Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Anfavea espera expansão de 3,7% na produção de veículos em 2026

A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O cálculo engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Veículos leves puxam o avanço Leia também Semana do Cliente: saiba quais são os direitos do consumidor de energia elétrica […]

15/01/2026 · 16h13
Anfavea espera expansão de 3,7% na produção de veículos em 2026

A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O cálculo engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Veículos leves puxam o avanço

Publicidade

O principal impulso deve vir dos veículos leves. A Anfavea estima elevação de 3,8% na fabricação de automóveis e comerciais leves neste ano. Para o licenciamento desses modelos, a entidade prevê aumento de 2,7%.

“Otimismo contido”

Durante coletiva em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, classificou o cenário como um período de “otimismo contido”. Ele apontou fatores geopolíticos que podem afetar a cadeia de suprimentos e lembrou que 2026 antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Por essa razão, a associação pretende revisar as projeções a cada trimestre.

Desempenho de 2025

No ano passado, a produção nacional somou 2,6 milhões de unidades, alta de 3,5% sobre 2024, mantendo o Brasil na oitava posição entre os maiores produtores globais. As vendas alcançaram 2,69 milhões de veículos, avanço de 2,1%, resultado que garantiu o sexto lugar no ranking mundial de mercado.

Ainda que positivos, os números ficaram abaixo das estimativas iniciais da entidade, que previa crescimento de 7,8% na produção e de 5% no licenciamento para 2025. “Tivemos um ano de muita instabilidade, com questões geoeconômicas e elevação da taxa de juros de 12% para 15%”, explicou Calvet.

Exportações e importações

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

As exportações fecharam 2025 com alta de 32,1%, totalizando quase 529 mil veículos. O envio para a Argentina avançou 85% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é de expansão mais modesta, de 1,3%.

As importações cresceram 6,6% no ano passado, impulsionadas pela entrada de veículos de países sem acordo de livre-comércio com o Brasil, especialmente a China, que respondeu por 37,6% dos 498 mil veículos importados. A Anfavea acredita que esse volume tende a cair em 2026, já que novos fabricantes começam a produzir localmente.

Reforma tributária e novos mercados

Publicidade

A indefinição sobre as alíquotas que incidirão sobre o setor após a reforma tributária preocupa a indústria, afirmou Calvet. Segundo ele, a dificuldade de planejamento é agravada pela necessidade de ampliar acordos comerciais e retomar espaço em mercados como Argentina e Colômbia.

Segmento de caminhões sob pressão

O segmento de caminhões registrou queda de 46,4% na produção e de 9,2% nos emplacamentos em 2025. Para o presidente da Anfavea, a retração reflete juros altos e a forte ligação do segmento com o Produto Interno Bruto (PIB). “O programa Move Brasil, que oferece crédito com condições favoráveis para compra de caminhões, deve ajudar a conter essas perdas”, destacou.

Com ajustes periódicos nas projeções e atenção às variáveis econômicas, a entidade mantém a expectativa de avanço moderado para 2026, sobretudo impulsionado pelos veículos leves e pelo possível arrefecimento das importações.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O cálculo engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Veículos leves puxam o avanço

O principal impulso deve vir dos veículos leves. A Anfavea estima elevação de 3,8% na fabricação de automóveis e comerciais leves neste ano. Para o licenciamento desses modelos, a entidade prevê aumento de 2,7%.

“Otimismo contido”

Durante coletiva em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, classificou o cenário como um período de “otimismo contido”. Ele apontou fatores geopolíticos que podem afetar a cadeia de suprimentos e lembrou que 2026 antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Por essa razão, a associação pretende revisar as projeções a cada trimestre.

Desempenho de 2025

No ano passado, a produção nacional somou 2,6 milhões de unidades, alta de 3,5% sobre 2024, mantendo o Brasil na oitava posição entre os maiores produtores globais. As vendas alcançaram 2,69 milhões de veículos, avanço de 2,1%, resultado que garantiu o sexto lugar no ranking mundial de mercado.

Ainda que positivos, os números ficaram abaixo das estimativas iniciais da entidade, que previa crescimento de 7,8% na produção e de 5% no licenciamento para 2025. “Tivemos um ano de muita instabilidade, com questões geoeconômicas e elevação da taxa de juros de 12% para 15%”, explicou Calvet.

Exportações e importações

As exportações fecharam 2025 com alta de 32,1%, totalizando quase 529 mil veículos. O envio para a Argentina avançou 85% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é de expansão mais modesta, de 1,3%.

As importações cresceram 6,6% no ano passado, impulsionadas pela entrada de veículos de países sem acordo de livre-comércio com o Brasil, especialmente a China, que respondeu por 37,6% dos 498 mil veículos importados. A Anfavea acredita que esse volume tende a cair em 2026, já que novos fabricantes começam a produzir localmente.

Reforma tributária e novos mercados

A indefinição sobre as alíquotas que incidirão sobre o setor após a reforma tributária preocupa a indústria, afirmou Calvet. Segundo ele, a dificuldade de planejamento é agravada pela necessidade de ampliar acordos comerciais e retomar espaço em mercados como Argentina e Colômbia.

Segmento de caminhões sob pressão

O segmento de caminhões registrou queda de 46,4% na produção e de 9,2% nos emplacamentos em 2025. Para o presidente da Anfavea, a retração reflete juros altos e a forte ligação do segmento com o Produto Interno Bruto (PIB). “O programa Move Brasil, que oferece crédito com condições favoráveis para compra de caminhões, deve ajudar a conter essas perdas”, destacou.

Com ajustes periódicos nas projeções e atenção às variáveis econômicas, a entidade mantém a expectativa de avanço moderado para 2026, sobretudo impulsionado pelos veículos leves e pelo possível arrefecimento das importações.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA