A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) iniciou um monitoramento do abastecimento de combustíveis na Região Norte, visando minimizar os impactos potenciais relacionados ao fenômeno climático El Niño, previsto para 2026. A agência busca antecipar riscos logísticos que podem surgir devido à redução da navegabilidade dos rios na região durante a estiagem.
Em nota, a ANP destacou que essa atuação preventiva é parte de um trabalho que vem sendo realizado desde 2023, com o objetivo de acompanhar o abastecimento de combustíveis na Região Norte em períodos de seca. “Até hoje, a agência monitorou as duas maiores secas já registradas na região, sem que fossem identificados desabastecimentos de combustíveis”, afirmou a ANP.
“A atuação preventiva da ANP busca antecipar riscos logísticos decorrentes da redução da navegabilidade dos rios da Região Norte, contribuindo para a segurança do abastecimento nacional de combustíveis”, explicou a agência.
A partir do dia 7 de julho, a ANP participará dos trabalhos em uma sala de acompanhamento coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que será dedicada ao monitoramento da situação da Região Norte durante o período de seca. O acompanhamento contará com a participação de diversas empresas do setor, incluindo Amazongás, Fogás, Atem, Vibra, Raízen, Ipiranga, Equador, Ream e Petrobras.
Durante a semana de 6 a 10 de julho, a ANP realizará reuniões individuais com os agentes responsáveis pelo abastecimento, com o intuito de discutir os planos de contingência apresentados e avaliar as ações necessárias para garantir a manutenção do abastecimento. A agência solicitará a apresentação dos planos de contingência de cada um dos principais agentes, além de realizar reuniões técnicas para consolidar as informações em um relatório específico sobre o abastecimento na Região Norte.
Esse relatório terá como foco as principais medidas adotadas pelos agentes, bem como a identificação de pontos críticos e oportunidades de melhoria. A ANP reforçou que o trabalho de acompanhamento é iniciado anualmente no primeiro semestre, antes do período crítico da seca, e já foram solicitados os planos de contingência para 2026.
Além disso, a ANP também participou das reuniões coordenadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a elaboração dos planos de contingência dos sistemas isolados de energia elétrica, incluindo discussões sobre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia.
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