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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

ApexBrasil e Congresso preparam missão à Europa para acelerar acordo Mercosul-União Europeia

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, articulam o envio de uma delegação oficial à Europa até março com o objetivo de reforçar a pressão política pela ratificação do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. A iniciativa foi confirmada nesta quinta-feira […]

22/01/2026 · 22h02
ApexBrasil e Congresso preparam missão à Europa para acelerar acordo Mercosul-União Europeia

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, articulam o envio de uma delegação oficial à Europa até março com o objetivo de reforçar a pressão política pela ratificação do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia.

A iniciativa foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, durante entrevista coletiva. Segundo ele, Alcolumbre sinalizou que a aprovação do tratado será a principal pauta do Legislativo na volta do recesso parlamentar.

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Estratégia em duas frentes

O plano prevê, primeiro, acelerar a ratificação interna nos quatro países do Mercosul. Concluída essa etapa, parlamentares do bloco devem ir ao Parlamento Europeu para negociar diretamente com seus pares. “Vamos aprovar tudo pelo lado do Mercosul e, juntos, organizar uma missão ao Parlamento Europeu. É um diálogo de presidente de parlamento para presidente de parlamento, no nível político adequado”, afirmou Viana.

Campanha de imagem

Paralelamente, a ApexBrasil prepara uma ofensiva de comunicação para enfrentar resistências ao tratado e atualizar a percepção sobre o Brasil entre eurodeputados e consumidores. Números da agência mostram que a União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras, somando US$ 49,8 bilhões em 2025, atrás apenas da China. O agronegócio responde por cerca de 23% desse fluxo, percentual menor que a impressão de que o acordo seria predominantemente agrícola.

Viana avalia que parte da oposição ao pacto apoia-se em uma imagem defasada do país. “A imagem do Brasil mudou e precisa ser trabalhada lá fora. Argumentos usados há quatro ou cinco anos não cabem mais no cenário atual”, declarou.

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Estudo sobre oportunidades

Levantamento divulgado pela ApexBrasil indica que 543 produtos brasileiros poderiam ter a tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor do acordo, num mercado que movimenta US$ 43,9 bilhões anuais em importações europeias. A Europa Ocidental concentra 266 dessas oportunidades; de 2020 a 2024, as vendas brasileiras para a região somaram, em média, US$ 831 milhões por ano. A Europa Meridional reúne 123 itens, a Europa Oriental 101 e a Europa Setentrional 53.

Novo obstáculo em Bruxelas

A movimentação ocorre dias depois de o Parlamento Europeu aprovar, por margem apertada, um pedido de revisão jurídica adicional do tratado — assinado no sábado (17) após 26 anos de negociações. Embora não inviabilize o texto, a medida pode estender a tramitação no bloco por até dois anos. A resolução atendeu a eurodeputados que exigem salvaguardas ambientais mais rígidas e novos mecanismos de verificação, pontos que, segundo o governo brasileiro, ameaçam o equilíbrio do acordo. Viana atribuiu o resultado à baixa mobilização dos defensores do pacto e à pressão de lobbies agrícolas europeus contrários à entrada de produtos brasileiros.

Com a missão parlamentar prevista para o primeiro trimestre, ApexBrasil e Congresso pretendem intensificar o diálogo político e tentar contornar o impasse em Bruxelas.

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Com informações de Agência Brasil

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, articulam o envio de uma delegação oficial à Europa até março com o objetivo de reforçar a pressão política pela ratificação do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia.

A iniciativa foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, durante entrevista coletiva. Segundo ele, Alcolumbre sinalizou que a aprovação do tratado será a principal pauta do Legislativo na volta do recesso parlamentar.

Estratégia em duas frentes

O plano prevê, primeiro, acelerar a ratificação interna nos quatro países do Mercosul. Concluída essa etapa, parlamentares do bloco devem ir ao Parlamento Europeu para negociar diretamente com seus pares. “Vamos aprovar tudo pelo lado do Mercosul e, juntos, organizar uma missão ao Parlamento Europeu. É um diálogo de presidente de parlamento para presidente de parlamento, no nível político adequado”, afirmou Viana.

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Paralelamente, a ApexBrasil prepara uma ofensiva de comunicação para enfrentar resistências ao tratado e atualizar a percepção sobre o Brasil entre eurodeputados e consumidores. Números da agência mostram que a União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras, somando US$ 49,8 bilhões em 2025, atrás apenas da China. O agronegócio responde por cerca de 23% desse fluxo, percentual menor que a impressão de que o acordo seria predominantemente agrícola.

Viana avalia que parte da oposição ao pacto apoia-se em uma imagem defasada do país. “A imagem do Brasil mudou e precisa ser trabalhada lá fora. Argumentos usados há quatro ou cinco anos não cabem mais no cenário atual”, declarou.

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Levantamento divulgado pela ApexBrasil indica que 543 produtos brasileiros poderiam ter a tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor do acordo, num mercado que movimenta US$ 43,9 bilhões anuais em importações europeias. A Europa Ocidental concentra 266 dessas oportunidades; de 2020 a 2024, as vendas brasileiras para a região somaram, em média, US$ 831 milhões por ano. A Europa Meridional reúne 123 itens, a Europa Oriental 101 e a Europa Setentrional 53.

Novo obstáculo em Bruxelas

A movimentação ocorre dias depois de o Parlamento Europeu aprovar, por margem apertada, um pedido de revisão jurídica adicional do tratado — assinado no sábado (17) após 26 anos de negociações. Embora não inviabilize o texto, a medida pode estender a tramitação no bloco por até dois anos. A resolução atendeu a eurodeputados que exigem salvaguardas ambientais mais rígidas e novos mecanismos de verificação, pontos que, segundo o governo brasileiro, ameaçam o equilíbrio do acordo. Viana atribuiu o resultado à baixa mobilização dos defensores do pacto e à pressão de lobbies agrícolas europeus contrários à entrada de produtos brasileiros.

Com a missão parlamentar prevista para o primeiro trimestre, ApexBrasil e Congresso pretendem intensificar o diálogo político e tentar contornar o impasse em Bruxelas.

Com informações de Agência Brasil

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