A Petrobras encerrou 2025 com o maior volume de produção de petróleo e gás natural de sua história, alcançando média diária de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe). Os resultados, divulgados nesta terça-feira (10), foram impulsionados pelo avanço do pré-sal e pela entrada em operação de novas plataformas.
O desempenho operacional sustentou novo recorde de exportações, que subiram 27% no ano e atingiram média de 765 mil barris por dia, com pico de aproximadamente 1 milhão de barris diários no quarto trimestre.
Principais indicadores de 2025
Produção média anual própria: 2,99 milhões de boe/dia (alta de 11%)
Produção total no 4º tri: 3,081 milhões de boe/dia
Variação 4º tri x 4º tri 2024: +18,6%
Variação 4º tri x 3º tri 2025: ‑1,1%
Pré-sal no 4º tri: 82% da produção total
Produção média no pré-sal em 2025: 2,45 milhões de boe/dia (+11,4%)
No campo de Búzios, destaque para a marca de mais de 1 milhão de barris por dia registrada em outubro. A capacidade instalada na área chega a cerca de 1,15 milhão de barris diários, reforçada pela FPSO Almirante Tamandaré, que opera a cerca de 240 mil barris/dia, e pela chegada recente da plataforma P-79, projetada para adicionar mais 180 mil barris/dia.
Manutenções e compensações
A leve retração de 1,1% no quarto trimestre em comparação com o trimestre anterior foi atribuída a paradas programadas de manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. Parte do impacto foi compensada pelo aumento de capacidade das unidades Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, ambas na Bacia de Santos.
Reservas em expansão
A companhia registrou adição de 1,7 bilhão de boe em reservas provadas, resultando em índice de reposição de 175% — o melhor desempenho em dez anos — e garantindo horizonte de 12,5 anos entre reservas e produção atual.
Exportações recordes
Com maior oferta de petróleo, as vendas externas alcançaram patamar inédito. A China permaneceu como principal destino, enquanto a Índia passou a disputar a segunda posição com a Europa no quarto trimestre, respondendo por 12% do total exportado, ante 13% dos países europeus. Em nota, a Petrobras creditou os resultados a ganhos de eficiência operacional, otimização logística e diversificação da base de clientes no mercado internacional.
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