O treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, explicou a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança de pênalti que resultou em um desperdício na derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, ocorrida neste domingo (5). Com esse resultado, a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo, retornando para casa mais cedo e parando nas oitavas de final pela primeira vez desde 1990.
Durante a coletiva, Ancelotti revelou que a decisão foi baseada em uma estatística que analisou o desempenho de jogadores rivais e da própria seleção ao longo de um ano. Segundo o treinador, o melhor jogador para a cobrança de pênalti naquele momento era Neymar, seguido por Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Martinelli. “Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor na seleção era Raphinha. Naquele momento no campo, o melhor a tirar o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha e depois Bruno Guimarães, e depois Martinelli”, afirmou Ancelotti.
Na temporada 2025/2026, Bruno Guimarães anotou nove gols, sendo dois deles de pênalti, contra Leeds e Brentford na Premier League. É importante destacar que o atleta ficou afastado por dois meses devido a uma lesão na coxa. Ele havia perdido uma cobrança contra o Bournemouth na FA Cup, mas, na ocasião, o Newcastle avançou com um placar de 7×6.
“Foi pensado antes do jogo. Bruno é um jogador com muita experiência e vai saber jogar com isso tranquilamente”, disse Davide Ancelotti, filho do treinador e auxiliar técnico, explicando a escolha de Bruno para a cobrança.
O goleiro da Noruega, Ørjan Nyland, foi um dos destaques da equipe durante o primeiro tempo da partida contra o Brasil, conseguindo defender o pênalti batido por Bruno Guimarães aos 13 minutos do primeiro tempo.
Após a eliminação, a continuidade de Ancelotti à frente da Seleção Brasileira foi questionada. O técnico, que assumiu o comando em maio de 2025 e renovou seu contrato antes do Mundial, tem vínculo com a CBF até 2030. Ele seguirá liderando a equipe no ciclo para a próxima Copa do Mundo, que será realizada em seis países diferentes.
“Óbvio que estamos todos profundamente tristes. Acho que fizemos até agora um bom mundial, e o jogo de hoje merecia uma vitória. Quando passamos por um momento assim, é preciso pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias. Essa derrota não é o fim, é o início de um novo ciclo”, concluiu Ancelotti após o jogo contra a Noruega.
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