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Adriane Galisteu revela que demorou a reconhecer a menopausa

Adriane Galisteu, 53, disse que demorou a identificar a menopausa, escondeu sintomas e só iniciou tratamento após exames.

02/11/2026 · 12h13
Adriane Galisteu revela que demorou a reconhecer a menopausa

Com 53 anos, Adriane relatou que sentiu muitos sintomas durante o climatério e a perimenopausa, mas não os identificou. Ela diz que o desconhecimento e o tabu a fizeram sofrer em silêncio.

Apesar de hoje falar abertamente sobre a menopausa, Adriane Galisteu, de 53 anos, enfrentou dificuldades para reconhecer que estava entrando nessa fase da vida. A apresentadora relembrou os sintomas que sentiu antes de compreender o que acontecia com o corpo e disse que o desconhecimento e o tabu a fizeram sofrer em silêncio.

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“Foi muito difícil para mim, porque passei pelo climatério [período não reprodutivo da mulher] e perimenopausa sem perceber. Não porque eu não tinha os sintomas ou não percebi os sintomas como menopausa. Senti muita coisa, muitas transformações no meu corpo, no meu jeito, sentia coisas que estavam muito distantes da minha verdade e da minha realidade”.

Acostumada a uma rotina intensa, Galisteu estranhou as mudanças físicas e emocionais que começou a experimentar e relatou perda de energia e mudanças de humor que afetaram o dia a dia.

“Sempre fui uma mulher muito ativa, bem-humorada, preparada e, de repente, me vi fragilizada, com o meu corpo muito diferente do que eu estava habituada a ver. Comecei a ficar mais cansada, mais triste, mais estressada, a querer mudar muitas coisas da minha vida, até meu perfume”.

As transformações afetaram também a percepção sobre si mesma e a capacidade de cumprir compromissos rotineiros.

“Comecei a me colocar em xeque, porque não estava me reconhecendo. Tinha dias em que estava me arrastando, tinha uma agenda lotada e só eu sei, em silêncio, como era cumprir aquilo”.

Galisteu é casada com Alexandre Iodice desde 2010 e tem um filho chamado Vittorio. Sem entender a origem do desconforto, ela chegou a atribuir os sintomas ao estresse e ao excesso de trabalho antes de relacioná-los à menopausa.

“Nunca coloquei isso no lugar da menopausa, achei que estava estressada, que era excesso de trabalho, qualquer coisa, que eu estava doente, mas eu não que era menopausa”.

A apresentadora contou que recordou sinais na mãe e que esse silêncio familiar sobre o tema reforçou a dificuldade de falar abertamente sobre a própria experiência.

“Quando me deu a primeira onda de calor me remeteu à minha mãe, que nunca falou desse assunto, mas tenho memória dela se abanando, com a bochecha bem vermelha”.

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Ao descobrir o diagnóstico, Galisteu passou por uma etapa inicial de negação e vergonha. Ela admite ter escondido os sintomas por meses e buscado explicações alternativas.

“Quando caí em mim e percebi que o meu problema era a menopausa, a primeira sensação que me deu foi esconder, não contar que estou na menopausa, tenho vergonha de estar nela, não quero estar nela”.

“Para mim, qualquer coisa era melhor do que falar que estava na menopausa. [Ia] passar por isso quieta, e tentei. Fiquei uns bons seis meses passando por esses sintomas, escondendo eles de mim e de todo o resto das pessoas”.

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Algumas pessoas confundiam fogachos com queda de pressão, e a preocupação com a imagem pessoal e profissional também marcou o processo.

“Tinha medo do que meu marido ia pensar, o que o mercado ia achar, como é que agora eu ia ser vista como uma mulher na menopausa? Sou carta fora do baralho? Estou no final da minha história?”

Com cansaço extremo e queda de disposição, a apresentadora viu o desempenho em compromissos e treinos ser afetado. Após realizar exames, ela descobriu que estava na menopausa e iniciou tratamento hormonal.

Hoje, mais informada e confortável para debater o tema, Galisteu passou a abordar a menopausa publicamente. Ela comanda o mesacast Círculo de Fogo, em parceria com o Grupo Nose, no qual discute menopausa e questões de saúde feminina.

“Eu só comecei a falar dele depois que passei a me tratar e me senti melhor. Quando percebi que podia me reconhecer de novo e fiz o tratamento. Me dispus, abri meu coração e resolvi falar do assunto para a minha família e me aceitar, porque eu não estava me aceitando”.

“Resolvi encarar de frente a menopausa, me aceitar, me tratar, me informar, e falei: ‘opa, tem luz no fim do túnel, a gente não está sozinha e quero falar sobre esse assunto, porque não vou passar por isso sozinha. Não vou fazer o que lá atrás um monte de mulher fez, que foi não falar e romantizar a terceira idade'”.

A apresentadora também critica a expressão “melhor idade”, que, na avaliação dela, mascara as dificuldades enfrentadas pelas mulheres ao envelhecer. O relato de Galisteu retoma a importância da informação e do tratamento para reduzir o estigma que ainda cerca a menopausa.

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Com 53 anos, Adriane relatou que sentiu muitos sintomas durante o climatério e a perimenopausa, mas não os identificou. Ela diz que o desconhecimento e o tabu a fizeram sofrer em silêncio.

Apesar de hoje falar abertamente sobre a menopausa, Adriane Galisteu, de 53 anos, enfrentou dificuldades para reconhecer que estava entrando nessa fase da vida. A apresentadora relembrou os sintomas que sentiu antes de compreender o que acontecia com o corpo e disse que o desconhecimento e o tabu a fizeram sofrer em silêncio.

“Foi muito difícil para mim, porque passei pelo climatério [período não reprodutivo da mulher] e perimenopausa sem perceber. Não porque eu não tinha os sintomas ou não percebi os sintomas como menopausa. Senti muita coisa, muitas transformações no meu corpo, no meu jeito, sentia coisas que estavam muito distantes da minha verdade e da minha realidade”.

Acostumada a uma rotina intensa, Galisteu estranhou as mudanças físicas e emocionais que começou a experimentar e relatou perda de energia e mudanças de humor que afetaram o dia a dia.

“Sempre fui uma mulher muito ativa, bem-humorada, preparada e, de repente, me vi fragilizada, com o meu corpo muito diferente do que eu estava habituada a ver. Comecei a ficar mais cansada, mais triste, mais estressada, a querer mudar muitas coisas da minha vida, até meu perfume”.

As transformações afetaram também a percepção sobre si mesma e a capacidade de cumprir compromissos rotineiros.

“Comecei a me colocar em xeque, porque não estava me reconhecendo. Tinha dias em que estava me arrastando, tinha uma agenda lotada e só eu sei, em silêncio, como era cumprir aquilo”.

Galisteu é casada com Alexandre Iodice desde 2010 e tem um filho chamado Vittorio. Sem entender a origem do desconforto, ela chegou a atribuir os sintomas ao estresse e ao excesso de trabalho antes de relacioná-los à menopausa.

“Nunca coloquei isso no lugar da menopausa, achei que estava estressada, que era excesso de trabalho, qualquer coisa, que eu estava doente, mas eu não que era menopausa”.

A apresentadora contou que recordou sinais na mãe e que esse silêncio familiar sobre o tema reforçou a dificuldade de falar abertamente sobre a própria experiência.

“Quando me deu a primeira onda de calor me remeteu à minha mãe, que nunca falou desse assunto, mas tenho memória dela se abanando, com a bochecha bem vermelha”.

Ao descobrir o diagnóstico, Galisteu passou por uma etapa inicial de negação e vergonha. Ela admite ter escondido os sintomas por meses e buscado explicações alternativas.

“Quando caí em mim e percebi que o meu problema era a menopausa, a primeira sensação que me deu foi esconder, não contar que estou na menopausa, tenho vergonha de estar nela, não quero estar nela”.

“Para mim, qualquer coisa era melhor do que falar que estava na menopausa. [Ia] passar por isso quieta, e tentei. Fiquei uns bons seis meses passando por esses sintomas, escondendo eles de mim e de todo o resto das pessoas”.

Algumas pessoas confundiam fogachos com queda de pressão, e a preocupação com a imagem pessoal e profissional também marcou o processo.

“Tinha medo do que meu marido ia pensar, o que o mercado ia achar, como é que agora eu ia ser vista como uma mulher na menopausa? Sou carta fora do baralho? Estou no final da minha história?”

Com cansaço extremo e queda de disposição, a apresentadora viu o desempenho em compromissos e treinos ser afetado. Após realizar exames, ela descobriu que estava na menopausa e iniciou tratamento hormonal.

Hoje, mais informada e confortável para debater o tema, Galisteu passou a abordar a menopausa publicamente. Ela comanda o mesacast Círculo de Fogo, em parceria com o Grupo Nose, no qual discute menopausa e questões de saúde feminina.

“Eu só comecei a falar dele depois que passei a me tratar e me senti melhor. Quando percebi que podia me reconhecer de novo e fiz o tratamento. Me dispus, abri meu coração e resolvi falar do assunto para a minha família e me aceitar, porque eu não estava me aceitando”.

“Resolvi encarar de frente a menopausa, me aceitar, me tratar, me informar, e falei: ‘opa, tem luz no fim do túnel, a gente não está sozinha e quero falar sobre esse assunto, porque não vou passar por isso sozinha. Não vou fazer o que lá atrás um monte de mulher fez, que foi não falar e romantizar a terceira idade'”.

A apresentadora também critica a expressão “melhor idade”, que, na avaliação dela, mascara as dificuldades enfrentadas pelas mulheres ao envelhecer. O relato de Galisteu retoma a importância da informação e do tratamento para reduzir o estigma que ainda cerca a menopausa.

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