Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Banco Central liquida antiga Reag Investimentos, investigada por fraude ligada ao Banco Master

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos, atualmente registrada como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., sediada em São Paulo. A medida atinge a instituição financeira envolvida em suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. De acordo com nota do BC, a decisão […]

15/01/2026 · 11h48
Banco Central liquida antiga Reag Investimentos, investigada por fraude ligada ao Banco Master

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos, atualmente registrada como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., sediada em São Paulo. A medida atinge a instituição financeira envolvida em suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.

De acordo com nota do BC, a decisão foi motivada por “graves violações” à legislação que rege o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Com a liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores, entre eles o fundador e ex-CEO João Carlos Mansur, ficam indisponíveis para evitar dilapidação patrimonial.

Publicidade

Operação Compliance Zero

A liquidação ocorre um dia após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, na quarta-feira (14). Os alvos incluíram ex-executivos da Reag e do Banco Master.

Impacto nos fundos

A Reag atuava principalmente como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos. Com a medida do BC, esses fundos continuarão existindo, mas precisarão contratar uma nova gestora para administrar os recursos dos cotistas.

Segmento S4

O Banco Central informou que a CBSF se enquadra no segmento S4 — instituições que representam menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN — e, por isso, estão sujeitas a regras prudenciais simplificadas.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Suspeita de fraude bilionária

As investigações apontam que a instituição administrava fundos usados em um esquema de “ciranda financeira”, com depósitos e saques sucessivos para ocultar o beneficiário final. A fraude pode ultrapassar R$ 11 bilhões e teria desviado recursos do SFN para ampliar o patrimônio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e de familiares.

Tramitação judicial e questionamentos

O caso, inicialmente analisado pela primeira instância da Justiça Federal, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à possível participação de pessoas com foro privilegiado. O relator é o ministro Dias Toffoli, que autorizou as diligências de 14 de janeiro.

Em paralelo, o Tribunal de Contas da União (TCU) avalia abrir inspeção sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master, instituição também envolvida nas investigações.

Publicidade

O Banco Central declarou que continuará adotando “todas as medidas cabíveis” para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos, atualmente registrada como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., sediada em São Paulo. A medida atinge a instituição financeira envolvida em suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master.

De acordo com nota do BC, a decisão foi motivada por “graves violações” à legislação que rege o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Com a liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores, entre eles o fundador e ex-CEO João Carlos Mansur, ficam indisponíveis para evitar dilapidação patrimonial.

Operação Compliance Zero

A liquidação ocorre um dia após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, na quarta-feira (14). Os alvos incluíram ex-executivos da Reag e do Banco Master.

Impacto nos fundos

A Reag atuava principalmente como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos. Com a medida do BC, esses fundos continuarão existindo, mas precisarão contratar uma nova gestora para administrar os recursos dos cotistas.

Segmento S4

O Banco Central informou que a CBSF se enquadra no segmento S4 — instituições que representam menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN — e, por isso, estão sujeitas a regras prudenciais simplificadas.

Suspeita de fraude bilionária

As investigações apontam que a instituição administrava fundos usados em um esquema de “ciranda financeira”, com depósitos e saques sucessivos para ocultar o beneficiário final. A fraude pode ultrapassar R$ 11 bilhões e teria desviado recursos do SFN para ampliar o patrimônio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e de familiares.

Tramitação judicial e questionamentos

O caso, inicialmente analisado pela primeira instância da Justiça Federal, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à possível participação de pessoas com foro privilegiado. O relator é o ministro Dias Toffoli, que autorizou as diligências de 14 de janeiro.

Em paralelo, o Tribunal de Contas da União (TCU) avalia abrir inspeção sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master, instituição também envolvida nas investigações.

O Banco Central declarou que continuará adotando “todas as medidas cabíveis” para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA