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Aracaju, Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Brasil e Japão: além do futebol, diálogo estratégico no agronegócio

Esporte

Brasil e Japão: além do futebol, diálogo estratégico no agronegócio

Brasil e Japão se enfrentam na Copa do Mundo, mas a relação vai além do esporte, com negociações no agronegócio.

29/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h18
Brasil e Japão: além do futebol, diálogo estratégico no agronegócio

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Na próxima segunda-feira, 29 de junho, Brasil e Japão se enfrentam em um jogo da Copa do Mundo em Houston, nos Estados Unidos. Contudo, a relação entre esses dois países vai além das quatro linhas, abrangendo importantes negociações no setor do agronegócio.

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O Brasil busca há mais de 20 anos a abertura do mercado japonês para a exportação de carne bovina, um dos principais produtos do agronegócio nacional. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões anuais.

Desse montante, cerca de 80% provém de fornecedores tradicionais como Estados Unidos e Austrália. As negociações para que o Brasil também possa exportar carne bovina para o Japão estão em andamento, com um protocolo sanitário sendo discutido há cerca de cinco anos. O governo brasileiro, em parceria com a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) e a indústria exportadora, considera essa negociação como uma prioridade estratégica.

“O Japão é tratado como um destino premium, com alto nível de exigência sanitária e maior valor agregado. Atualmente, as importações japonesas de carne bovina estão concentradas em fornecedores tradicionais, como Estados Unidos e Austrália”, afirma Cleiton Gauer, superintendente do Imea.

Recentemente, o governo japonês realizou uma auditoria sanitária no sistema de defesa agropecuária brasileiro. Essa auditoria faz parte do processo de análise de risco para a eventual abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. Para o Brasil, ser aceito nesse mercado significaria uma chancela de qualidade e sanidade em um dos mercados consumidores mais rigorosos do mundo.

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Para Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino do Brasil e é um dos principais exportadores de carne, essa abertura representa uma oportunidade de diversificação comercial e valorização do produto. A negociação ganhou força após o reconhecimento do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação, condição essencial para avançar em mercados com restrições.

Além da carne bovina, outros produtos como carne de frango e suína também são relevantes nas exportações brasileiras para o Japão. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que a carne de frango foi a principal proteína animal embarcada ao Japão em 2025, correspondendo a 18,8% das exportações, com faturamento superior a US$ 1,03 bilhão.

A carne suína, por sua vez, teve um aumento significativo de participação nas exportações, representando 4,7% das vendas ao Japão em 2025. Já em 2026, esse percentual subiu para 7,5%, totalizando aproximadamente US$ 180 milhões em vendas.

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O café também é um produto de destaque nas relações comerciais entre Brasil e Japão. Em 2025, o Japão importou 2,647 milhões de sacas de café brasileiro, um aumento de 19,4% em relação ao ano anterior, consolidando-se como um dos principais compradores do café nacional.

Em resumo, a interação entre Brasil e Japão vai muito além do futebol, refletindo um potencial significativo para o crescimento das exportações e parcerias estratégicas nos setores agropecuário e comercial.

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Na próxima segunda-feira, 29 de junho, Brasil e Japão se enfrentam em um jogo da Copa do Mundo em Houston, nos Estados Unidos. Contudo, a relação entre esses dois países vai além das quatro linhas, abrangendo importantes negociações no setor do agronegócio.

O Brasil busca há mais de 20 anos a abertura do mercado japonês para a exportação de carne bovina, um dos principais produtos do agronegócio nacional. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões anuais.

Desse montante, cerca de 80% provém de fornecedores tradicionais como Estados Unidos e Austrália. As negociações para que o Brasil também possa exportar carne bovina para o Japão estão em andamento, com um protocolo sanitário sendo discutido há cerca de cinco anos. O governo brasileiro, em parceria com a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) e a indústria exportadora, considera essa negociação como uma prioridade estratégica.

“O Japão é tratado como um destino premium, com alto nível de exigência sanitária e maior valor agregado. Atualmente, as importações japonesas de carne bovina estão concentradas em fornecedores tradicionais, como Estados Unidos e Austrália”, afirma Cleiton Gauer, superintendente do Imea.

Recentemente, o governo japonês realizou uma auditoria sanitária no sistema de defesa agropecuária brasileiro. Essa auditoria faz parte do processo de análise de risco para a eventual abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. Para o Brasil, ser aceito nesse mercado significaria uma chancela de qualidade e sanidade em um dos mercados consumidores mais rigorosos do mundo.

Para Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino do Brasil e é um dos principais exportadores de carne, essa abertura representa uma oportunidade de diversificação comercial e valorização do produto. A negociação ganhou força após o reconhecimento do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação, condição essencial para avançar em mercados com restrições.

Além da carne bovina, outros produtos como carne de frango e suína também são relevantes nas exportações brasileiras para o Japão. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que a carne de frango foi a principal proteína animal embarcada ao Japão em 2025, correspondendo a 18,8% das exportações, com faturamento superior a US$ 1,03 bilhão.

A carne suína, por sua vez, teve um aumento significativo de participação nas exportações, representando 4,7% das vendas ao Japão em 2025. Já em 2026, esse percentual subiu para 7,5%, totalizando aproximadamente US$ 180 milhões em vendas.

O café também é um produto de destaque nas relações comerciais entre Brasil e Japão. Em 2025, o Japão importou 2,647 milhões de sacas de café brasileiro, um aumento de 19,4% em relação ao ano anterior, consolidando-se como um dos principais compradores do café nacional.

Em resumo, a interação entre Brasil e Japão vai muito além do futebol, refletindo um potencial significativo para o crescimento das exportações e parcerias estratégicas nos setores agropecuário e comercial.

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