Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Taxa de informalidade cai e atinge menor patamar desde julho de 2020, diz IBGE

A taxa de informalidade no mercado de trabalho caiu para 37,5% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o menor nível desde o período...

06/03/2026 · 10h00 · Atualizado às 19h18
Taxa de informalidade cai e atinge menor patamar desde julho de 2020, diz IBGE

A taxa de informalidade no mercado de trabalho caiu para 37,5% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o menor nível desde o período encerrado em julho de 2020, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual corresponde a 38,5 milhões de trabalhadores em condição informal.

No trimestre móvel anterior, a taxa havia sido de 37,8% e, na comparação com o mesmo trimestre de 2024, ficou abaixo dos 38,4% registrados um ano antes. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE.

Publicidade

Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua, afirmou que a queda da informalidade vem acontecendo desde 2022, com aceleração a partir de 2023. Ela atribui a redução observada no último trimestre, em parte, à retração do emprego sem carteira no setor privado e à expansão da cobertura de registro no CNPJ entre trabalhadores por conta própria.

A coordenadora ressaltou que em 2020 houve uma queda expressiva da informalidade em razão da pandemia, quando muitas pessoas deixaram de trabalhar, mas avaliou que, “se eu tirar a observação da pandemia, sim [esse], é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada”. O menor patamar histórico foi verificado em junho de 2020, com 36,6%.

Beringuy destacou que a principal retração ocorreu entre os trabalhadores sem carteira assinada. Atualmente, a população ocupada no Brasil está relativamente estável, e o segmento informal, embora também estável, vem apresentando ligeiro recuo, o que, na avaliação da coordenadora, deverá refletir futuramente na elevação dos rendimentos.

Segundo a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.652, o maior valor da série, com alta de 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e de 5,4% na comparação anual. Sobre a composição dos vínculos, Beringuy afirmou: “Essa composição tem permitido uma manutenção do rendimento do trabalhador em patamar mais elevado, justamente porque além de preservar quantitativamente os ganhos observados em 2025, entra no ano de 2026 com uma composição que assegura a manutenção do rendimento do trabalho que ficou em R$ 3.652”.

Carteira assinada e demais formas de ocupação

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluídos os trabalhadores domésticos) ficou em 39,4 milhões, mantendo-se estável no trimestre e avançando 2,1% no ano, o que representa cerca de 800 mil postos formais a mais em 12 meses. O total de empregados sem carteira no setor privado manteve-se em 13,4 milhões, sem variação relevante no trimestre e no ano.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
camelo

Os trabalhadores por conta própria também registraram estabilidade no trimestre, com 26,2 milhões, mas cresceram 3,7% na comparação anual, ou seja, mais 927 mil pessoas. O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre e com queda de 4,5% no ano, equivalente a menos 257 mil pessoas.

Grupamentos de atividade

Na comparação com o trimestre anterior houve aumento de 2,8% no total de ocupados no grupamento que reúne Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, o que equivale a aproximadamente 365 mil pessoas. Outros Serviços cresceu 3,5% (mais 185 mil pessoas). Em sentido contrário, a indústria geral recuou 2,3%, com perda de cerca de 305 mil postos.

Na base anual, o agrupamento de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas avançou 4,4% (mais 561 mil pessoas). O grupamento Administração pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais cresceu 6,2% (cerca de 1,1 milhão de pessoas), enquanto Serviços Domésticos registrou queda de 4,2% (menos 243 mil pessoas).

Publicidade

Sobre a pesquisa

O IBGE informa que a Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no país, abrangendo 211 mil domicílios em cerca de 3.500 municípios a cada trimestre. Aproximadamente 2 mil entrevistadores atuam na coleta, vinculados às mais de 500 agências do IBGE pelo país. Em razão da pandemia da covid-19, a coleta passou a ser feita por telefone a partir de 17 de março de 2020, voltando ao formato presencial em julho de 2021.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

A taxa de informalidade no mercado de trabalho caiu para 37,5% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o menor nível desde o período encerrado em julho de 2020, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual corresponde a 38,5 milhões de trabalhadores em condição informal.

No trimestre móvel anterior, a taxa havia sido de 37,8% e, na comparação com o mesmo trimestre de 2024, ficou abaixo dos 38,4% registrados um ano antes. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE.

Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua, afirmou que a queda da informalidade vem acontecendo desde 2022, com aceleração a partir de 2023. Ela atribui a redução observada no último trimestre, em parte, à retração do emprego sem carteira no setor privado e à expansão da cobertura de registro no CNPJ entre trabalhadores por conta própria.

A coordenadora ressaltou que em 2020 houve uma queda expressiva da informalidade em razão da pandemia, quando muitas pessoas deixaram de trabalhar, mas avaliou que, “se eu tirar a observação da pandemia, sim [esse], é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada”. O menor patamar histórico foi verificado em junho de 2020, com 36,6%.

Beringuy destacou que a principal retração ocorreu entre os trabalhadores sem carteira assinada. Atualmente, a população ocupada no Brasil está relativamente estável, e o segmento informal, embora também estável, vem apresentando ligeiro recuo, o que, na avaliação da coordenadora, deverá refletir futuramente na elevação dos rendimentos.

Segundo a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.652, o maior valor da série, com alta de 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e de 5,4% na comparação anual. Sobre a composição dos vínculos, Beringuy afirmou: “Essa composição tem permitido uma manutenção do rendimento do trabalhador em patamar mais elevado, justamente porque além de preservar quantitativamente os ganhos observados em 2025, entra no ano de 2026 com uma composição que assegura a manutenção do rendimento do trabalho que ficou em R$ 3.652”.

Carteira assinada e demais formas de ocupação

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluídos os trabalhadores domésticos) ficou em 39,4 milhões, mantendo-se estável no trimestre e avançando 2,1% no ano, o que representa cerca de 800 mil postos formais a mais em 12 meses. O total de empregados sem carteira no setor privado manteve-se em 13,4 milhões, sem variação relevante no trimestre e no ano.

camelo

Os trabalhadores por conta própria também registraram estabilidade no trimestre, com 26,2 milhões, mas cresceram 3,7% na comparação anual, ou seja, mais 927 mil pessoas. O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre e com queda de 4,5% no ano, equivalente a menos 257 mil pessoas.

Grupamentos de atividade

Na comparação com o trimestre anterior houve aumento de 2,8% no total de ocupados no grupamento que reúne Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, o que equivale a aproximadamente 365 mil pessoas. Outros Serviços cresceu 3,5% (mais 185 mil pessoas). Em sentido contrário, a indústria geral recuou 2,3%, com perda de cerca de 305 mil postos.

Na base anual, o agrupamento de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas avançou 4,4% (mais 561 mil pessoas). O grupamento Administração pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais cresceu 6,2% (cerca de 1,1 milhão de pessoas), enquanto Serviços Domésticos registrou queda de 4,2% (menos 243 mil pessoas).

Sobre a pesquisa

O IBGE informa que a Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no país, abrangendo 211 mil domicílios em cerca de 3.500 municípios a cada trimestre. Aproximadamente 2 mil entrevistadores atuam na coleta, vinculados às mais de 500 agências do IBGE pelo país. Em razão da pandemia da covid-19, a coleta passou a ser feita por telefone a partir de 17 de março de 2020, voltando ao formato presencial em julho de 2021.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA