Hoje (6), ameaças de bomba causaram buscas e atrasos em aeroportos de cinco países europeus. Mensagens por e-mail enviadas a emissoras na Bulgária e Irlanda motivaram os alertas; nenhum explosivo foi encontrado.
Na Europa, novas ameaças de bombas causaram transtornos em aeroportos de vários países. O episódio de hoje (6) ocorre após uma onda de atos de sabotagem e tentativas de ataque contra alvos por todo o continente nas últimas semanas.
Pelo menos cinco países receberam ameaças de bombas em vários voos: Itália, Bulgária, Dinamarca, República Tcheca e Irlanda. Na Bulgária e na Irlanda, o alerta foi emitido após emissoras de TV receberem mensagens de e-mail suspeitas. Nenhum artefato explosivo foi encontrado, e todas as aeronaves pousaram em segurança.
Nas últimas semanas, tem ocorrido uma série de atos de sabotagem contra alvos em diferentes países europeus, incluindo ataques a sistemas de refrigeração em locais na França e a subestações elétricas na Alemanha. Autoridades das nações atingidas têm associado essa campanha nociva ao apoio europeu à Ucrânia na guerra contra a Rússia. O governo russo é acusado de promover ações com táticas de baixo custo, fáceis de negar e que não provocariam uma resposta armada. Moscou nega qualquer envolvimento.
Enquanto isso, o mercado financeiro também sentiu o clima de incerteza. A bolsa de valores da Europa fechou nesta sexta-feira em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600, que acompanha o desempenho de 600 empresas de 17 países europeus, caiu 1%. As perdas de hoje anularam os ganhos acumulados ao longo da semana e deixaram o índice com um recuo de cerca de 0,3%. Analistas relacionaram o movimento à incerteza dos investidores em relação às ações do setor de inteligência artificial, após os democratas assumirem o controle do Congresso nos Estados Unidos.
No Quênia, a Justiça condenou hoje, em Mombaça, o líder de uma seita, Paul Mackenzie, a 200 anos de prisão. Ele foi considerado culpado pelo assassinato de 190 crianças, que morreram de inanição por ordem dele e foram enterradas em uma floresta. Mackenzie liderava uma igreja cristã apocalíptica e instruiu seus seguidores a jejuar até a morte, junto com seus filhos, para que pudessem alcançar o céu antes do fim do mundo. Embora o julgamento tenha abrangido apenas os casos de 190 crianças, a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia afirma que 448 corpos foram encontrados na floresta.
Também hoje, o Papa Leão XIV saiu de Roma, na Itália, rumo à América do Sul. Por 12 dias, o pontífice visitará dez cidades, percorrerá 31 mil quilômetros e fará 36 discursos. O papa, de 71 anos, passou recentemente por uma cirurgia para a retirada de um câncer no pulmão. O Vaticano informou que ele está totalmente recuperado. O pontífice passará por três países — Uruguai, Argentina e Peru — até o dia 17 de novembro. Para receber o pontífice, os peruanos instalaram uma estátua de 14 metros do Papa Leão XIV na cidade de Callao. A visita ao Peru está marcada para 11 de novembro.
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