A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará, nesta sábado (27), um segundo voo com ajuda humanitária à Venezuela, que se recupera dos impactos causados por um terremoto ocorrido nesta semana. A aeronave, um KC 390 Millennium, transportará um hospital de campanha da Marinha, além de uma equipe médica que prestará apoio aos feridos.
A decolagem está agendada para as 11h, a partir da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Além da estrutura do hospital e das equipes médicas, o voo levará 100 purificadores de água, medicamentos e materiais cirúrgicos.
O primeiro voo da FAB com ajuda humanitária ocorreu na tarde da última sexta-feira (26), com destino à cidade de Maracay, no norte da Venezuela, região mais afetada pelo terremoto.
O foco da missão foi disponibilizar equipes de resgate ao vizinho. O voo levou 36 bombeiros, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e quatro técnicos da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de doze toneladas de equipamentos para o socorro.
As primeiras 48 a 72 horas após um tremor são consideradas a “janela de ouro” para alcançar pessoas soterradas com vida. Após esse período, as chances de sobrevivência sem uma fonte de água diminuem rapidamente.
Na última quinta-feira (25), o presidente Lula informou que conversou com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, para avisar sobre o envio de suprimentos ao país.
O desastre na Venezuela já deixou um saldo trágico. Segundo dados atualizados na noite de sexta-feira, o número de mortos subiu para 920, conforme relataram autoridades locais. Além disso, 3.360 pessoas ficaram feridas. A costa norte do país foi atingida na noite de quarta-feira (24) por dois dos maiores terremotos registrados na história recente da Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter.
Os tremores afetaram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas, capital do país, em um momento em que os venezuelanos desfrutavam de um feriado. O estado costeiro de La Guaira foi o mais impactado, sendo declarado zona de desastre. A situação na região foi descrita como uma verdadeira tragédia, com dezenas de edifícios desabando, conforme informações de Delcy Rodríguez.
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