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Alemanha amplia déficit com China no 1º semestre; exportações caem 12%

Economia

Alemanha amplia déficit com China no 1º semestre; exportações caem 12%

Déficit comercial da Alemanha com a China aumenta no primeiro semestre de 2026.

09/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h47
Alemanha amplia déficit com China no 1º semestre; exportações caem 12%

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O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, conforme dados preliminares da agência estatal GTAI (Germany Trade & Invest) divulgados neste domingo, 9. Apesar de a China continuar sendo o principal parceiro comercial da Alemanha, as exportações alemãs para o país asiático caíram mais de 12% em relação ao ano anterior, totalizando pouco menos de 37 bilhões de euros entre janeiro e junho.

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A redução nas exportações se deve à diminuição da dependência das empresas chinesas em relação às importações europeias, fazendo com que a China se tornasse apenas o nono maior mercado para os produtos alemães. Para se ter uma ideia, em 2021, a China ocupava a posição de segundo maior mercado de exportação da Alemanha, com vendas no valor de 104 bilhões de euros, mesmo com os impactos da pandemia.

Atualmente, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades devido às tarifas americanas e à crescente concorrência da China, resultando em grandes cortes de empregos em setores industriais importantes, como na montadora Volkswagen. Por outro lado, as exportações da China para a Alemanha vêm aumentando.

No primeiro semestre do ano passado, o déficit comercial da Alemanha com a China foi de 40 bilhões de euros, valor que subiu para cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano. As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, totalizando 91,8 bilhões de euros, e o comércio total entre os países superou 128 bilhões de euros, superando a cifra de 125 bilhões de euros registrada com os Estados Unidos.

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“Os motivos para a queda das exportações para a China são a fragilidade da economia doméstica e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor internas”, afirmou Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental da GTAI.

De acordo com Abele, as empresas alemãs estão agora produzindo mais dentro da própria China, enquanto a crise imobiliária chinesa e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos regionais restringem investimentos. Dados recentes mostram que economias menores, como Áustria e Suíça, estão comprando mais produtos alemães do que a China em 2026.

A crescente independência da China em relação à Alemanha indica que o país asiático está se tornando mais autossuficiente em termos tecnológicos, conforme mencionado pelo economista do Commerzbank, Vincent Stamer. Em 2025, a China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial da Alemanha, após a implementação de políticas tarifárias protecionistas pelo governo americano que afetaram negativamente as exportações alemãs.

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Enquanto isso, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado externo da Alemanha, mas as exportações para lá caíram cerca de 6% até junho, totalizando pouco mais de 74 bilhões de euros, enquanto as importações alemãs dos EUA cresceram 7,1%, alcançando quase 51 bilhões de euros. A França e a Holanda são os próximos maiores mercados de exportação da Alemanha. No geral, as exportações alemãs aumentaram 3,7%, totalizando 817 bilhões de euros em junho, impulsionadas pelo crescimento global e pela continuidade dos pedidos.

“Mas a marca ‘Made in Germany’ ainda precisa se reinventar”, disse Stamer, do Commerzbank.

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O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, conforme dados preliminares da agência estatal GTAI (Germany Trade & Invest) divulgados neste domingo, 9. Apesar de a China continuar sendo o principal parceiro comercial da Alemanha, as exportações alemãs para o país asiático caíram mais de 12% em relação ao ano anterior, totalizando pouco menos de 37 bilhões de euros entre janeiro e junho.

A redução nas exportações se deve à diminuição da dependência das empresas chinesas em relação às importações europeias, fazendo com que a China se tornasse apenas o nono maior mercado para os produtos alemães. Para se ter uma ideia, em 2021, a China ocupava a posição de segundo maior mercado de exportação da Alemanha, com vendas no valor de 104 bilhões de euros, mesmo com os impactos da pandemia.

Atualmente, o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades devido às tarifas americanas e à crescente concorrência da China, resultando em grandes cortes de empregos em setores industriais importantes, como na montadora Volkswagen. Por outro lado, as exportações da China para a Alemanha vêm aumentando.

No primeiro semestre do ano passado, o déficit comercial da Alemanha com a China foi de 40 bilhões de euros, valor que subiu para cerca de 55 bilhões de euros no mesmo período deste ano. As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, totalizando 91,8 bilhões de euros, e o comércio total entre os países superou 128 bilhões de euros, superando a cifra de 125 bilhões de euros registrada com os Estados Unidos.

“Os motivos para a queda das exportações para a China são a fragilidade da economia doméstica e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor internas”, afirmou Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental da GTAI.

De acordo com Abele, as empresas alemãs estão agora produzindo mais dentro da própria China, enquanto a crise imobiliária chinesa e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos regionais restringem investimentos. Dados recentes mostram que economias menores, como Áustria e Suíça, estão comprando mais produtos alemães do que a China em 2026.

A crescente independência da China em relação à Alemanha indica que o país asiático está se tornando mais autossuficiente em termos tecnológicos, conforme mencionado pelo economista do Commerzbank, Vincent Stamer. Em 2025, a China superou os Estados Unidos como principal parceiro comercial da Alemanha, após a implementação de políticas tarifárias protecionistas pelo governo americano que afetaram negativamente as exportações alemãs.

Enquanto isso, os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado externo da Alemanha, mas as exportações para lá caíram cerca de 6% até junho, totalizando pouco mais de 74 bilhões de euros, enquanto as importações alemãs dos EUA cresceram 7,1%, alcançando quase 51 bilhões de euros. A França e a Holanda são os próximos maiores mercados de exportação da Alemanha. No geral, as exportações alemãs aumentaram 3,7%, totalizando 817 bilhões de euros em junho, impulsionadas pelo crescimento global e pela continuidade dos pedidos.

“Mas a marca ‘Made in Germany’ ainda precisa se reinventar”, disse Stamer, do Commerzbank.

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