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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Economia

Brasil e China aproximam sistemas financeiros com Pix e panda bonds

Emissão em yuan e plano da UnionPay de integrar carteiras chinesas ao Pix estreitam laços.

16/08/2026 · 11h32
Brasil e China aproximam sistemas financeiros com Pix e panda bonds

Brasil e China avançam na integração de seus sistemas financeiros, com a primeira emissão de panda bonds pelo Tesouro brasileiro e o plano de conectar carteiras digitais chinesas ao Pix. As medidas ocorrem em meio à tensão comercial com os Estados Unidos.

A relação entre Brasil e Estados Unidos passou por meses de atrito, sobretudo após a aplicação de tarifas norte-americanas e a abertura de um processo de reciprocidade pelo governo brasileiro. No mesmo período, os laços econômicos com Pequim se estreitaram. Os dois países são membros fundadores dos Brics e participam de fóruns voltados à aproximação do Sul Global.

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Estratégia para reduzir a dependência do dólar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou o desejo de desvincular a economia brasileira da moeda norte-americana e, em diferentes ocasiões, retomou a ideia de criar uma moeda unificada entre os países dos Brics.

A China também busca reduzir a exposição ao dólar e já mantém acordos com países asiáticos usando o yuan. O comércio com a Rússia, por exemplo, é feito em grande parte na moeda chinesa. Nesse cenário, o Brasil surge como nova frente para a internacionalização do yuan.

Panda bonds: captação de 5 bilhões de yuans

O primeiro passo concreto foi o anúncio do Ministério da Fazenda sobre a intenção de fazer ainda neste ano a primeira emissão de panda bonds, títulos de dívida denominados em yuans. A meta é captar 5 bilhões de yuans, cerca de R$ 3,8 bilhões, no mercado chinês.

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A operação não é exclusividade brasileira e se tornou prática comum no cenário internacional. No primeiro semestre deste ano foram registradas 60 emissões de títulos em moeda chinesa, somando mais de 160 bilhões de yuans, ou aproximadamente R$ 120 bilhões.

UnionPay quer conectar WeChat e Alipay ao Pix

Outro eixo da aproximação é o interesse chinês no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Segundo reportagem do jornal South China Morning Post, a UnionPay, maior operadora de cartões de pagamento da China, planeja conectar aplicativos chineses ao Pix.

A proposta inicial é permitir que turistas chineses no Brasil paguem por QR Code em aplicativos como WeChat e Alipay, usando os códigos do Pix. O projeto piloto prevê que usuários do aplicativo da UnionPay e de bancos chineses vinculados escaneiem códigos de estabelecimentos brasileiros e paguem diretamente com suas contas. A iniciativa pode ser ampliada depois para outras carteiras digitais da rede global da UnionPay, empresa estatal.

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Pressão dos Estados Unidos sobre o Pix

Enquanto isso, o Pix segue no centro do contencioso com Washington, em disputa que envolve os interesses de bandeiras como Visa e Mastercard. O governo brasileiro tem mantido posição firme nas negociações sobre o tema, e a aproximação com a China pode ampliar o espaço de manobra do país nesse impasse.

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Brasil e China avançam na integração de seus sistemas financeiros, com a primeira emissão de panda bonds pelo Tesouro brasileiro e o plano de conectar carteiras digitais chinesas ao Pix. As medidas ocorrem em meio à tensão comercial com os Estados Unidos.

A relação entre Brasil e Estados Unidos passou por meses de atrito, sobretudo após a aplicação de tarifas norte-americanas e a abertura de um processo de reciprocidade pelo governo brasileiro. No mesmo período, os laços econômicos com Pequim se estreitaram. Os dois países são membros fundadores dos Brics e participam de fóruns voltados à aproximação do Sul Global.

Estratégia para reduzir a dependência do dólar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou o desejo de desvincular a economia brasileira da moeda norte-americana e, em diferentes ocasiões, retomou a ideia de criar uma moeda unificada entre os países dos Brics.

A China também busca reduzir a exposição ao dólar e já mantém acordos com países asiáticos usando o yuan. O comércio com a Rússia, por exemplo, é feito em grande parte na moeda chinesa. Nesse cenário, o Brasil surge como nova frente para a internacionalização do yuan.

Panda bonds: captação de 5 bilhões de yuans

O primeiro passo concreto foi o anúncio do Ministério da Fazenda sobre a intenção de fazer ainda neste ano a primeira emissão de panda bonds, títulos de dívida denominados em yuans. A meta é captar 5 bilhões de yuans, cerca de R$ 3,8 bilhões, no mercado chinês.

A operação não é exclusividade brasileira e se tornou prática comum no cenário internacional. No primeiro semestre deste ano foram registradas 60 emissões de títulos em moeda chinesa, somando mais de 160 bilhões de yuans, ou aproximadamente R$ 120 bilhões.

UnionPay quer conectar WeChat e Alipay ao Pix

Outro eixo da aproximação é o interesse chinês no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Segundo reportagem do jornal South China Morning Post, a UnionPay, maior operadora de cartões de pagamento da China, planeja conectar aplicativos chineses ao Pix.

A proposta inicial é permitir que turistas chineses no Brasil paguem por QR Code em aplicativos como WeChat e Alipay, usando os códigos do Pix. O projeto piloto prevê que usuários do aplicativo da UnionPay e de bancos chineses vinculados escaneiem códigos de estabelecimentos brasileiros e paguem diretamente com suas contas. A iniciativa pode ser ampliada depois para outras carteiras digitais da rede global da UnionPay, empresa estatal.

Pressão dos Estados Unidos sobre o Pix

Enquanto isso, o Pix segue no centro do contencioso com Washington, em disputa que envolve os interesses de bandeiras como Visa e Mastercard. O governo brasileiro tem mantido posição firme nas negociações sobre o tema, e a aproximação com a China pode ampliar o espaço de manobra do país nesse impasse.

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