Em ritmo de pré-campanha, Valmir de Francisquinho afirma que sua candidatura segue um “roteiro planejado” e minimiza entraves jurídicos: “Estou extremamente apto”.
O cenário político para a disputa ao Governo de Sergipe ganhou declarações definitivas de um de seus principais nomes. Em recentes entrevistas, Valmir de Francisquinho detalhou seu cronograma de desincompatibilização e enviou um recado direto aos adversários que questionam sua viabilidade jurídica no pleito.
O “Roteiro” da Renúncia
Questionado sobre o momento exato em que deixará suas funções atuais para se dedicar integralmente à campanha, Valmir revelou que o planejamento é rigoroso e segue os prazos da Justiça Eleitoral.
“Está tudo planejado, dentro do roteiro, para que no dia 3 a gente possa publicar a renúncia”, afirmou. Ele destacou que a legislação permite o movimento até o dia 4 de abril, criticando o que chamou de “afogadilho” ou pressa desnecessária por parte da oposição e da imprensa. “Temos a certeza que estamos aqui agora com saúde, se Deus quiser. A vida da gente pertence a Deus”, ponderou ao mencionar a volatilidade do cotidiano político.
Segurança Jurídica e o Uso de Liminares
Um dos pontos mais sensíveis da entrevista foi a situação jurídica do político. Valmir foi enfático ao se declarar “extremamente apto” para a disputa. Para sustentar sua posição, ele utilizou exemplos históricos da política sergipana, como o de Luciano Bispo, que exerceu mandatos amparado por decisões liminares.
“A liminar é um instrumento jurídico que nos dá segurança. Vi Luciano Bispo ser presidente da Assembleia quatro vezes segurado por uma liminar da Ministra Rosa Weber. Me lembro até hoje”, pontuou Valmir.
Sobre os processos que enfrenta, especificamente o caso do matadouro, ele relembrou que obteve vitória em primeira instância e que a estratégia agora está sob os cuidados de sua equipe de advogados, mantendo, segundo ele, a “consciência tranquila”.
O Fator Popularidade
Valmir também aproveitou para reforçar seu capital político, citando os 86% de aprovação com que encerrou sua gestão em Itabaiana. Segundo ele, o agrupamento político está unido e a decisão final sobre a cabeça de chapa passará pelo sentimento das ruas e pelos resultados das pesquisas.
“Eu não faço política com vaidade, faço com os pés no chão. Se as pesquisas mostram que o povo quer Valmir, nós estamos prontos e vamos embora”, concluiu.
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