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Economia

Brasil e EUA anunciam retomada de negociações comerciais

Brasil e EUA retomarão negociações comerciais após ligação entre os presidentes Lula e Trump; reunião com USTR ocorrerá na próxima semana.

22/08/2026 · 18h14
Brasil e EUA anunciam retomada de negociações comerciais

Márcio Elias Rosa vai se reunir na próxima semana com o USTR para retomar negociações comerciais. A data será definida pelas equipes após contato do representante Jamieson Greer, em sequência à conversa entre presidentes.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A data da reunião será definida pelas equipes dos dois governos.

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O Ministério do Desenvolvimento confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na esteira da conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump, realizada na manhã desta sexta-feira (21). Segundo comunicado do governo, a ligação durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de forma cordial.

Durante a conversa, o presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações e contestou as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas, qualificando-as como infundadas. Entre os argumentos apontados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

Segundo o comunicado oficial, Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os países. Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Em nota conjunta, o Ministério do Desenvolvimento e o Ministério das Relações Exteriores consideraram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para a busca de uma solução negociada para o impasse comercial.

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Além das tarifas, a conversa entre os presidentes também abordou segurança e cooperação no combate ao crime organizado. O presidente brasileiro defendeu atuação conjunta e afirmou que as organizações criminosas exercem pressão sobre populações vulneráveis, mas não devem ser equiparadas a organizações terroristas. Lula também mencionou medidas adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo ações de asfixia financeira que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Foram citadas ainda iniciativas como a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. O governo norte-americano, segundo o Palácio do Planalto, manifestou disposição para ampliar a cooperação e indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às tratativas.

Os presidentes trataram também de conflitos internacionais. Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, ambos defenderam a necessidade de uma solução negociada. O presidente brasileiro criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

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“Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.”

Na conversa, Trump também abordou as perspectivas dos Estados Unidos em relação ao conflito com o Irã. A retomada das negociações comerciais entre Brasília e Washington deverá abrir um novo canal de diálogo em meio à disputa provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

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Márcio Elias Rosa vai se reunir na próxima semana com o USTR para retomar negociações comerciais. A data será definida pelas equipes após contato do representante Jamieson Greer, em sequência à conversa entre presidentes.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A data da reunião será definida pelas equipes dos dois governos.

O Ministério do Desenvolvimento confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na esteira da conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump, realizada na manhã desta sexta-feira (21). Segundo comunicado do governo, a ligação durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de forma cordial.

Durante a conversa, o presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações e contestou as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas, qualificando-as como infundadas. Entre os argumentos apontados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

Segundo o comunicado oficial, Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os países. Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Em nota conjunta, o Ministério do Desenvolvimento e o Ministério das Relações Exteriores consideraram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para a busca de uma solução negociada para o impasse comercial.

Além das tarifas, a conversa entre os presidentes também abordou segurança e cooperação no combate ao crime organizado. O presidente brasileiro defendeu atuação conjunta e afirmou que as organizações criminosas exercem pressão sobre populações vulneráveis, mas não devem ser equiparadas a organizações terroristas. Lula também mencionou medidas adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo ações de asfixia financeira que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Foram citadas ainda iniciativas como a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. O governo norte-americano, segundo o Palácio do Planalto, manifestou disposição para ampliar a cooperação e indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às tratativas.

Os presidentes trataram também de conflitos internacionais. Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, ambos defenderam a necessidade de uma solução negociada. O presidente brasileiro criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

“Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.”

Na conversa, Trump também abordou as perspectivas dos Estados Unidos em relação ao conflito com o Irã. A retomada das negociações comerciais entre Brasília e Washington deverá abrir um novo canal de diálogo em meio à disputa provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

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