O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou sua desistência de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada pelo partido nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, que também declarou que não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto.
A informação foi divulgada inicialmente em uma entrevista de Aécio, realizada na quarta-feira, 8 de julho, e foi oficialmente ratificada pela assessoria do PSDB. O partido decidiu concentrar seus esforços na construção de um projeto político voltado para o centro, visando as eleições de 2030.
Em suas declarações, Aécio Neves destacou que a polarização entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tende a dominar o cenário eleitoral deste ano. Ele acredita que essa polarização dificulta a emergência de uma alternativa viável no panorama político atual. Contudo, Aécio se mostrou otimista, afirmando que esse cenário representa os “estertores” da polarização e defendeu que o PSDB deve assumir a liderança nesse novo ciclo eleitoral.
O nome de Aécio chegou a ser cogitado para a disputa presidencial, especialmente após o partido Cidadania, que faz parte de uma federação com PSDB e Solidariedade, manifestar apoio à sua pré-candidatura no mês de maio. Essa possibilidade também recebeu respaldo de vários dirigentes tucanos.
A trajetória política de Aécio Neves remonta à década de 1980, quando começou sua atuação como assessor de seu avô, o ex-presidente eleito Tancredo Neves. Filiado ao PSDB, ele foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 1986 e exerceu quatro mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, chegando a presidi-la em 2001.
Em 2002, Aécio foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno e reeleito em 2006. Em 2010, ele renunciou ao cargo para concorrer ao Senado, onde também foi eleito. Sua candidatura mais notável ocorreu em 2014, quando Aécio foi o candidato do PSDB à Presidência da República, avançando para o segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff, do PT. Naquela disputa, Aécio obteve 48,36% dos votos válidos, enquanto Dilma venceu com 51,64%.
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