Uma reviravolta possível: a Apple avalia integrar IA externa para revitalizar sua assistente virtual
A Apple está avaliando um plano inédito: em vez de depender apenas dos seus modelos internos, a empresa abriu negociações com a OpenAI e a Anthropic para incorporar as tecnologias ChatGPT e Claude à Siri.
Fontes da Bloomberg indicam que a gigante de Cupertino solicitou às empresas treinamento de versões dos modelos adaptadas ao seu ambiente de nuvem privada, conhecidas como Private Cloud Compute. Os resultados dos testes apontam o Claude (Anthropic) como o mais promissor, embora o custo elevado e questões contratuais ainda impedem uma decisão final.
A busca por terceiros ocorre após repetidos atrasos no desenvolvimento da “LLM Siri”, que deveria estrear com o iOS 26, mas acabou adiada para 2026. O projeto interno, apoiado por Mike Rockwell (ex‑Vision Pro), ainda segue, mas a integração de um modelo externo passaria uma “cola” imediata, permitindo que a assistente ficasse competitiva num mercado dominado por rivais como Google Assistant e Galaxy AI.

Panorama da mudança
- Mudança de estratégia: até hoje, a Apple sempre privilegiou soluções proprietárias; agora avalia adotar modelo híbrido .
- Preservação da privacidade: os testes são feitos em nuvem própria com criptografia end‑to‑end, mantendo o padrão Apple.
- Cenário competitivo: caso opte pelo Claude, a Apple representaria um duro golpe à liderança da OpenAI, graças à base global de mais de 2 bilhões de dispositivos Apple.
Desafios e prazos
O entusiasmo interno vem acompanhado de tensão. As negociações com a Anthropic estagnaram devido a exigências financeiras bilionárias. Enquanto isso, o cronograma contratual marca a chegada dos recursos híbridos já no iOS 26, com uma versão totalmente aperfeiçoada só no iOS 27, previsto para o outono de 2026.
Impactos e expectativas
Se confirmada, essa decisão representaria um marco: a Apple abriria mão — ainda que temporariamente — de sua tradicional autonomia tecnológica em prol de uma experiência de IA mais competitiva.
A curto prazo, esperam‑se melhorias visíveis na Siri, por meio de respostas mais contextuais, úteis e criativas. Já a médio prazo, a Maçã segue desenvolvendo sua própria LLM, com previsão de reposicionar-se como líder em inteligência avançada até 2026–2027.
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