São 52,5 milhões de beneficiários em 2025, alta de 1,8% frente a 2024, aponta o Iess. A utilização dos serviços de saúde suplementar também aumentou, indicando maior demanda.
O número de beneficiários de planos de saúde no Brasil alcançou a marca de 52,5 milhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. Esse crescimento representa um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior, quando eram 51,5 milhões. Comparando com 2019, que registrava 46,9 milhões de beneficiários, o crescimento total foi de 11,8%. Os dados foram coletados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess).
Além do aumento no número de beneficiários, também houve um crescimento significativo na utilização dos serviços de saúde suplementar. Em 2025, foram realizados aproximadamente 1,8 bilhão de procedimentos, o que representa uma alta de 23,2% em relação a 2019 e de 3,4% em comparação ao ano anterior. Esses serviços englobam consultas médicas e ambulatoriais, atendimentos em pronto-socorro, exames, terapias e internações.
A média de procedimentos por beneficiário em 2025 foi de 34,4, um aumento em relação aos 31,2 procedimentos registrados em 2019. Esse aumento no volume de atendimentos médico-hospitalares é atribuído tanto ao ingresso de novos beneficiários quanto a uma mudança no comportamento dos usuários. Denizar Vianna, superintendente do Iess, destacou que existem várias hipóteses que merecem ser exploradas, como o envelhecimento da carteira de beneficiários, mudanças no perfil epidemiológico da população, a incorporação de novas tecnologias e a evolução dos protocolos assistenciais.
Os exames médicos foram os procedimentos mais solicitados, apresentando um aumento acumulado de 33,2% entre 2019 e 2025, totalizando 1,23 bilhão de intervenções. Em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 3,9%. A proporção de exames realizados por consulta médica subiu de 3,3 em 2019 para 4,3 em 2025, representando aproximadamente 18% dos gastos do setor.
Dentre os procedimentos realizados, os exames de imagens e análises clínicas corresponderam a cerca de 68%. As consultas médicas representaram aproximadamente 16% do total, enquanto as internações, embora tenham uma menor participação no volume de atendimentos, concentraram cerca de 42% das despesas assistenciais, superando qualquer outro grupo de procedimentos.
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