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Avanços no mercado de canetas para diabetes acirram concorrência no Brasil

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Avanços no mercado de canetas para diabetes acirram concorrência no Brasil

Novo mercado de canetas para diabetes no Brasil avança com novos produtos e concorrência.

25/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h30
Avanços no mercado de canetas para diabetes acirram concorrência no Brasil

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O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida, utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, está em rápida transformação. Em um movimento significativo, a Hypera Pharma oficializou, junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o protocolo da Semavy, sua nova caneta injetável, pouco mais de três meses após a perda da patente da molécula no país. O produto ainda aguarda registro sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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A competição se intensifica com a EMS, que já iniciou a distribuição do Ozivy, o primeiro concorrente nacional da semaglutida original, comercializada pela Novo Nordisk sob as marcas Ozempic e Wegovy. A chegada de novos fabricantes já está impactando o mercado de forma significativa.

Nesta semana, a Novo Nordisk anunciou um desconto de até 59% no preço de suas canetas na tentativa de viabilizar a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, estados como Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal estão estudando programas próprios para ampliar o acesso ao tratamento.

O médico Gustavo Sá, especialista em emagrecimento, acredita que o aumento da concorrência pode trazer mudanças importantes no acesso aos medicamentos.

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“A obesidade nunca foi uma questão estética, sempre foi uma doença crônica grave. Até hoje, o tratamento no SUS era polarizado: ou orientação nutricional básica, ou a fila da cirurgia bariátrica, que demora anos. As canetas preenchem esse ‘meio-termo’”, afirma.

Apesar de os produtos nacionais reproduzirem a mesma molécula ativa da semaglutida, eles não são classificados como genéricos. O nutrólogo Sandro Ferraz explica que isso se deve ao fato de que utilizam uma rota de fabricação diferente da empregada pela Novo Nordisk.

“A semaglutida original da Novo Nordisk é um peptídeo produzido por rota biotecnológica, ou seja, através de fermentação e biologia molecular. Já as indústrias nacionais, como a EMS e a Hypera Pharma, reproduzem a exata mesma molécula ativa, mas por síntese química”, esclarece.

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A pressão sobre os preços é evidente. Enquanto o Ozempic pode custar entre R$ 825 e R$ 1.100 nas farmácias, o Ozivy chegou ao mercado com valores entre R$ 452 e R$ 497, além de programas de adesão que podem reduzir ainda mais os custos para alguns pacientes. Contudo, especialistas alertam que o tratamento deve continuar exigindo acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida e uso contínuo para evitar o efeito rebote, que pode levar à recuperação do peso perdido após a interrupção da medicação.

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O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida, utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, está em rápida transformação. Em um movimento significativo, a Hypera Pharma oficializou, junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o protocolo da Semavy, sua nova caneta injetável, pouco mais de três meses após a perda da patente da molécula no país. O produto ainda aguarda registro sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A competição se intensifica com a EMS, que já iniciou a distribuição do Ozivy, o primeiro concorrente nacional da semaglutida original, comercializada pela Novo Nordisk sob as marcas Ozempic e Wegovy. A chegada de novos fabricantes já está impactando o mercado de forma significativa.

Nesta semana, a Novo Nordisk anunciou um desconto de até 59% no preço de suas canetas na tentativa de viabilizar a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, estados como Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal estão estudando programas próprios para ampliar o acesso ao tratamento.

O médico Gustavo Sá, especialista em emagrecimento, acredita que o aumento da concorrência pode trazer mudanças importantes no acesso aos medicamentos.

“A obesidade nunca foi uma questão estética, sempre foi uma doença crônica grave. Até hoje, o tratamento no SUS era polarizado: ou orientação nutricional básica, ou a fila da cirurgia bariátrica, que demora anos. As canetas preenchem esse ‘meio-termo’”, afirma.

Apesar de os produtos nacionais reproduzirem a mesma molécula ativa da semaglutida, eles não são classificados como genéricos. O nutrólogo Sandro Ferraz explica que isso se deve ao fato de que utilizam uma rota de fabricação diferente da empregada pela Novo Nordisk.

“A semaglutida original da Novo Nordisk é um peptídeo produzido por rota biotecnológica, ou seja, através de fermentação e biologia molecular. Já as indústrias nacionais, como a EMS e a Hypera Pharma, reproduzem a exata mesma molécula ativa, mas por síntese química”, esclarece.

A pressão sobre os preços é evidente. Enquanto o Ozempic pode custar entre R$ 825 e R$ 1.100 nas farmácias, o Ozivy chegou ao mercado com valores entre R$ 452 e R$ 497, além de programas de adesão que podem reduzir ainda mais os custos para alguns pacientes. Contudo, especialistas alertam que o tratamento deve continuar exigindo acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida e uso contínuo para evitar o efeito rebote, que pode levar à recuperação do peso perdido após a interrupção da medicação.

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