Assessor especial da Presidência condena assassinato de líder iraniano e discute com o Presidente Lula iniciativas diplomáticas para travar o conflito.
O embaixador e assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, emitiu um aviso contundente nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, sobre a gravidade da crise internacional que envolve o Irão, os Estados Unidos e Israel. Em entrevista à GloboNews, Amorim afirmou que o Brasil deve “preparar-se para o pior”, face ao risco iminente de o conflito se alastrar por toda a região.
Condenação Diplomática
O ponto central da tensão é o assassinato do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, ocorrido no último sábado (28 de fevereiro), durante um ataque conjunto de forças norte-americanas e israelitas.
- Posição do Brasil: Amorim classificou o ato como “condenável e inaceitável”, sublinhando que matar um líder de um país em exercício viola as normas internacionais. “Ninguém é juiz do mundo”, reforçou o embaixador.
- Articulação com Lula: Ainda na manhã de hoje, Amorim conversou por telefone com o Presidente Lula para alinhar a estratégia do Itamaraty. O governo brasileiro já emitiu uma nota de solidariedade às vítimas e defende uma solução negociada para reduzir as hostilidades.
Impacto nos Brasileiros
Apesar da retaliação iraniana com mísseis e drones, o embaixador brasileiro no Irão informou que, até ao momento, não houve pedidos de cidadãos brasileiros residentes no país para auxílio em processos de evacuação.
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