vizinhos.

Arsenal Gigante e Bloqueio de R$ 10 Milhões

A força-tarefa, que contou com o apoio do GAECO e do Exército, logrou êxito em apreender um arsenal de guerra nos estados de Alagoas e Pernambuco:

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  • 700 armas de fogo: Entre pistolas e armamento de grosso calibre.
  • 100 mil munições: Volume suficiente para abastecer frentes de combate por meses.
  • Sequestro de Bens: A Justiça bloqueou R$ 10 milhões dos envolvidos, incluindo o policial sergipano, para desarticular o braço financeiro da organização.

Implicações para o Militar de Sergipe

Com o desdobramento da operação, Wallas Mota de Andrade e os demais investigados poderão responder por crimes cujas penas, somadas, ultrapassam os 30 anos de reclusão:

  1. Organização Criminosa;
  2. Comercialização Ilegal de Armas e Munições;
  3. Lavagem de Dinheiro;
  4. Falsidade Ideológica.

Além da esfera criminal, o policial militar deve enfrentar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar de Sergipe, que pode culminar em sua exclusão da corporação (expulsão) a bem da disciplina e da moralidade pública.

“É inadmissível que um agente treinado e pago pelo estado de Sergipe utilize sua condição para municiar aqueles que combatemos diariamente”, afirmou uma fonte interna da cúpula da segurança pública estadual, que preferiu não se identificar.

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Cenário Regional

Embora as apreensões tenham ocorrido em Maceió, Arapiraca e Petrolina, o impacto da operação ressoa em Aracaju. A Polícia Federal investiga se parte das munições desviadas pelo grupo também abastecia o mercado ilegal em Sergipe, contribuindo para os índices de criminalidade local.

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Wallas Mota de Andrade, policial militar de SE, é um dos alvos da ‘Operação Fogo Amigo II’. Investigação aponta que agentes da segurança pública armavam facções criminosas no Nordeste.

A segurança pública de Sergipe foi abalada nesta terça-feira (27) com a revelação de que um de seus integrantes é alvo de uma das maiores operações da Polícia Federal contra o tráfico de armas no país. Wallas Mota de Andrade, policial militar lotado em Sergipe, foi identificado como peça-chave em um esquema que desviou centenas de armas e milhares de munições para organizações criminosas.

O Elo Sergipano no Esquema

Diferente da primeira fase da operação, ocorrida em 2024, esta nova etapa (Fogo Amigo II) trouxe à tona a participação de militares sergipanos. Wallas Mota de Andrade teve o afastamento de suas funções públicas determinado pela Justiça e foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A investigação aponta que o militar atuava em conjunto com policiais da Bahia e de Pernambuco, além de lojistas e colecionadores (CACs). O grupo é acusado de “esquentar” armamento legal para vendê-lo clandestinamente a facções que aterrorizam o interior da Bahia e estados vizinhos.

Arsenal Gigante e Bloqueio de R$ 10 Milhões

A força-tarefa, que contou com o apoio do GAECO e do Exército, logrou êxito em apreender um arsenal de guerra nos estados de Alagoas e Pernambuco:

  • 700 armas de fogo: Entre pistolas e armamento de grosso calibre.
  • 100 mil munições: Volume suficiente para abastecer frentes de combate por meses.
  • Sequestro de Bens: A Justiça bloqueou R$ 10 milhões dos envolvidos, incluindo o policial sergipano, para desarticular o braço financeiro da organização.

Implicações para o Militar de Sergipe

Com o desdobramento da operação, Wallas Mota de Andrade e os demais investigados poderão responder por crimes cujas penas, somadas, ultrapassam os 30 anos de reclusão:

  1. Organização Criminosa;
  2. Comercialização Ilegal de Armas e Munições;
  3. Lavagem de Dinheiro;
  4. Falsidade Ideológica.

Além da esfera criminal, o policial militar deve enfrentar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar de Sergipe, que pode culminar em sua exclusão da corporação (expulsão) a bem da disciplina e da moralidade pública.

“É inadmissível que um agente treinado e pago pelo estado de Sergipe utilize sua condição para municiar aqueles que combatemos diariamente”, afirmou uma fonte interna da cúpula da segurança pública estadual, que preferiu não se identificar.

Cenário Regional

Embora as apreensões tenham ocorrido em Maceió, Arapiraca e Petrolina, o impacto da operação ressoa em Aracaju. A Polícia Federal investiga se parte das munições desviadas pelo grupo também abastecia o mercado ilegal em Sergipe, contribuindo para os índices de criminalidade local.

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