Ato no 1º de maio pede fim da escala 6×1 e denuncia falta de água no estado
Cerca de 2 mil trabalhadores participaram, na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, de uma manifestação em Aracaju em alusão ao Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora. A concentração começou às 8h na Praça José Andrade Góis, no bairro 18 do Forte, e a caminhada seguiu até o bairro Industrial.
Organizadores classificaram o evento como a Marcha da Classe Trabalhadora. Entre as reivindicações levadas às ruas estavam o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial, o enfrentamento ao feminicídio e a crítica à política de privatização dos serviços de água no estado.
Roberto Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), destacou que a mobilização foi expressiva e reforçou as pautas centrais do ato. Segundo ele, os efeitos da privatização do serviço de água, concretizada em 2024 apesar da resistência, têm provocado problemas generalizados de abastecimento e aumentos significativos nas tarifas.
“Os trabalhadores sergipanos estão sofrendo com a falta de água em várias regiões, tanto na capital quanto no interior, além do aumento exagerado nas contas”, afirmou o dirigente, apontando que essa combinação tem gerado revolta entre a população.
O protesto foi realizado de forma unificada por várias centrais sindicais e coletivos estudantis. Entre as entidades que organizaram a marcha estiveram a CUT-SE, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Sergipe (CTB), a União Geral dos Trabalhadores em Sergipe (UGT/SE) e a Central Sindical e Popular (CSP).

Além das centrais, participaram movimentos agrupados em frentes políticas e sociais, como a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo e a Frente Povo na Rua. Os organizadores explicaram que a ação buscou dar visibilidade às demandas trabalhistas e sociais, reunindo diferentes categorias e segmentos da sociedade em uma mesma caminhada.
O ato transcorreu sem registros de incidentes durante a marcha pela capital, que concentrou trabalhadores de diversos setores para reafirmar as pautas anunciadas pelas entidades sindicais.
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