Os líderes dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciam hoje, dia 7 de julho de 2026, uma importante cúpula em Ancara, na Turquia. O encontro, que se estenderá até amanhã, dia 8, ocorrerá em um contexto de tensões entre os Estados Unidos e seus aliados europeus. Entre os temas centrais da agenda estão a guerra na Ucrânia, a segurança no Estreito de Ormuz e o fortalecimento da capacidade militar da Europa.
A reunião é realizada após meses de atritos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus, principalmente devido a divergências em relação à condução do conflito com o Irã e à pressão americana para que os aliados aumentem seus investimentos em defesa.
Uma autoridade sênior dos Estados Unidos manifestou que Washington espera que a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo, seja discutida. A fonte afirmou:
“Certamente acredito que o Estreito de Ormuz e a proteção do tráfego marítimo que passa por lá serão assuntos abordados.”
Além disso, a administração Trump pretende reiterar a cobrança para que os aliados aumentem seus gastos militares e reduzam a dependência dos Estados Unidos na defesa coletiva. A guerra na Ucrânia é um dos tópicos principais da cúpula, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participará do encontro, onde deverá se reunir bilateralmente com Trump.
No dia anterior, Trump declarou que uma solução para a guerra está “mais próxima do que as pessoas imaginam” e que pretende discutir o conflito durante as reuniões em Ancara. A expectativa é que esse encontro ocorra em um momento delicado, após uma nova ofensiva russa contra a capital ucraniana, que resultou em mais de 20 mortos.
Enquanto isso, países europeus estão acelerando suas iniciativas para ampliar a capacidade de defesa. O Reino Unido, a Holanda, a Finlândia e a Polônia anunciaram que estão trabalhando para criar, até 2027, um mecanismo conjunto de aquisição de equipamentos militares. O Canadá também deve revelar um grupo de países fundadores de um banco voltado ao financiamento da renovação das capacidades defensivas dos aliados.
Na véspera da cúpula, o governo canadense confirmou a compra de 12 submarinos alemães para reforçar sua presença no Ártico. Além disso, Trump provocou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ao publicar uma fotografia dela nas redes sociais com a legenda “NECESSÁRIA UMA MEDIDA PROTETIVA”, reacendendo uma troca de críticas iniciada após a cúpula do G7. O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, minimizou o episódio, ressaltando a importância de preservar as relações entre Roma e Washington.
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