O sistema registrou um recorde de acionamentos, mostrando que o folião está agindo mais rápido para proteger dados bancários e digitais após furtos e roubos.
Durante o período oficial da folia (13 a 17 de fevereiro), a plataforma contabilizou 3.115 solicitações de bloqueio em todo o Brasil. No Carnaval de 2025, esse número havia sido de 2.240 registros, o que confirma a tendência de crescimento na utilização da ferramenta.
Radiografia dos Bloqueios em 2026
O volume de alertas seguiu o ritmo da festa, atingindo o pico no último dia oficial:
- Sexta (13/02): 390 solicitações
- Sábado (14/02): 614 solicitações
- Domingo (15/02): 675 solicitações
- Segunda (16/02): 692 solicitações
- Terça (17/02): 744 solicitações (Recorde do período)
Como funciona o Celular Seguro?
O aplicativo é uma “camada extra” de proteção que permite inutilizar o aparelho e acessos financeiros de forma centralizada:
- Bloqueio de IMEI: Inviabiliza o uso do aparelho em qualquer operadora nacional.
- Contas Bancárias: Notifica instantaneamente as instituições financeiras parceiras (como BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Nubank, entre outras) para bloquear o acesso aos apps de banco.
- Pessoa de Confiança: Você pode cadastrar amigos ou familiares que podem emitir o alerta por você, caso o seu celular seja levado.
- Modo Recuperação (Novidade 2026): O governo integrou o sistema às polícias civis, permitindo o envio de mensagens para o aparelho com restrição e a geração automática do Boletim de Ocorrência (B.O.).
O “Lado B” dos Números
Embora o aumento nos bloqueios indique que a população está mais informada, ele também escancara o desafio da segurança pública. Em cidades como São Paulo, a Polícia Civil precisou infiltrar agentes fantasiados (de Caça-Fantasmas e Chaves) nos blocos para prender quadrilhas especializadas que chegavam a furtar dezenas de aparelhos em uma única tarde.
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