Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

BNDES propõe novo Plano Brasil Soberano para apoiar exportadoras afetadas por tarifas dos EUA

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (17) a criação de um novo Plano Brasil Soberano voltado a socorrer empresas...

18/03/2026 · 07h28 · Atualizado às 18h50
BNDES propõe novo Plano Brasil Soberano para apoiar exportadoras afetadas por tarifas dos EUA

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (17) a criação de um novo Plano Brasil Soberano voltado a socorrer empresas exportadoras prejudicadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Mercadante afirmou que o eventual Brasil Soberano 2 deveria contemplar não apenas exportadores diretamente afetados pelas tarifas americanas, mas também setores com déficit comercial, segmentos estratégicos e empresas que sofrem consequências por conflitos internacionais. O presidente do banco federal fez as declarações durante a apresentação do balanço financeiro de 2025 do BNDES, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

Publicidade

O Plano Brasil Soberano original foi lançado em agosto de 2025 como um pacote de financiamentos para empresas exportadoras atingidas pelo chamado “tarifaço” americano, que chegou a aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos. Em 20 de fevereiro, segundo o BNDES, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a medida do governo de Donald Trump, que havia reagido impondo uma tarifa global de 15%.

Mercadante chamou atenção, contudo, para a permanência de tributos mais elevados sobre alguns setores, citando a Seção 232 da legislação americana, que permite tarifas por razões de segurança nacional. “Alguns setores estão naquela resolução de 50% para o setor siderúrgico, alumínio, cobre”, disse, e acrescentou que o setor automotivo e de autopeças enfrenta taxações de 25%.

Segundo o balanço apresentado, em 2025 o BNDES financiou R$ 19,5 bilhões a 676 empresas no âmbito do Plano Brasil Soberano. Mercadante informou que ainda há R$ 6 bilhões disponíveis em caixa no banco, recurso que, segundo ele, não implicaria custo adicional ao orçamento público se for devolvido ao Tesouro. Para redisponibilizar os recursos, ressaltou, é necessária autorização legal do Congresso, podendo a medida ser adotada por meio de medida provisória.

O presidente do BNDES disse já haver diálogo avançado com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o Ministério da Fazenda, ficando a decisão final a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
toms0431

Setores estratégicos e crises internacionais

Mercadante defendeu que o novo programa inclua setores com saldo comercial negativo e segmentos estratégicos, citando o setor de fertilizantes. Ele lembrou que as guerras envolvendo Ucrânia e Rússia desde 2022 e o conflito no Irã em 2026 atingem países produtores de fertilizantes, o que, na sua avaliação, exige maior resiliência do país diante do cenário geopolítico.

Situação da Raízen

O presidente do banco também comentou a situação da Raízen, que entrou na semana anterior com pedido de recuperação extrajudicial cuja proposta de renegociação totalizou R$ 65,1 bilhões. Mercadante afirmou que a dívida da empresa com o BNDES tem garantias reais e não será incluída na renegociação, mas que o banco busca participar de uma solução colaborativa. Em janeiro de 2025, o BNDES havia aprovado R$ 1 bilhão para a produção de etanol de segunda geração pela empresa, que reúne ativos relevantes, como cerca de 8 mil postos de gasolina.

Fim da escala 6×1

Questionado sobre possível apoio financeiro a companhias que tenham prejuízos caso seja aprovado o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1), Mercadante afirmou que o banco estuda a questão, mas não tinha informações adicionais e aguardará a decisão do governo. A proposta de mudança está prevista na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara em fevereiro de 2025.

Publicidade

As declarações do presidente do BNDES ocorreram no contexto do balanço de 2025 e de conversas com autoridades do Executivo sobre a forma como recursos remanescentes do Plano Brasil Soberano podem ser usados.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (17) a criação de um novo Plano Brasil Soberano voltado a socorrer empresas exportadoras prejudicadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Mercadante afirmou que o eventual Brasil Soberano 2 deveria contemplar não apenas exportadores diretamente afetados pelas tarifas americanas, mas também setores com déficit comercial, segmentos estratégicos e empresas que sofrem consequências por conflitos internacionais. O presidente do banco federal fez as declarações durante a apresentação do balanço financeiro de 2025 do BNDES, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

O Plano Brasil Soberano original foi lançado em agosto de 2025 como um pacote de financiamentos para empresas exportadoras atingidas pelo chamado “tarifaço” americano, que chegou a aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos. Em 20 de fevereiro, segundo o BNDES, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a medida do governo de Donald Trump, que havia reagido impondo uma tarifa global de 15%.

Mercadante chamou atenção, contudo, para a permanência de tributos mais elevados sobre alguns setores, citando a Seção 232 da legislação americana, que permite tarifas por razões de segurança nacional. “Alguns setores estão naquela resolução de 50% para o setor siderúrgico, alumínio, cobre”, disse, e acrescentou que o setor automotivo e de autopeças enfrenta taxações de 25%.

Segundo o balanço apresentado, em 2025 o BNDES financiou R$ 19,5 bilhões a 676 empresas no âmbito do Plano Brasil Soberano. Mercadante informou que ainda há R$ 6 bilhões disponíveis em caixa no banco, recurso que, segundo ele, não implicaria custo adicional ao orçamento público se for devolvido ao Tesouro. Para redisponibilizar os recursos, ressaltou, é necessária autorização legal do Congresso, podendo a medida ser adotada por meio de medida provisória.

O presidente do BNDES disse já haver diálogo avançado com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o Ministério da Fazenda, ficando a decisão final a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

toms0431

Setores estratégicos e crises internacionais

Mercadante defendeu que o novo programa inclua setores com saldo comercial negativo e segmentos estratégicos, citando o setor de fertilizantes. Ele lembrou que as guerras envolvendo Ucrânia e Rússia desde 2022 e o conflito no Irã em 2026 atingem países produtores de fertilizantes, o que, na sua avaliação, exige maior resiliência do país diante do cenário geopolítico.

Situação da Raízen

O presidente do banco também comentou a situação da Raízen, que entrou na semana anterior com pedido de recuperação extrajudicial cuja proposta de renegociação totalizou R$ 65,1 bilhões. Mercadante afirmou que a dívida da empresa com o BNDES tem garantias reais e não será incluída na renegociação, mas que o banco busca participar de uma solução colaborativa. Em janeiro de 2025, o BNDES havia aprovado R$ 1 bilhão para a produção de etanol de segunda geração pela empresa, que reúne ativos relevantes, como cerca de 8 mil postos de gasolina.

Fim da escala 6×1

Questionado sobre possível apoio financeiro a companhias que tenham prejuízos caso seja aprovado o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1), Mercadante afirmou que o banco estuda a questão, mas não tinha informações adicionais e aguardará a decisão do governo. A proposta de mudança está prevista na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara em fevereiro de 2025.

As declarações do presidente do BNDES ocorreram no contexto do balanço de 2025 e de conversas com autoridades do Executivo sobre a forma como recursos remanescentes do Plano Brasil Soberano podem ser usados.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA