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Economia

Paralisada há uma década, obra de Angra 3 gera gasto anual de quase R$ 1 bilhão

A manutenção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), consome cerca de R$ 1 bilhão por ano enquanto as obras permanecem suspensas há 10 anos. O tema foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (21). Iniciada na década de 1980, a construção encontra-se parada […]

22/10/2025 · 11h48
Paralisada há uma década, obra de Angra 3 gera gasto anual de quase R$ 1 bilhão

A manutenção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), consome cerca de R$ 1 bilhão por ano enquanto as obras permanecem suspensas há 10 anos. O tema foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (21).

Iniciada na década de 1980, a construção encontra-se parada desde 2015, com 60% dos trabalhos executados. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), se não houver definição sobre a conclusão, o custo total do empreendimento pode ultrapassar em até R$ 43 bilhões o valor originalmente estimado em R$ 23 bilhões.

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Impacto econômico

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado Jorge Felippe Neto (Avante), defendeu a retomada das obras. Ele lembrou que a usina tem potencial para gerar 1.405 megawatts, suficiente para abastecer mais de 4,5 milhões de residências, e já consumiu R$ 21 bilhões.

Para o deputado Marcelo Dino (União), a conclusão do projeto pode ampliar os atuais 400 postos de trabalho para cerca de 3.500. “Terminar essa usina representa um avanço econômico não apenas para Angra dos Reis, mas para todo o estado e para o Brasil”, afirmou.

Custo da paralisação

Representante da Associação de Trabalhadores da Nuclebrás Equipamentos Pesados, Flávia Azevedo criticou o gasto anual de R$ 1 bilhão apenas para manter o canteiro parado. “A usina já tem 60% das obras civis concluídas e equipamentos adquiridos. Esse dinheiro poderia gerar empregos, renda e desenvolvimento para a Costa Verde”, disse.

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Viabilidade da energia nuclear

Gabriela Borsato, diretora da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), destacou que, uma vez finalizada, Angra 3 terá o investimento amortizado em 20 anos e poderá reduzir a tarifa em até 75% após esse período. Ela ressaltou ainda o fator de capacidade de 90% da fonte nuclear, ante cerca de 40% das renováveis, garantindo fornecimento contínuo de eletricidade.

Não há, por enquanto, prazo definido pelo governo federal para a retomada ou conclusão das obras.

Com informações de Agência Brasil

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A manutenção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), consome cerca de R$ 1 bilhão por ano enquanto as obras permanecem suspensas há 10 anos. O tema foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (21).

Iniciada na década de 1980, a construção encontra-se parada desde 2015, com 60% dos trabalhos executados. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), se não houver definição sobre a conclusão, o custo total do empreendimento pode ultrapassar em até R$ 43 bilhões o valor originalmente estimado em R$ 23 bilhões.

Impacto econômico

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado Jorge Felippe Neto (Avante), defendeu a retomada das obras. Ele lembrou que a usina tem potencial para gerar 1.405 megawatts, suficiente para abastecer mais de 4,5 milhões de residências, e já consumiu R$ 21 bilhões.

Para o deputado Marcelo Dino (União), a conclusão do projeto pode ampliar os atuais 400 postos de trabalho para cerca de 3.500. “Terminar essa usina representa um avanço econômico não apenas para Angra dos Reis, mas para todo o estado e para o Brasil”, afirmou.

Custo da paralisação

Representante da Associação de Trabalhadores da Nuclebrás Equipamentos Pesados, Flávia Azevedo criticou o gasto anual de R$ 1 bilhão apenas para manter o canteiro parado. “A usina já tem 60% das obras civis concluídas e equipamentos adquiridos. Esse dinheiro poderia gerar empregos, renda e desenvolvimento para a Costa Verde”, disse.

Viabilidade da energia nuclear

Gabriela Borsato, diretora da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), destacou que, uma vez finalizada, Angra 3 terá o investimento amortizado em 20 anos e poderá reduzir a tarifa em até 75% após esse período. Ela ressaltou ainda o fator de capacidade de 90% da fonte nuclear, ante cerca de 40% das renováveis, garantindo fornecimento contínuo de eletricidade.

Não há, por enquanto, prazo definido pelo governo federal para a retomada ou conclusão das obras.

Com informações de Agência Brasil

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