O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira, 10 de julho, em alta, beneficiado por fatores externos e pela inflação abaixo do esperado no Brasil. A bolsa de valores registrou um crescimento de 2,97%, alcançando 177.866,37 pontos, o maior nível desde maio deste ano. O dólar, por sua vez, caiu pela terceira vez consecutiva, finalizando o dia cotado a R$ 5,108.
O principal impulsionador desse desempenho foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de junho, que apresentou uma alta de apenas 0,16%. Essa taxa foi inferior às expectativas do mercado e reforçou as projeções de novos cortes na taxa Selic, os juros básicos da economia.
A inflação oficial desacelerou em relação ao mês anterior, quando havia registrado um aumento de 0,58%. No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,64%, o que fortalece a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa considerar a redução da taxa Selic na próxima reunião, em agosto.
Com essa valorização, o Ibovespa completou a terceira semana consecutiva de ganhos, acumulando um avanço de 2,18% na semana, 3,40% em julho e 10,39% no ano. O volume financeiro negociado atingiu R$ 24,99 bilhões, e apenas um dos 79 papéis que compõem o índice fechou em queda.
O dólar à vista teve uma queda de R$ 0,014, representando uma desvalorização de 0,31% e encerrando o dia no menor valor desde 16 de junho. Durante o dia, a cotação chegou a atingir R$ 5,098. O real também se beneficiou do fortalecimento das moedas de outros países emergentes, em meio a um cenário de apetite dos investidores por ativos de risco, mesmo com as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Os preços internacionais do petróleo, por sua vez, fecharam em baixa pelo segundo pregão consecutivo. O barril do tipo Brent registrou uma queda de 0,38%, cotado a US$ 76,01, embora tenha acumulado uma valorização de 5,39% na semana. A situação no Estreito de Ormuz continua sendo monitorada, uma vez que essa rota é crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Apesar dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, o fluxo de navios permanece ativo, aliviando os temores de interrupções severas na oferta global.
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