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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Brasil aguarda decisão dos EUA sobre tarifas em reunião com representantes

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Brasil aguarda decisão dos EUA sobre tarifas em reunião com representantes

Brasil aguarda reunião com EUA antes de decisão sobre tarifa de 25% em produtos.

13/07/2026 · 12h59
Brasil aguarda decisão dos EUA sobre tarifas em reunião com representantes

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O governo brasileiro aguarda a realização de uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes da decisão norte-americana sobre a possível imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. O anúncio da decisão deve ser feito nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026.

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Em entrevista, Josemar Franco, gerente de comércio internacional da BMJ, destacou que existem perspectivas políticas por trás da investigação conduzida pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) da “seção 301”. Ele afirmou:

“Apesar de nós termos uma investigação extremamente técnica, sendo encabeçada pelo USTR, a verdade é que o viés político está sendo sobreposto.”

Franco acrescentou que empresas e entidades têm participado de consultas públicas, audiências e reuniões com a administração americana para apresentar seus pontos de sensibilidade.

“O esforço e a atuação do setor privado, tanto do Brasil como dos Estados Unidos, é definitivo para a imposição dessas tarifas ou não,”

afirmou.

Um dos argumentos centrais utilizados pelo setor privado é o risco de impacto inflacionário para o consumidor norte-americano. O gerente de comércio internacional da BMJ apontou que há setores em que o Brasil não pode ser substituído como fornecedor.

“O Brasil é o maior produtor mundial de café solúvel, é o maior exportador mundial, não tem quem substitua o café solúvel brasileiro,”

disse Franco. Ele completou:

“No final do dia, os norte-americanos continuarão importando esse produto, pagando mais caro, ou seja, pagando o custo dessa inflação.”

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O especialista alertou para o risco de uma combinação de tarifas que poderia chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, somando a possível tarifa de 25% com uma alíquota adicional de 12,5% de outra investigação em curso nos Estados Unidos.

“Isso nos colocaria em um patamar de baixíssima competitividade em relação aos outros países exportadores para os Estados Unidos,”

avaliou Franco. Setores como o moveleiro e o de papel foram citados como os mais vulneráveis.

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Franco também questionou a solidez das justificativas apresentadas pelo USTR para embasar a tarifa, que incluem temas como desmatamento ilegal e políticas de meios de pagamento, como o Pix. Para ele,

“a argumentação é fraca do ponto de vista técnico e mistura questões distintas para tentar dar aparência de razoabilidade ao resultado da investigação.”

O especialista concluiu que

“infelizmente há uma preponderância do viés político de imposição dessas tarifas contra o Brasil para chegar em outros acordos que não necessariamente têm a ver com essas políticas públicas que estão sendo investigadas.”

A reunião esperada pelo governo brasileiro seria o quinto encontro entre representantes dos dois países e aconteceria no âmbito do grupo de trabalho formado após a visita de Lula a Donald Trump, dedicado a discutir tarifas e comércio bilateral. A intenção é alinhar uma agenda com Jameson Greer, chefe do USTR.

Apesar das negociações em curso, o cenário considerado mais provável dentro do Palácio do Planalto é a efetiva imposição das tarifas pelos Estados Unidos. Um possível adiamento não está descartado, mas é considerado uma hipótese remota. A estratégia do Palácio do Planalto é manter o mesmo caminho adotado até o momento, sem fazer concessões que o governo brasileiro considere injustificadas.

Na semana passada, Lula se reuniu com ministros para discutir os rumos das negociações. Entre os presentes estavam Mauro Vieira e Márcio Elias, este último responsável por conduzir principalmente as tratativas entre Brasil e Estados Unidos.

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O governo brasileiro aguarda a realização de uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes da decisão norte-americana sobre a possível imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. O anúncio da decisão deve ser feito nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026.

Em entrevista, Josemar Franco, gerente de comércio internacional da BMJ, destacou que existem perspectivas políticas por trás da investigação conduzida pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) da “seção 301”. Ele afirmou:

“Apesar de nós termos uma investigação extremamente técnica, sendo encabeçada pelo USTR, a verdade é que o viés político está sendo sobreposto.”

Franco acrescentou que empresas e entidades têm participado de consultas públicas, audiências e reuniões com a administração americana para apresentar seus pontos de sensibilidade.

“O esforço e a atuação do setor privado, tanto do Brasil como dos Estados Unidos, é definitivo para a imposição dessas tarifas ou não,”

afirmou.

Um dos argumentos centrais utilizados pelo setor privado é o risco de impacto inflacionário para o consumidor norte-americano. O gerente de comércio internacional da BMJ apontou que há setores em que o Brasil não pode ser substituído como fornecedor.

“O Brasil é o maior produtor mundial de café solúvel, é o maior exportador mundial, não tem quem substitua o café solúvel brasileiro,”

disse Franco. Ele completou:

“No final do dia, os norte-americanos continuarão importando esse produto, pagando mais caro, ou seja, pagando o custo dessa inflação.”

O especialista alertou para o risco de uma combinação de tarifas que poderia chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, somando a possível tarifa de 25% com uma alíquota adicional de 12,5% de outra investigação em curso nos Estados Unidos.

“Isso nos colocaria em um patamar de baixíssima competitividade em relação aos outros países exportadores para os Estados Unidos,”

avaliou Franco. Setores como o moveleiro e o de papel foram citados como os mais vulneráveis.

Franco também questionou a solidez das justificativas apresentadas pelo USTR para embasar a tarifa, que incluem temas como desmatamento ilegal e políticas de meios de pagamento, como o Pix. Para ele,

“a argumentação é fraca do ponto de vista técnico e mistura questões distintas para tentar dar aparência de razoabilidade ao resultado da investigação.”

O especialista concluiu que

“infelizmente há uma preponderância do viés político de imposição dessas tarifas contra o Brasil para chegar em outros acordos que não necessariamente têm a ver com essas políticas públicas que estão sendo investigadas.”

A reunião esperada pelo governo brasileiro seria o quinto encontro entre representantes dos dois países e aconteceria no âmbito do grupo de trabalho formado após a visita de Lula a Donald Trump, dedicado a discutir tarifas e comércio bilateral. A intenção é alinhar uma agenda com Jameson Greer, chefe do USTR.

Apesar das negociações em curso, o cenário considerado mais provável dentro do Palácio do Planalto é a efetiva imposição das tarifas pelos Estados Unidos. Um possível adiamento não está descartado, mas é considerado uma hipótese remota. A estratégia do Palácio do Planalto é manter o mesmo caminho adotado até o momento, sem fazer concessões que o governo brasileiro considere injustificadas.

Na semana passada, Lula se reuniu com ministros para discutir os rumos das negociações. Entre os presentes estavam Mauro Vieira e Márcio Elias, este último responsável por conduzir principalmente as tratativas entre Brasil e Estados Unidos.

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