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Sergipe

Alessandro Vieira exige ações mais duras contra infiltração do crime organizado em audiência com Lewandowski

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizou, nesta terça-feira (9), uma das sessões consideradas mais relevantes desde a instalação do colegiado. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), interrogou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o avanço das facções criminosas dentro das estruturas estatais e a necessidade de reforçar mecanismos de controle […]

10/12/2025 · 15h15 · Atualizado às 19h14
Alessandro Vieira exige ações mais duras contra infiltração do crime organizado em audiência com Lewandowski

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizou, nesta terça-feira (9), uma das sessões consideradas mais relevantes desde a instalação do colegiado. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), interrogou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o avanço das facções criminosas dentro das estruturas estatais e a necessidade de reforçar mecanismos de controle ético e institucional.

O parlamentar chamou atenção para dados do Rio de Janeiro, que classificou como “laboratório e vitrine” do crime organizado no país. Segundo Vieira, 79% dos adolescentes internados no estado têm ligação com o Comando Vermelho, o que indicaria um processo sistemático de cooptação de crianças e jovens.

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“O crime organizado não é o pobre armado na favela. Isso é apenas sintoma da falência do Estado. O problema real está infiltrado em gabinetes, escritórios de lobby, campanhas e estruturas de poder”, afirmou o senador durante a oitiva.

Lewandowski reconheceu a gravidade do cenário e defendeu maior cooperação nacional e internacional, além do fortalecimento das polícias investigativas. O ministro sustentou que o Brasil dispõe de arcabouço legal suficiente para combater práticas ilícitas, mas apontou falhas na aplicação das normas e fragilidades no controle do financiamento eleitoral. “A legislação existe. O que falta é aplicá-la com efetividade e aprimorar os mecanismos de controle”, destacou.

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Vieira propôs ainda a criação de um código de ética para ministros de tribunais superiores, citando episódios recentes de viagens e contratos de alto valor que, segundo ele, abalam a confiança pública. “Não podemos naturalizar autoridades viajando em jatinhos e participando de eventos pagos pelo crime organizado”, declarou.

Ao final da sessão, o relator apresentou dois requerimentos para aprofundar as investigações no Rio de Janeiro: a convocação do deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa fluminense, e do ex-governador Anthony Garotinho, que vem fazendo denúncias sobre o avanço das facções. Ambos os pedidos foram aprovados.

“O Estado brasileiro está sendo sequestrado pelo crime organizado. Enquanto houver espaço, vou persistir nesse enfrentamento”, concluiu Alessandro Vieira.

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizou, nesta terça-feira (9), uma das sessões consideradas mais relevantes desde a instalação do colegiado. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), interrogou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o avanço das facções criminosas dentro das estruturas estatais e a necessidade de reforçar mecanismos de controle ético e institucional.

O parlamentar chamou atenção para dados do Rio de Janeiro, que classificou como “laboratório e vitrine” do crime organizado no país. Segundo Vieira, 79% dos adolescentes internados no estado têm ligação com o Comando Vermelho, o que indicaria um processo sistemático de cooptação de crianças e jovens.

“O crime organizado não é o pobre armado na favela. Isso é apenas sintoma da falência do Estado. O problema real está infiltrado em gabinetes, escritórios de lobby, campanhas e estruturas de poder”, afirmou o senador durante a oitiva.

Lewandowski reconheceu a gravidade do cenário e defendeu maior cooperação nacional e internacional, além do fortalecimento das polícias investigativas. O ministro sustentou que o Brasil dispõe de arcabouço legal suficiente para combater práticas ilícitas, mas apontou falhas na aplicação das normas e fragilidades no controle do financiamento eleitoral. “A legislação existe. O que falta é aplicá-la com efetividade e aprimorar os mecanismos de controle”, destacou.

Vieira propôs ainda a criação de um código de ética para ministros de tribunais superiores, citando episódios recentes de viagens e contratos de alto valor que, segundo ele, abalam a confiança pública. “Não podemos naturalizar autoridades viajando em jatinhos e participando de eventos pagos pelo crime organizado”, declarou.

Ao final da sessão, o relator apresentou dois requerimentos para aprofundar as investigações no Rio de Janeiro: a convocação do deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa fluminense, e do ex-governador Anthony Garotinho, que vem fazendo denúncias sobre o avanço das facções. Ambos os pedidos foram aprovados.

“O Estado brasileiro está sendo sequestrado pelo crime organizado. Enquanto houver espaço, vou persistir nesse enfrentamento”, concluiu Alessandro Vieira.

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