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Bloco Siri na Lata ocupa centro de Aracaju e protesta contra privatização da água e jornada 6×1

O 20º Siri na Lata, bloco de Carnaval organizado pela Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), percorreu as ruas do Centro de Aracaju na manhã de sexta-feira, 13 de fevereiro, para denunciar problemas no abastecimento de água após a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e cobrar direitos trabalhistas. Com baldes e […]

14/02/2026 · 11h00
Bloco Siri na Lata ocupa centro de Aracaju e protesta contra privatização da água e jornada 6×1

O 20º Siri na Lata, bloco de Carnaval organizado pela Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), percorreu as ruas do Centro de Aracaju na manhã de sexta-feira, 13 de fevereiro, para denunciar problemas no abastecimento de água após a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e cobrar direitos trabalhistas.

Com baldes e galões vazios, dirigentes sindicais questionaram a concessionária Iguá Saneamento — responsável pelo serviço há um ano — sobre o aumento nas tarifas e a persistente falta d’água nas torneiras. “Pagamos a conta, mas não cai uma gota”, resumiu o presidente da CUT-SE, Roberto Silva, classificando a situação como “desrespeito com a população”.

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Defesa do descanso semanal

Além do abastecimento, o cortejo defendeu o fim da chamada escala 6×1, que permite apenas um dia de folga por semana e tramita no Congresso Nacional. Para o professor Benizário Júnior, de Lagarto, a medida impede o direito ao lazer e à convivência familiar. O professor Paulo Lira, dirigente da CUT-SE e da Associação Dialogay, reforçou que a redução da jornada é pauta prioritária para diferentes categorias, inclusive trabalhadores LGBTQIAPN+.

Reposição salarial

A aplicação imediata da Lei do Descongela — que restabelece direitos suspensos de servidores durante a pandemia — também foi cobrada. Representantes da Fetam/SE e servidores de municípios como Muribeca, Poço Verde, Itabaiana, Lagarto, São Francisco e Malhada dos Bois participaram do ato. A sindicalista Vanessa Ferreira lembrou que algumas prefeituras ainda não reajustaram os salários de 2023 e citou Itabi, onde o vencimento-base permanece no piso mínimo, situação considerada ilegal.

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Duas décadas de folia e protesto

Criado em 2004, o Siri na Lata surgiu quando um protesto da CUT-SE por vítimas de acidentes de trabalho coincidiu com a sexta-feira de Carnaval. Desde então, o bloco mistura marchinhas — este ano com o refrão “Não tem água pra Ioiô, não tem água pra Iaiá” — e reivindicações trabalhistas. “São 20 anos mantendo acesa a luta dos trabalhadores no Carnaval”, recordou o ex-presidente da CUT-SE, Antônio Góis.

Ao final do desfile, os organizadores prometeram manter a mobilização até que o abastecimento de água seja normalizado, a escala 6×1 seja revogada e os servidores recebam os reajustes previstos em lei.

 

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O 20º Siri na Lata, bloco de Carnaval organizado pela Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), percorreu as ruas do Centro de Aracaju na manhã de sexta-feira, 13 de fevereiro, para denunciar problemas no abastecimento de água após a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e cobrar direitos trabalhistas.

Com baldes e galões vazios, dirigentes sindicais questionaram a concessionária Iguá Saneamento — responsável pelo serviço há um ano — sobre o aumento nas tarifas e a persistente falta d’água nas torneiras. “Pagamos a conta, mas não cai uma gota”, resumiu o presidente da CUT-SE, Roberto Silva, classificando a situação como “desrespeito com a população”.

Defesa do descanso semanal

Além do abastecimento, o cortejo defendeu o fim da chamada escala 6×1, que permite apenas um dia de folga por semana e tramita no Congresso Nacional. Para o professor Benizário Júnior, de Lagarto, a medida impede o direito ao lazer e à convivência familiar. O professor Paulo Lira, dirigente da CUT-SE e da Associação Dialogay, reforçou que a redução da jornada é pauta prioritária para diferentes categorias, inclusive trabalhadores LGBTQIAPN+.

Reposição salarial

A aplicação imediata da Lei do Descongela — que restabelece direitos suspensos de servidores durante a pandemia — também foi cobrada. Representantes da Fetam/SE e servidores de municípios como Muribeca, Poço Verde, Itabaiana, Lagarto, São Francisco e Malhada dos Bois participaram do ato. A sindicalista Vanessa Ferreira lembrou que algumas prefeituras ainda não reajustaram os salários de 2023 e citou Itabi, onde o vencimento-base permanece no piso mínimo, situação considerada ilegal.

Duas décadas de folia e protesto

Criado em 2004, o Siri na Lata surgiu quando um protesto da CUT-SE por vítimas de acidentes de trabalho coincidiu com a sexta-feira de Carnaval. Desde então, o bloco mistura marchinhas — este ano com o refrão “Não tem água pra Ioiô, não tem água pra Iaiá” — e reivindicações trabalhistas. “São 20 anos mantendo acesa a luta dos trabalhadores no Carnaval”, recordou o ex-presidente da CUT-SE, Antônio Góis.

Ao final do desfile, os organizadores prometeram manter a mobilização até que o abastecimento de água seja normalizado, a escala 6×1 seja revogada e os servidores recebam os reajustes previstos em lei.

 

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