O tráfego no Estreito de Ormuz apresentou uma nova queda, após o Irã declarar o fechamento da via navegável estratégica. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou no último domingo (12) que a interrupção ocorreu após disparos de advertência contra uma embarcação que tentava utilizar uma rota considerada “não autorizada” para atravessar o estreito.
Desde a declaração, o número de embarcações transitando pela região se reduziu significativamente, com exceção de um pequeno número de navios com bandeira iraniana, conforme dados da agência de rastreamento marítimo MarineTraffic. Esses dados indicam que um navio-tanque, portando bandeira das Bahamas e carregado de petróleo e produtos químicos, está tentando atravessar o canal por uma rota mais próxima ao lado iraniano do Estreito.
O destino da embarcação é a cidade portuária de Fujairah, localizada na costa leste dos Emirados Árabes Unidos. Apesar do fechamento anunciado, o Centro Conjunto de Informações Marítimas, supervisionado pela Marinha dos Estados Unidos, afirmou que a “rota sul” pelo Estreito de Ormuz continua aberta para tráfego em ambos os sentidos. Contudo, as movimentações na região permanecem reduzidas, refletindo a inquietação provocada pela ação do Irã.
Além disso, o Catar emitiu uma recomendação aos proprietários de embarcações para que “suspendessem temporariamente a navegação e todas as formas de atividades marítimas” em decorrência da recente escalada de confrontos nas imediações do estreito. A recomendação evidencia as repercussões que a decisão do Irã está gerando em toda a região, reforçando a preocupação com a segurança marítima na área.
A situação no Estreito de Ormuz, que é um ponto crucial para o tráfego de petróleo e produtos químicos no mundo, continua a ser monitorada de perto por autoridades internacionais e pelo setor marítimo. A escalada de tensões pode impactar significativamente o comércio e a economia global, dado que uma proporção significativa do petróleo consumido no mundo transita por essa via.
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