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Acordo entre EUA e Irã revela limites nas negociações e impasse no conflito

Acordo entre EUA e Irã é considerado vago e revela impasse nas negociações.

12/07/2026 · 12h17
Acordo entre EUA e Irã revela limites nas negociações e impasse no conflito

O memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã é considerado vago, impreciso e incapaz de resolver as questões centrais do conflito. A avaliação foi feita por Américo Martins, correspondente sênior de internacional, e por Vitelio Brustolin, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador de Harvard, durante o videocast Fora da Ordem.

Segundo Américo Martins, o documento resultou de um processo conduzido por negociadores pouco experientes em tratados com o Irã.

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“Esse acordo é muito vago, ele é muito impreciso, ele é muito falho”, afirmou.

Ele destacou que especialistas em segurança nacional e diplomacia foram afastados do processo, o que comprometeu a qualidade do texto.

Além disso, tanto os Estados Unidos quanto o Irã teriam optado por empurrar as questões mais fundamentais para discussões futuras, em um prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, sem garantir uma resolução efetiva.

O memorando apresenta lacunas significativas, conforme apontado por Vitelio Brustolin.

“Esse memorando de entendimento não fala dos mísseis”, disse Brustolin, lembrando que essa ausência já havia sido uma das críticas feitas ao acordo firmado em 2015.

O documento não menciona o programa de drones do Irã nem faz referência a grupos considerados proxies de Teerã, como Hezbollah e os Houthis, abordando exclusivamente a questão nuclear.

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Brustolin ainda ressaltou que o artigo primeiro dos 14 pontos do memorando inclui expressamente o Líbano e grupos aliados ao Irã, evidenciando contradições internas no texto.

Um dos pontos centrais da análise diz respeito ao Estreito de Ormuz. Brustolin lembrou que o fechamento do estreito já foi previsto em cenários da Marinha dos Estados Unidos desde 1979 e que, entre 1987 e 1988, foram necessários 14 meses de operação conjunta com o Reino Unido e França para reabrir a passagem, que havia sido minada pelo Irã.

Atualmente, o Irã possui um arsenal estimado entre 2 mil e 6 mil minas navais, além de drones e mísseis de cruzeiro, tornando extremamente difícil garantir a segurança das embarcações que transitam pelo estreito. Para cumprir os objetivos políticos da guerra, Brustolin avaliou que seria necessário colocar tropas norte-americanas em solo iraniano, o que contradiz o discurso histórico de Donald Trump contra guerras prolongadas no exterior.

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“Para neste momento conseguir cumprir os objetivos políticos dessa guerra, seria necessário para os Estados Unidos colocar tropas no terreno, que é justamente o que o Trump sempre criticou”, afirmou.

Sem a presença militar e sem o reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, o conflito permanece em impasse.

“Se os Estados Unidos não vão colocar tropas no terreno e se os Estados Unidos não vão reconhecer o controle do Estreito de Hormuz pelo Irã, a guerra está no impasse”, concluiu Brustolin.

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O memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã é considerado vago, impreciso e incapaz de resolver as questões centrais do conflito. A avaliação foi feita por Américo Martins, correspondente sênior de internacional, e por Vitelio Brustolin, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador de Harvard, durante o videocast Fora da Ordem.

Segundo Américo Martins, o documento resultou de um processo conduzido por negociadores pouco experientes em tratados com o Irã.

“Esse acordo é muito vago, ele é muito impreciso, ele é muito falho”, afirmou.

Ele destacou que especialistas em segurança nacional e diplomacia foram afastados do processo, o que comprometeu a qualidade do texto.

Além disso, tanto os Estados Unidos quanto o Irã teriam optado por empurrar as questões mais fundamentais para discussões futuras, em um prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, sem garantir uma resolução efetiva.

O memorando apresenta lacunas significativas, conforme apontado por Vitelio Brustolin.

“Esse memorando de entendimento não fala dos mísseis”, disse Brustolin, lembrando que essa ausência já havia sido uma das críticas feitas ao acordo firmado em 2015.

O documento não menciona o programa de drones do Irã nem faz referência a grupos considerados proxies de Teerã, como Hezbollah e os Houthis, abordando exclusivamente a questão nuclear.

Brustolin ainda ressaltou que o artigo primeiro dos 14 pontos do memorando inclui expressamente o Líbano e grupos aliados ao Irã, evidenciando contradições internas no texto.

Um dos pontos centrais da análise diz respeito ao Estreito de Ormuz. Brustolin lembrou que o fechamento do estreito já foi previsto em cenários da Marinha dos Estados Unidos desde 1979 e que, entre 1987 e 1988, foram necessários 14 meses de operação conjunta com o Reino Unido e França para reabrir a passagem, que havia sido minada pelo Irã.

Atualmente, o Irã possui um arsenal estimado entre 2 mil e 6 mil minas navais, além de drones e mísseis de cruzeiro, tornando extremamente difícil garantir a segurança das embarcações que transitam pelo estreito. Para cumprir os objetivos políticos da guerra, Brustolin avaliou que seria necessário colocar tropas norte-americanas em solo iraniano, o que contradiz o discurso histórico de Donald Trump contra guerras prolongadas no exterior.

“Para neste momento conseguir cumprir os objetivos políticos dessa guerra, seria necessário para os Estados Unidos colocar tropas no terreno, que é justamente o que o Trump sempre criticou”, afirmou.

Sem a presença militar e sem o reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, o conflito permanece em impasse.

“Se os Estados Unidos não vão colocar tropas no terreno e se os Estados Unidos não vão reconhecer o controle do Estreito de Hormuz pelo Irã, a guerra está no impasse”, concluiu Brustolin.

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