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Economia

BC corta Selic para 14% e mercado busca pistas no comunicado

Mercado aguarda comunicado do Copom após esperado corte na Selic para 14% ao ano.

05/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h11
BC corta Selic para 14% e mercado busca pistas no comunicado

O Copom confirmou hoje corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Investidores vasculham o comunicado do BC em busca de sinais sobre a direção dos juros nas próximas reuniões.

Os comunicados das autoridades monetárias geralmente não oferecem clareza ou compromisso, já que se resguardam em relação a decisões futuras sobre juros. Essa característica dos bancos centrais pode aumentar a incerteza no mercado, uma vez que um único parágrafo pode ser interpretado de maneiras diferentes pelos analistas.

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Na data de hoje, o resultado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) já é amplamente esperado: um corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14% ao ano. A atenção dos investidores se volta para o comunicado do BC, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária.

O Boletim Focus, publicado na última segunda-feira, revelou que o mercado passou a prever juros mais baixos para este ano. A expectativa é que os juros fechem 2026 a 13,75% ao ano, o que sugere a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto. Inicialmente, a expectativa era de um único corte, com os juros fechando o ano em 14%.

A prévia da inflação, divulgada na última semana, também abre espaço para uma redução mais significativa da Selic. De acordo com as Opções do Copom da B3, houve um aumento na expectativa de um novo corte durante a reunião do Copom marcada para os dias 15 e 16 de setembro. As probabilidades apontam 66% de chance de um corte de 0,25 ponto, enquanto 28% dos analistas acreditam que os juros permanecerão em 14%. Apenas 7% dos contratos apostam em uma queda mais acentuada de 0,5 ponto.

Essa mudança nas expectativas ocorreu em 28 de julho, quando o IBGE informou que a prévia da inflação registrou uma alta marginal de 0,06%, bem abaixo do que o mercado esperava. Ao longo de 12 meses, o IPCA-15 ficou em 4,52%, próximo ao limite superior da meta de inflação do BC, que é de 3%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

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A quase estabilidade na inflação de um mês para o outro sugere que a política de juros está impactando os preços. Além disso, o câmbio se mantém estável, mesmo diante das incertezas globais, como a guerra no Oriente Médio. O dólar não apresentou grandes variações desde a última reunião do Copom, encerrando a terça-feira em R$ 5,11, comparado a R$ 5,13 na semana anterior.

“Considerando as sensibilidades dos modelos do Banco Central, acreditamos que as projeções de inflação para o horizonte relevante devem permanecer acima da meta”, afirma um economista do setor.

Esse cenário sugere que o ciclo de cortes de juros pode continuar, mas recomenda cautela na comunicação e evita compromissos com passos futuros na política monetária. A expectativa de desaceleração da economia também é um fator a ser considerado.

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O Boletim Focus indica uma previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 1,57% para o próximo ano, uma revisão para baixo em relação ao que foi projetado anteriormente. Apesar da melhora nos dados, a inflação ainda se mantém acima da meta, o que gera incertezas sobre a continuidade dos cortes.

“O principal debate é se a melhora dos dados de curto prazo supera as expectativas de inflação ainda elevadas e os riscos de oferta relacionados à energia, ao clima e aos preços administrados. Nossa avaliação é que há elementos suficientes para justificar dois cortes de juros, mas não o bastante para sustentar uma comunicação mais dovish”, acrescenta um analista do setor.

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O Copom confirmou hoje corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14% ao ano. Investidores vasculham o comunicado do BC em busca de sinais sobre a direção dos juros nas próximas reuniões.

Os comunicados das autoridades monetárias geralmente não oferecem clareza ou compromisso, já que se resguardam em relação a decisões futuras sobre juros. Essa característica dos bancos centrais pode aumentar a incerteza no mercado, uma vez que um único parágrafo pode ser interpretado de maneiras diferentes pelos analistas.

Na data de hoje, o resultado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) já é amplamente esperado: um corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14% ao ano. A atenção dos investidores se volta para o comunicado do BC, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária.

O Boletim Focus, publicado na última segunda-feira, revelou que o mercado passou a prever juros mais baixos para este ano. A expectativa é que os juros fechem 2026 a 13,75% ao ano, o que sugere a possibilidade de mais um corte de 0,25 ponto. Inicialmente, a expectativa era de um único corte, com os juros fechando o ano em 14%.

A prévia da inflação, divulgada na última semana, também abre espaço para uma redução mais significativa da Selic. De acordo com as Opções do Copom da B3, houve um aumento na expectativa de um novo corte durante a reunião do Copom marcada para os dias 15 e 16 de setembro. As probabilidades apontam 66% de chance de um corte de 0,25 ponto, enquanto 28% dos analistas acreditam que os juros permanecerão em 14%. Apenas 7% dos contratos apostam em uma queda mais acentuada de 0,5 ponto.

Essa mudança nas expectativas ocorreu em 28 de julho, quando o IBGE informou que a prévia da inflação registrou uma alta marginal de 0,06%, bem abaixo do que o mercado esperava. Ao longo de 12 meses, o IPCA-15 ficou em 4,52%, próximo ao limite superior da meta de inflação do BC, que é de 3%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

A quase estabilidade na inflação de um mês para o outro sugere que a política de juros está impactando os preços. Além disso, o câmbio se mantém estável, mesmo diante das incertezas globais, como a guerra no Oriente Médio. O dólar não apresentou grandes variações desde a última reunião do Copom, encerrando a terça-feira em R$ 5,11, comparado a R$ 5,13 na semana anterior.

“Considerando as sensibilidades dos modelos do Banco Central, acreditamos que as projeções de inflação para o horizonte relevante devem permanecer acima da meta”, afirma um economista do setor.

Esse cenário sugere que o ciclo de cortes de juros pode continuar, mas recomenda cautela na comunicação e evita compromissos com passos futuros na política monetária. A expectativa de desaceleração da economia também é um fator a ser considerado.

O Boletim Focus indica uma previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 1,57% para o próximo ano, uma revisão para baixo em relação ao que foi projetado anteriormente. Apesar da melhora nos dados, a inflação ainda se mantém acima da meta, o que gera incertezas sobre a continuidade dos cortes.

“O principal debate é se a melhora dos dados de curto prazo supera as expectativas de inflação ainda elevadas e os riscos de oferta relacionados à energia, ao clima e aos preços administrados. Nossa avaliação é que há elementos suficientes para justificar dois cortes de juros, mas não o bastante para sustentar uma comunicação mais dovish”, acrescenta um analista do setor.

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