O secretário de Estado de Governo do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura (União Brasil), defendeu a criação de instrumentos de proteção ao produtor nacional de leite antes da abertura do mercado brasileiro a produtos importados.
A declaração foi feita na última semana, durante visita à Sealba Show, realizada em Itabaiana (SE). A feira é considerada a terceira maior do agronegócio no país. Moura destacou que Sergipe possui três municípios entre os 20 maiores produtores de leite do Brasil e lidera o crescimento da atividade, mas enfrenta custos de produção até 20% superiores aos praticados no exterior.
Preocupação com acordos comerciais
O pré-candidato alertou para pressões já sentidas pelo setor com a entrada de leite isento de tarifas proveniente da Argentina e do Uruguai. Segundo ele, a situação tende a se intensificar caso o acordo Mercosul-União Europeia seja ratificado, uma vez que o tratado prevê cotas de importação, redução gradativa de tarifas e maior presença de queijos europeus no mercado brasileiro.
Propostas de proteção
Para mitigar os impactos, Moura propôs que o governo federal só confirme o acordo depois de instituir um fundo de proteção ao produtor de leite, com gatilhos automáticos de defesa comercial quando houver desequilíbrio nas importações. Ele também sugere exigir dos produtos europeus os mesmos padrões sanitários e ambientais aplicados pela União Europeia, além de incentivos à industrialização e à valorização da produção regional.
“Sergipe cresce na produção, mas não pode perder competitividade por falta de proteção. Estarei ao lado do produtor rural para garantir equilíbrio e segurança jurídica”, afirmou.
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