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Policial

Aracaju consolida-se como epicentro da sergipanidade e reúne símbolos que expressam a identidade de Sergipe

Aracaju (SE) – Fundada em 1855, a capital sergipana transformou-se no principal ponto de convergência de tradições, sotaques e saberes que compõem a sergipanidade, conceito que traduz o sentimento de pertença ao estado de Sergipe. Origem e construção da capital Planejada às margens do rio Sergipe para facilitar o escoamento da produção açucareira, Aracaju atraiu […]

24/10/2025 · 11h59
Aracaju consolida-se como epicentro da sergipanidade e reúne símbolos que expressam a identidade de Sergipe

Aracaju (SE) – Fundada em 1855, a capital sergipana transformou-se no principal ponto de convergência de tradições, sotaques e saberes que compõem a sergipanidade, conceito que traduz o sentimento de pertença ao estado de Sergipe.

Origem e construção da capital

Planejada às margens do rio Sergipe para facilitar o escoamento da produção açucareira, Aracaju atraiu pessoas de vários municípios logo após sua criação. Ex-escravizados, comerciantes e trabalhadores colaboraram na edificação da nova cidade, formando o caldeirão cultural que hoje simboliza a identidade sergipana, explica o historiador Amâncio Cardoso.

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Mercados e feiras como vitrines culturais

Nos mercados municipais Antônio Franco e Thales Ferraz, a sergipanidade ganha forma nos produtos e na culinária. Há quase 50 anos no local, o comerciante Luís Carlos afirma que a mangaba é o item mais procurado por turistas. Quando a fruta não está na safra, ele indica a tradicional sorveteria Castelo Branco, conhecida pelo sorvete de mangaba.

Declarada árvore símbolo de Sergipe pelo Decreto nº 12.723/1992, a mangabeira divide espaço com outro ícone gastronômico: o amendoim cozido. Patrimônio imaterial do estado desde a Lei 7.682/2013, o produto é vendido por Wellington dos Santos há mais de duas décadas. “Na época do São João, a procura dispara”, relata.

No Mercado de Artesanato Thales Ferraz, José de Jesus Mendonça, o Maroto, mantém viva a cozinha típica com pratos como carneiro, sarapatel e galinha ao molho. Sucos de caju e mangaba figuram entre os pedidos mais frequentes.

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Simbolismos que atravessam gerações

Dois elementos se destacam no imaginário coletivo: o caju, presente até no nome da capital, e a mangaba, fruto típico dos tabuleiros costeiros. Esses símbolos também aparecem em artesanatos. A rendeira Ana Karina observa que bordados passaram a incorporar desenhos de caju, reforçando a identidade local.

Festas, sotaques e manifestações religiosas

Quadrilhas juninas, forró, caboclinho e reisado ajudam a preservar o folclore estadual. Romarias e celebrações de São João unem gerações e reforçam a ligação entre fé, música e gastronomia.

Duas datas, dois significados

O estado celebra em 8 de julho de 1820 sua emancipação política da Bahia. Já 24 de outubro marca o Dia da Sergipanidade, criado para enaltecer traços culturais presentes no cotidiano. Cardoso lembra que a comunicação lenta do século XIX pode ter levado a população a ter notícia da independência apenas em 24 de outubro, justificando as comemorações nessa data.

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Mais de dois séculos após a fundação da capital, a sergipanidade continua visível em gestos diários, na mesa e na fala de quem vive ou visita Aracaju, considerada o coração cultural de Sergipe.

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Aracaju (SE) – Fundada em 1855, a capital sergipana transformou-se no principal ponto de convergência de tradições, sotaques e saberes que compõem a sergipanidade, conceito que traduz o sentimento de pertença ao estado de Sergipe.

Origem e construção da capital

Planejada às margens do rio Sergipe para facilitar o escoamento da produção açucareira, Aracaju atraiu pessoas de vários municípios logo após sua criação. Ex-escravizados, comerciantes e trabalhadores colaboraram na edificação da nova cidade, formando o caldeirão cultural que hoje simboliza a identidade sergipana, explica o historiador Amâncio Cardoso.

Mercados e feiras como vitrines culturais

Nos mercados municipais Antônio Franco e Thales Ferraz, a sergipanidade ganha forma nos produtos e na culinária. Há quase 50 anos no local, o comerciante Luís Carlos afirma que a mangaba é o item mais procurado por turistas. Quando a fruta não está na safra, ele indica a tradicional sorveteria Castelo Branco, conhecida pelo sorvete de mangaba.

Declarada árvore símbolo de Sergipe pelo Decreto nº 12.723/1992, a mangabeira divide espaço com outro ícone gastronômico: o amendoim cozido. Patrimônio imaterial do estado desde a Lei 7.682/2013, o produto é vendido por Wellington dos Santos há mais de duas décadas. “Na época do São João, a procura dispara”, relata.

No Mercado de Artesanato Thales Ferraz, José de Jesus Mendonça, o Maroto, mantém viva a cozinha típica com pratos como carneiro, sarapatel e galinha ao molho. Sucos de caju e mangaba figuram entre os pedidos mais frequentes.

Simbolismos que atravessam gerações

Dois elementos se destacam no imaginário coletivo: o caju, presente até no nome da capital, e a mangaba, fruto típico dos tabuleiros costeiros. Esses símbolos também aparecem em artesanatos. A rendeira Ana Karina observa que bordados passaram a incorporar desenhos de caju, reforçando a identidade local.

Festas, sotaques e manifestações religiosas

Quadrilhas juninas, forró, caboclinho e reisado ajudam a preservar o folclore estadual. Romarias e celebrações de São João unem gerações e reforçam a ligação entre fé, música e gastronomia.

Duas datas, dois significados

O estado celebra em 8 de julho de 1820 sua emancipação política da Bahia. Já 24 de outubro marca o Dia da Sergipanidade, criado para enaltecer traços culturais presentes no cotidiano. Cardoso lembra que a comunicação lenta do século XIX pode ter levado a população a ter notícia da independência apenas em 24 de outubro, justificando as comemorações nessa data.

Mais de dois séculos após a fundação da capital, a sergipanidade continua visível em gestos diários, na mesa e na fala de quem vive ou visita Aracaju, considerada o coração cultural de Sergipe.

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