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Brasil e Índia assinam acordo para ampliar comércio e atrair investimentos

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Brasil e Índia assinam acordo para ampliar comércio e atrair investimentos

Brasil avançou ao assinar memorando com a Índia para ampliar comércio; governo retoma negociações com os EUA e terá reunião em 31/08.

27/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h33
Brasil e Índia assinam acordo para ampliar comércio e atrair investimentos

ApexBrasil e Confederação das Indústrias Indianas assinaram memorando para aproximar empresas e ampliar investimentos. O acordo prevê intercâmbio de informações, promoção de feiras e troca de boas práticas.

O Brasil avançou nesta quinta-feira (27) na estratégia de diversificação de parceiros comerciais ao assinar um memorando de entendimento com a Índia. O acordo foi firmado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação das Indústrias Indianas, e tem o objetivo de aproximar empresas, ampliar investimentos e criar oportunidades de negócios entre os dois países.

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O documento, assinado na sede da ApexBrasil, em Brasília, prevê intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, compartilhamento de boas práticas, promoção de feiras e incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas. O acordo não tem caráter vinculante e, portanto, não cria obrigações para as partes.

A proposta busca criar uma base institucional para projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios, com a meta de contribuir para que o comércio bilateral alcance US$ 20 bilhões até 2030. Em 2025, o comércio entre Brasil e Índia somou US$ 15,2 bilhões; as exportações brasileiras para a Índia em 2025 totalizaram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações de produtos indianos alcançaram US$ 8,4 bilhões.

Comércio Brasil-Índia

  • Meta de comércio bilateral até 2030: US$ 20 bilhões
  • Comércio Brasil-Índia em 2025: US$ 15,2 bilhões
  • Exportações para a Índia em 2025: US$ 6,9 bilhões
  • Importações de produtos indianos em 2025: US$ 8,4 bilhões
  • Crescimento da relação comercial nos últimos anos: 82%
  • Oportunidades para produtos brasileiros identificadas pela ApexBrasil: 378
  • Linhas de produtos no acordo de preferências Mercosul-Índia: 450

Atualmente, a Índia é o décimo principal destino das exportações brasileiras, enquanto o Brasil ocupa a 26ª posição entre os fornecedores do mercado indiano. A ApexBrasil identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano e apoia cerca de 10 projetos estratégicos voltados ao país asiático, incluindo iniciativas ligadas ao agronegócio.

Setores considerados estratégicos foram citados como foco da aproximação: indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes, dispositivos médicos e exploração de minerais críticos. O governo informou que busca ampliar parcerias internacionais nessas áreas, associando projetos à geração de tecnologia nacional.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa:

“O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disto: a necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular.”

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Sobre mineração e parcerias internacionais, o ministro declarou:

“O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro.”

Enquanto amplia a aproximação com a Índia, o governo brasileiro também se prepara para a retomada das negociações com os Estados Unidos, na esteira das sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros. Na próxima segunda-feira (31), o ministro Márcio Elias Rosa terá reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O chanceler Mauro Vieira também participará do encontro.

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Segundo o ministro, a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, foi decisiva para a reabertura das negociações, sem que o Brasil precisasse apresentar concessões unilaterais antecipadamente. Na reunião de segunda-feira poderão ser discutidas listas de exceções tarifárias e a possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade.

O governo afirmou que continuará adotando medidas para proteger empresas brasileiras afetadas pelas sobretaxas estadunidenses, incluindo o programa Brasil Soberano, criado como mecanismo de apoio aos setores impactados. Na avaliação do ministro:

“Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional.”

A estratégia anunciada combina a tentativa de reduzir os efeitos das medidas comerciais dos Estados Unidos com a abertura de novas frentes para exportações, investimentos e cooperação econômica, com a Índia apontada como um mercado prioritário para expandir a presença comercial brasileira.

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ApexBrasil e Confederação das Indústrias Indianas assinaram memorando para aproximar empresas e ampliar investimentos. O acordo prevê intercâmbio de informações, promoção de feiras e troca de boas práticas.

O Brasil avançou nesta quinta-feira (27) na estratégia de diversificação de parceiros comerciais ao assinar um memorando de entendimento com a Índia. O acordo foi firmado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação das Indústrias Indianas, e tem o objetivo de aproximar empresas, ampliar investimentos e criar oportunidades de negócios entre os dois países.

O documento, assinado na sede da ApexBrasil, em Brasília, prevê intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, compartilhamento de boas práticas, promoção de feiras e incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas. O acordo não tem caráter vinculante e, portanto, não cria obrigações para as partes.

A proposta busca criar uma base institucional para projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios, com a meta de contribuir para que o comércio bilateral alcance US$ 20 bilhões até 2030. Em 2025, o comércio entre Brasil e Índia somou US$ 15,2 bilhões; as exportações brasileiras para a Índia em 2025 totalizaram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações de produtos indianos alcançaram US$ 8,4 bilhões.

Comércio Brasil-Índia

  • Meta de comércio bilateral até 2030: US$ 20 bilhões
  • Comércio Brasil-Índia em 2025: US$ 15,2 bilhões
  • Exportações para a Índia em 2025: US$ 6,9 bilhões
  • Importações de produtos indianos em 2025: US$ 8,4 bilhões
  • Crescimento da relação comercial nos últimos anos: 82%
  • Oportunidades para produtos brasileiros identificadas pela ApexBrasil: 378
  • Linhas de produtos no acordo de preferências Mercosul-Índia: 450

Atualmente, a Índia é o décimo principal destino das exportações brasileiras, enquanto o Brasil ocupa a 26ª posição entre os fornecedores do mercado indiano. A ApexBrasil identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano e apoia cerca de 10 projetos estratégicos voltados ao país asiático, incluindo iniciativas ligadas ao agronegócio.

Setores considerados estratégicos foram citados como foco da aproximação: indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes, dispositivos médicos e exploração de minerais críticos. O governo informou que busca ampliar parcerias internacionais nessas áreas, associando projetos à geração de tecnologia nacional.

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa:

“O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disto: a necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular.”

Sobre mineração e parcerias internacionais, o ministro declarou:

“O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro.”

Enquanto amplia a aproximação com a Índia, o governo brasileiro também se prepara para a retomada das negociações com os Estados Unidos, na esteira das sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros. Na próxima segunda-feira (31), o ministro Márcio Elias Rosa terá reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O chanceler Mauro Vieira também participará do encontro.

Segundo o ministro, a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, foi decisiva para a reabertura das negociações, sem que o Brasil precisasse apresentar concessões unilaterais antecipadamente. Na reunião de segunda-feira poderão ser discutidas listas de exceções tarifárias e a possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade.

O governo afirmou que continuará adotando medidas para proteger empresas brasileiras afetadas pelas sobretaxas estadunidenses, incluindo o programa Brasil Soberano, criado como mecanismo de apoio aos setores impactados. Na avaliação do ministro:

“Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional.”

A estratégia anunciada combina a tentativa de reduzir os efeitos das medidas comerciais dos Estados Unidos com a abertura de novas frentes para exportações, investimentos e cooperação econômica, com a Índia apontada como um mercado prioritário para expandir a presença comercial brasileira.

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