Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), compiladas pela consultoria Austin Ratings com dados de 45 países, apontam que o Brasil deve retomar a 10ª posição entre as maiores economias do mundo em 2026.
O movimento de alta na classificação foi reforçado pelo desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026, quando a economia cresceu 1,1% em relação aos três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço superou as expectativas do mercado e ampliou a perspectiva de deslocamento do Canadá no ranking nominal em dólares correntes.
Posição no ranking e desempenho recente
Em 2024 e 2025, o Brasil havia recuado para a 11ª colocação após ter sido ultrapassado pela Rússia e pelo Canadá. Com as projeções do FMI reunidas pela Austin Ratings, a expectativa é de que o país volte ao top 10 em 2026.
Entre os 45 países analisados, o Brasil registrou o sexto maior avanço econômico no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior. Apenas Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China tiveram variações trimestrais superiores. O crescimento do Brasil também ficou acima do observado em economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.
O IBGE atribuiu a expansão do PIB de janeiro a março principalmente ao setor de serviços e à recuperação dos investimentos.
Ranking das maiores economias em 2026
De acordo com as estimativas do FMI compiladas pela Austin Ratings, as dez maiores economias do mundo em 2026 devem ser:
- Estados Unidos: US$ 32,399 trilhões
- China: US$ 20,863 trilhões
- Alemanha: US$ 5,455 trilhões
- Japão: US$ 4,381 trilhões
- Reino Unido: US$ 4,267 trilhões
- Índia: US$ 4,158 trilhões
- França: US$ 3,597 trilhões
- Itália: US$ 2,739 trilhões
- Rússia: US$ 2,655 trilhões
- Brasil: US$ 2,637 trilhões
As estimativas mostram margem estreita entre Brasil e Rússia no cálculo pelo critério de dólares correntes.
Influência do câmbio e perspectivas
O ranking considera o PIB em dólares correntes, de modo que a taxa de câmbio exerce impacto direto nas posições. A valorização do real ante o dólar elevaria o tamanho da economia brasileira em moeda americana; de forma análoga, a valorização do rublo e a alta do petróleo contribuíram para o avanço da economia russa nos últimos anos.
Em abril, o FMI ajustou a projeção de crescimento do Brasil em 2026 de 1,6% para 1,9%. Se esse ritmo se mantiver, há expectativa de que o país alcance a nona colocação global em 2027, superando a Rússia.
PIB per capita
Apesar do retorno ao top 10 pelo critério de tamanho total da economia, o Brasil permanece distante dos países mais ricos quando considerado o PIB per capita. O FMI estimou o PIB per capita brasileiro em cerca de US$ 10,685 mil em 2025, abaixo de nações desenvolvidas e de algumas economias europeias menores. No ranking do Fundo, o Brasil aparece logo abaixo da Albânia, cuja renda per capita foi de US$ 11,234 em 2025.
Com informações de Agência Brasil
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