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Educação

Atraso escolar cai no ensino público: fundamental e médio registram queda

Unicef aponta redução no atraso escolar na rede pública, com avanços em todas as regiões.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h35
Atraso escolar cai no ensino público: fundamental e médio registram queda

Análise do Unicef mostra que a distorção idade-série no ensino fundamental público caiu para 11,3% em 2025 (era 18,7% em 2019). No ensino médio, taxa recuou de 28,9% para 17,6%, segundo o Inep.

A distorção idade-série, que indica o atraso escolar de crianças e adolescentes de dois anos ou mais, apresentou uma diminuição significativa, atingindo 11,3% em 2025 no Brasil, entre os alunos do ensino fundamental da rede pública. Essa informação é resultado de uma análise realizada pelo Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

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Em comparação a 2019, quando o índice era de 18,7%, a redução é um indicativo positivo na trajetória educacional dos estudantes. No ensino médio da rede pública, a taxa de distorção idade-série também caiu de 28,9% para 17,6%, segundo dados do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Esse avanço foi observado em todas as etapas da educação pública, abrangendo todas as regiões e estados do Brasil. As regiões Norte e Nordeste foram as que mais se destacaram na redução desse índice. Confira os percentuais de estudantes do ensino fundamental público com dois ou mais anos de atraso escolar nas diferentes regiões:

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  • Nordeste: 2019: 25,2% | 2025: 14,4%
  • Norte: 2019: 26% | 2025: 17,2%
  • Sul: 2019: 16,1% | 2025: 9,8%
  • Sudeste: 2019: 12,9% | 2025: 8%
  • Centro-Oeste: 2019: 15% | 2025: 10,4%

Apesar desse progresso, a chefe da educação do Unicef no Brasil ressalta que os efeitos da pandemia de covid-19 ainda impactam os índices educacionais. Muitos estudantes apresentam lacunas de aprendizagem, mesmo estando na série adequada.

“É fundamental seguir ampliando políticas específicas, voltadas a estudantes com dois ou mais anos de atraso escolar, entendendo as vulnerabilidades que impactam as trajetórias escolares deles, e tomando medidas para que consigam recuperar o tempo perdido, recompor as aprendizagens e construir trajetórias de sucesso escolar”, afirmou Mônica Dias Pinto.

Ela também enfatiza a importância de se pensar na recomposição das aprendizagens para que crianças e adolescentes possam desenvolver os conhecimentos e habilidades esperados para cada fase do ensino. A redução da distorção idade-série é um passo importante, mas ainda há desafios a serem enfrentados na busca por uma educação de qualidade para todos.

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Análise do Unicef mostra que a distorção idade-série no ensino fundamental público caiu para 11,3% em 2025 (era 18,7% em 2019). No ensino médio, taxa recuou de 28,9% para 17,6%, segundo o Inep.

A distorção idade-série, que indica o atraso escolar de crianças e adolescentes de dois anos ou mais, apresentou uma diminuição significativa, atingindo 11,3% em 2025 no Brasil, entre os alunos do ensino fundamental da rede pública. Essa informação é resultado de uma análise realizada pelo Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Em comparação a 2019, quando o índice era de 18,7%, a redução é um indicativo positivo na trajetória educacional dos estudantes. No ensino médio da rede pública, a taxa de distorção idade-série também caiu de 28,9% para 17,6%, segundo dados do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Esse avanço foi observado em todas as etapas da educação pública, abrangendo todas as regiões e estados do Brasil. As regiões Norte e Nordeste foram as que mais se destacaram na redução desse índice. Confira os percentuais de estudantes do ensino fundamental público com dois ou mais anos de atraso escolar nas diferentes regiões:

  • Nordeste: 2019: 25,2% | 2025: 14,4%
  • Norte: 2019: 26% | 2025: 17,2%
  • Sul: 2019: 16,1% | 2025: 9,8%
  • Sudeste: 2019: 12,9% | 2025: 8%
  • Centro-Oeste: 2019: 15% | 2025: 10,4%

Apesar desse progresso, a chefe da educação do Unicef no Brasil ressalta que os efeitos da pandemia de covid-19 ainda impactam os índices educacionais. Muitos estudantes apresentam lacunas de aprendizagem, mesmo estando na série adequada.

“É fundamental seguir ampliando políticas específicas, voltadas a estudantes com dois ou mais anos de atraso escolar, entendendo as vulnerabilidades que impactam as trajetórias escolares deles, e tomando medidas para que consigam recuperar o tempo perdido, recompor as aprendizagens e construir trajetórias de sucesso escolar”, afirmou Mônica Dias Pinto.

Ela também enfatiza a importância de se pensar na recomposição das aprendizagens para que crianças e adolescentes possam desenvolver os conhecimentos e habilidades esperados para cada fase do ensino. A redução da distorção idade-série é um passo importante, mas ainda há desafios a serem enfrentados na busca por uma educação de qualidade para todos.

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