A SSP diz que a prisão ocorreu após uma vítima denunciar abusos sofridos por anos. O suspeito prestou depoimento no DAGV em Aracaju; o caso corre sob sigilo.
Um advogado foi preso em Sergipe sob a suspeita de abusar sexualmente de pelo menos 10 crianças e adolescentes, informou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (21). O caso corre sob sigilo.
De acordo com a SSP, a ocorrência chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que uma das vítimas procurou a delegacia e relatou os fatos, afirmando que conviveu com a situação por anos antes de denunciar.
O investigado foi intimado a prestar depoimento e compareceu ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), em Aracaju, na quarta-feira (19). Durante a permanência na unidade policial, foi cumprido mandado de prisão preventiva.
Na quinta-feira (20), o advogado passou por audiência de custódia, quando a Justiça decidiu pela manutenção da prisão. A defesa informou que vai recorrer e citou que o advogado se apresentou espontaneamente à polícia.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB‑SE) comunicou que tomou conhecimento dos fatos e adotou providências para obter informações oficiais junto às autoridades responsáveis pela investigação. A instituição também determinou a instauração de processo ético‑disciplinar, que resultou na suspensão cautelar do exercício profissional do advogado.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que mantém o sigilo para resguardar as vítimas e o andamento das apurações. Não houve divulgação de detalhes sobre locais, idades específicas das vítimas ou o período em que os crimes teriam ocorrido, em razão do segredo de justiça e da proteção às pessoas envolvidas.
Autoridades competentes conduzem as diligências para aprofundar as investigações, colher depoimentos e reunir provas que subsidiem as medidas judiciais e administrativas em curso. A prisão preventiva foi decretada como medida cautelar no âmbito da investigação.
Por se tratar de processo em andamento e por determinação de sigilo, não foram informadas pela polícia outras circunstâncias sobre a investigação, como eventual instauração de inquérito formalizado ou a imputação específica apontada pela autoridade responsável.
Familiares das vítimas e pessoas próximas foram orientados a procurar apoio especializado e os canais oficiais de atendimento para grupos vulneráveis, segundo as autoridades que acompanham o caso.

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