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Economia

Allterra investe em tecnologia e biociência para crescimento na América Latina

Allterra modifica seu modelo de negócios para atuar como plataforma de tecnologia agrícola.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h05
Allterra investe em tecnologia e biociência para crescimento na América Latina

A Allterra está mudando seu modelo de negócios para se posicionar como uma plataforma de tecnologia e biociência voltada à agricultura regenerativa na América Latina. A nova estratégia, segundo o CEO da empresa, busca integrar tecnologias de manejo do solo, biológicos, sementes de cobertura e diagnóstico para aumentar a produtividade agrícola e reduzir custos ao longo do tempo.

Embora não se trate de uma projeção oficial, o CEO Eduardo Navarro afirma que a Allterra trabalha internamente com a possibilidade de multiplicar por dez o tamanho de suas operações entre três e cinco anos. “A Allterra, de três a cinco anos, deve estar pelo menos dez vezes o tamanho que ela é hoje. É nisso que a gente acredita, é para isso que a gente está trabalhando”, declarou.

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Navarro atribui essa expectativa ao tamanho do mercado brasileiro e ao potencial de aumento de produtividade. Ele menciona que a companhia tem dialogado com grandes empresas do agronegócio e encontrou uma ampla adesão à sua proposta de mercado.

“A Alterra vem exatamente para explorar um potencial de mercado que a gente tem, de sair de médias de grandes players de 60, 65, 70 sacas de soja por hectare e bater 100, 120 sacas por hectare”, disse Navarro.

Para dar suporte à sua expansão, a Allterra investiu na aquisição de uma estrutura na região de Itápolis, interior de São Paulo, que será transformada em um centro de pesquisa, desenvolvimento e produção de soluções para agricultura regenerativa. Este espaço contará com uma fábrica de biológicos e áreas dedicadas a testes e pesquisa, com capacidade para mais de 1 milhão de litros de biológicos.

A companhia planeja utilizar essa estrutura não apenas para desenvolver produtos, mas também para testar novas práticas de agricultura regenerativa em diferentes culturas. Entre as áreas que estão sendo consideradas, está o mercado de carbono, que envolve medir a redução de emissões e o sequestro de carbono associado às práticas regenerativas.

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Além disso, a Allterra não limita sua estratégia de expansão ao crescimento orgânico e continua avaliando aquisições de tecnologias que possam complementar seu portfólio. A empresa nasceu a partir de aquisições e, embora o CEO não tenha antecipado uma nova estratégia de compras, ele destaca que o foco está em tecnologias que se alinhem com o negócio principal, que é a agricultura regenerativa.

A Allterra almeja não apenas vender tecnologias, mas também se posicionar como uma plataforma que conecta produtores, revendas, cooperativas, startups, academia, bancos e fundos interessados em financiar práticas agrícolas regenerativas. Segundo Navarro, há uma oportunidade de aproximar a demanda de grandes empresas por produtos de origem regenerativa e a oferta dos produtores.

“A gente quer conectar a demanda deles com a oferta de produtos oriundos de agricultura regenerativa”, afirmou. Esse conceito também se aplica ao financiamento verde, onde existem recursos disponíveis para projetos sustentáveis, mas ainda faltam iniciativas estruturadas que possam receber esse capital.

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A Allterra, que foi criada como uma tese de investimentos, realizou sua primeira aquisição em 2022, seguida pela compra da TMF Fertilizantes em 2023. Desde então, iniciou a integração das operações, unificando os times de back office e, mais recentemente, as equipes comerciais, com o objetivo de oferecer uma oferta combinada de tecnologias no campo.

Navarro acredita que essa nova estratégia transforma a Allterra em uma “plataforma de tecnologia e biociência para agricultura regenerativa na América Latina”. Um dos pilares deste novo posicionamento é o conceito de “Solo Vivo”, que parte da avaliação de que a agricultura brasileira alcançou um patamar de produtividade que exige novas soluções de manejo para continuar avançando.

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A Allterra está mudando seu modelo de negócios para se posicionar como uma plataforma de tecnologia e biociência voltada à agricultura regenerativa na América Latina. A nova estratégia, segundo o CEO da empresa, busca integrar tecnologias de manejo do solo, biológicos, sementes de cobertura e diagnóstico para aumentar a produtividade agrícola e reduzir custos ao longo do tempo.

Embora não se trate de uma projeção oficial, o CEO Eduardo Navarro afirma que a Allterra trabalha internamente com a possibilidade de multiplicar por dez o tamanho de suas operações entre três e cinco anos. “A Allterra, de três a cinco anos, deve estar pelo menos dez vezes o tamanho que ela é hoje. É nisso que a gente acredita, é para isso que a gente está trabalhando”, declarou.

Navarro atribui essa expectativa ao tamanho do mercado brasileiro e ao potencial de aumento de produtividade. Ele menciona que a companhia tem dialogado com grandes empresas do agronegócio e encontrou uma ampla adesão à sua proposta de mercado.

“A Alterra vem exatamente para explorar um potencial de mercado que a gente tem, de sair de médias de grandes players de 60, 65, 70 sacas de soja por hectare e bater 100, 120 sacas por hectare”, disse Navarro.

Para dar suporte à sua expansão, a Allterra investiu na aquisição de uma estrutura na região de Itápolis, interior de São Paulo, que será transformada em um centro de pesquisa, desenvolvimento e produção de soluções para agricultura regenerativa. Este espaço contará com uma fábrica de biológicos e áreas dedicadas a testes e pesquisa, com capacidade para mais de 1 milhão de litros de biológicos.

A companhia planeja utilizar essa estrutura não apenas para desenvolver produtos, mas também para testar novas práticas de agricultura regenerativa em diferentes culturas. Entre as áreas que estão sendo consideradas, está o mercado de carbono, que envolve medir a redução de emissões e o sequestro de carbono associado às práticas regenerativas.

Além disso, a Allterra não limita sua estratégia de expansão ao crescimento orgânico e continua avaliando aquisições de tecnologias que possam complementar seu portfólio. A empresa nasceu a partir de aquisições e, embora o CEO não tenha antecipado uma nova estratégia de compras, ele destaca que o foco está em tecnologias que se alinhem com o negócio principal, que é a agricultura regenerativa.

A Allterra almeja não apenas vender tecnologias, mas também se posicionar como uma plataforma que conecta produtores, revendas, cooperativas, startups, academia, bancos e fundos interessados em financiar práticas agrícolas regenerativas. Segundo Navarro, há uma oportunidade de aproximar a demanda de grandes empresas por produtos de origem regenerativa e a oferta dos produtores.

“A gente quer conectar a demanda deles com a oferta de produtos oriundos de agricultura regenerativa”, afirmou. Esse conceito também se aplica ao financiamento verde, onde existem recursos disponíveis para projetos sustentáveis, mas ainda faltam iniciativas estruturadas que possam receber esse capital.

A Allterra, que foi criada como uma tese de investimentos, realizou sua primeira aquisição em 2022, seguida pela compra da TMF Fertilizantes em 2023. Desde então, iniciou a integração das operações, unificando os times de back office e, mais recentemente, as equipes comerciais, com o objetivo de oferecer uma oferta combinada de tecnologias no campo.

Navarro acredita que essa nova estratégia transforma a Allterra em uma “plataforma de tecnologia e biociência para agricultura regenerativa na América Latina”. Um dos pilares deste novo posicionamento é o conceito de “Solo Vivo”, que parte da avaliação de que a agricultura brasileira alcançou um patamar de produtividade que exige novas soluções de manejo para continuar avançando.

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