A disputa pela presidência do Poder Legislativo aqueceu os bastidores da política local
A eleição da mesa diretora da Câmara de Ribeirópolis para o biênio 2027/2028 foi realizada na última quarta-feira, 25, evidenciando “traidores”, numa disputa protagonizada pela chapa 1 apoiada pelo prefeito Rogério Sobral (PSB) e a chapa 2 com apoio do empresário Nem do Posto. A disputa pela presidência do Poder Legislativo aqueceu os bastidores da política local e redefinirá o futuro do agrupamento, já que a “quebra de braço” foi grande e dividiu o bloco situacionista.
A chapa 1 foi eleita com apoio dos quatro vereadores da oposição, liderados pelo deputado estadual Georgeo Passos. A composição foi Fagner de Gi de Zeca (presidente), Zé Veio (vice-presidente), Max de Zé de Toinho (1º secretário) e Noquinha (2º secretário). Junto a eles, somaram os vereadores Evandro Pina e Tiago Diretor.
Os vereadores Cleiton Motorista, Vitória de Viçosa e Cebolinha que tinham declarado apoio à reeleição de Fagner, sob orientação do prefeito Rogério Sobral, “abandonaram o gestor repentinamente” e passaram a apoiar a chapa 2 (liderada por Nem) composta por: Veio (presidente), Pororoca (vice-presidente), Vitória (1ª secretária) e Cebolinha (2º secretário). Cleiton era um dos vereadores de maior confiança do prefeito, mas também apoiou a chapa derrotada.
Traição
Em entrevista a TV Agreste, o prefeito Rogério desabafou sobre a traição de vereadores que até então eram da sua confiança. “Veja a que ponto chegamos: eu ia ser humilhado em Ribeirópolis. Tive que pedir o apoio dos vereadores da oposição pra que eu não fosse humilhado em uma eleição da Câmara de Vereadores de Ribeirópolis”, disse o gestor em tom revoltado.
“Eu tenho dois vereadores que posso confiar hoje: são Fagner de Gi de Zeca e Zé Veio. E tenho quatro vereadores que podem (não sei se vão) me dá alguma sustentação na Câmara, que são os quatro vereadores de oposição. Veja a que ponto chegamos em uma política em Ribeirópolis! Isso tudo ambição, por ego, por não pensar na população e pensar apenas em si”, declarou Rogério Sobral.
Presidente
Questionado pelo radialista Waldson Diniz sobre o rompimento político com o empresário Nem do Posto após a eleição da câmara, o presidente reeleito, Fagner de Gi, deixou claro: “Respeito. Falo com ele. Sou grato, mas gratidão tem limite. Ele optou pelo vereador Veio, respeito, mas da forma que eles fizeram foi desrespeitosa com o prefeito Rogério e comigo. Politicamente com ele eu não sigo mais. O que fizerem comigo e com o prefeito não deveriam ter feito”, frisou Fagner.
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