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Tecnologia

Autoridades investigam Discord por falhas na proteção de menores

Discord enfrenta investigação por falhas na proteção de menores e crimes digitais.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h06
Autoridades investigam Discord por falhas na proteção de menores

Investigadores dizem que o Discord é usado para transmissões ao vivo de crimes, como indução à automutilação, suicídio e estupros virtuais. Delegada do NOAD/SP afirma que a estrutura facilita o aliciamento.

A plataforma Discord está no centro de uma ofensiva regulatória e policial no Brasil, devido a falhas graves na proteção de menores de idade. Autoridades e especialistas apontam que a rede social tem sido utilizada para a transmissão ao vivo de crimes, incluindo indução à automutilação, suicídio e estupros virtuais.

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Em entrevista, a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Polícia Civil de São Paulo, apresentou detalhes sobre como a estrutura do Discord pode favorecer a ação de criminosos. O aliciamento de crianças e adolescentes, segundo a delegada, ocorre inicialmente em jogos online, que são vistos pelos pais como inofensivos. Após isso, as vítimas são levadas para o Discord, onde os crimes são executados e transmitidos.

“O Discord é uma plataforma que facilita a transmissão do crime”, afirmou Lisandrea Salvariego.

A delegada criticou a arquitetura da rede, que permite a formação de servidores fechados para audiências específicas, mencionando casos em que vítimas infantis são expostas a “plateias virtuais” de centenas de pessoas. Ela também destacou que o corpo dos menores é frequentemente usado como objeto em contextos de sextorsão e crimes contra a dignidade sexual.

De acordo com um artigo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a sextorsão é uma forma de exploração sexual, onde uma pessoa é constrangida a realizar atos sexuais ou pornografia em troca da preservação de sigilo de imagens íntimas. Essa prática pode ser iniciada por desconhecidos que convencem suas vítimas a enviar conteúdos íntimos, e posteriormente usam ameaças para obter mais material.

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Outro ponto crítico levantado pela delegada é a inércia do Discord diante de crimes evidentes. Ela comentou: “O que mais nos incomoda é ver que tudo isso acontece ao vivo e não há a menor moderação da plataforma para derrubar um servidor desse tipo.” Salvariego ainda afirmou que a empresa tem dificultado investigações, pois servidores criados para práticas criminosas demoram dias para serem excluídos, mesmo após a identificação de riscos.

O número de crianças e adolescentes vítimas de crimes digitais aumentou 78% durante as últimas férias escolares, subindo de 89 para 158 casos, segundo dados do NOAD. Os casos de zoosadismo, práticas de violência contra animais incentivadas em ambientes digitais, também cresceram, aumentando de cinco para 15 registros, uma alta de 200%. Este cenário alarmante levou a primeira-dama, Janja da Silva, a defender publicamente o banimento do Discord no Brasil.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) intensificaram a fiscalização sobre a plataforma, que agora enfrenta a possibilidade de multas que podem chegar a R$ 50 milhões por falhas na proteção de menores. O advogado-geral da União, Jorge Messias, mencionou uma ação civil pública que poderia resultar na retirada imediata da plataforma do ar por descumprimento da legislação brasileira.

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Após pressão das autoridades, o Discord se reuniu com a AGU e indicou disposição para melhorar a segurança na plataforma. A empresa se comprometeu a apresentar um plano concreto para corrigir as falhas, incluindo melhorias em mecanismos de verificação etária.

Em resposta à situação, o Discord declarou que possui uma política de segurança para crianças e adolescentes, que proíbe conteúdos que os coloquem em risco. A plataforma afirma que toma medidas rápidas quando identifica comportamentos inadequados e reporta casos às autoridades.

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Investigadores dizem que o Discord é usado para transmissões ao vivo de crimes, como indução à automutilação, suicídio e estupros virtuais. Delegada do NOAD/SP afirma que a estrutura facilita o aliciamento.

A plataforma Discord está no centro de uma ofensiva regulatória e policial no Brasil, devido a falhas graves na proteção de menores de idade. Autoridades e especialistas apontam que a rede social tem sido utilizada para a transmissão ao vivo de crimes, incluindo indução à automutilação, suicídio e estupros virtuais.

Em entrevista, a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Polícia Civil de São Paulo, apresentou detalhes sobre como a estrutura do Discord pode favorecer a ação de criminosos. O aliciamento de crianças e adolescentes, segundo a delegada, ocorre inicialmente em jogos online, que são vistos pelos pais como inofensivos. Após isso, as vítimas são levadas para o Discord, onde os crimes são executados e transmitidos.

“O Discord é uma plataforma que facilita a transmissão do crime”, afirmou Lisandrea Salvariego.

A delegada criticou a arquitetura da rede, que permite a formação de servidores fechados para audiências específicas, mencionando casos em que vítimas infantis são expostas a “plateias virtuais” de centenas de pessoas. Ela também destacou que o corpo dos menores é frequentemente usado como objeto em contextos de sextorsão e crimes contra a dignidade sexual.

De acordo com um artigo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a sextorsão é uma forma de exploração sexual, onde uma pessoa é constrangida a realizar atos sexuais ou pornografia em troca da preservação de sigilo de imagens íntimas. Essa prática pode ser iniciada por desconhecidos que convencem suas vítimas a enviar conteúdos íntimos, e posteriormente usam ameaças para obter mais material.

Outro ponto crítico levantado pela delegada é a inércia do Discord diante de crimes evidentes. Ela comentou: “O que mais nos incomoda é ver que tudo isso acontece ao vivo e não há a menor moderação da plataforma para derrubar um servidor desse tipo.” Salvariego ainda afirmou que a empresa tem dificultado investigações, pois servidores criados para práticas criminosas demoram dias para serem excluídos, mesmo após a identificação de riscos.

O número de crianças e adolescentes vítimas de crimes digitais aumentou 78% durante as últimas férias escolares, subindo de 89 para 158 casos, segundo dados do NOAD. Os casos de zoosadismo, práticas de violência contra animais incentivadas em ambientes digitais, também cresceram, aumentando de cinco para 15 registros, uma alta de 200%. Este cenário alarmante levou a primeira-dama, Janja da Silva, a defender publicamente o banimento do Discord no Brasil.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) intensificaram a fiscalização sobre a plataforma, que agora enfrenta a possibilidade de multas que podem chegar a R$ 50 milhões por falhas na proteção de menores. O advogado-geral da União, Jorge Messias, mencionou uma ação civil pública que poderia resultar na retirada imediata da plataforma do ar por descumprimento da legislação brasileira.

Após pressão das autoridades, o Discord se reuniu com a AGU e indicou disposição para melhorar a segurança na plataforma. A empresa se comprometeu a apresentar um plano concreto para corrigir as falhas, incluindo melhorias em mecanismos de verificação etária.

Em resposta à situação, o Discord declarou que possui uma política de segurança para crianças e adolescentes, que proíbe conteúdos que os coloquem em risco. A plataforma afirma que toma medidas rápidas quando identifica comportamentos inadequados e reporta casos às autoridades.

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