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Brasil investe apenas 1/3 da média da OCDE por aluno em 2023

Relatório da OCDE mostra que, em 2023, gasto por aluno no Brasil foi US$ 4.133, cerca de 30,39% da média da organização (US$ 13.601).

03/10/2026 · 10h53 · Atualizado às 10h41
Brasil investe apenas 1/3 da média da OCDE por aluno em 2023

O gasto anual por aluno no Brasil foi de US$ 4.133 em 2023, apenas 30,4% da média da OCDE (US$ 13.601). O levantamento faz parte do relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela OCDE nesta terça (29).

O gasto anual por aluno no Brasil, do ensino fundamental ao superior, foi de US$ 4.133 em 2023, valor que corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média observada entre os países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) e constam do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE.

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O documento reúne informações de 50 países e traça um panorama dos principais desafios dos sistemas educacionais. Na comparação regional, o investimento brasileiro ficou abaixo de alguns vizinhos: o Chile registrou gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028 por aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar diferenças no custo de vida entre os países.

Embora o gasto por estudante esteja aquém da média da OCDE, o Brasil aplica uma parcela maior do Produto Interno Bruto (PIB) à educação. Em 2023, o gasto público com educação representou 4,5% do PIB no Brasil, ante 4% na média dos países da organização.

“Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades.

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“O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”

A declaração acima foi atribuída a Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, que avaliou que o gasto por aluno abaixo da média dos países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção maior do investimento no PIB.

O relatório também mostra variação dos investimentos por nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1.º ao 5.º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6.º ao 9.º ano) subiu para US$ 4.390. Nas médias da OCDE, o gasto por estudante no ensino fundamental 1 foi de US$ 12.893 e no fundamental 2 alcançou US$ 14.291.

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Em termos de composição das despesas, o relatório distingue despesas de capital (infraestrutura) e despesas correntes (custos operacionais). No Brasil, a remuneração do pessoal docente é o maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado a salários de professores e demais profissionais da educação, percentual inferior à média da OCDE, que é de 79%.

O Panorama da Educação 2026 reúne dados de países membros da OCDE, membros do G20 e países em processo de adesão, incluindo informações do Brasil, que participa como parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems).

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O gasto anual por aluno no Brasil foi de US$ 4.133 em 2023, apenas 30,4% da média da OCDE (US$ 13.601). O levantamento faz parte do relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela OCDE nesta terça (29).

O gasto anual por aluno no Brasil, do ensino fundamental ao superior, foi de US$ 4.133 em 2023, valor que corresponde a cerca de um terço (30,39%) da média observada entre os países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (US$ 13.601 por estudante). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) e constam do relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), publicado pela OCDE.

O documento reúne informações de 50 países e traça um panorama dos principais desafios dos sistemas educacionais. Na comparação regional, o investimento brasileiro ficou abaixo de alguns vizinhos: o Chile registrou gasto anual por estudante de US$ 5.794 e a Costa Rica, US$ 7.028 por aluno. Os valores foram ajustados para neutralizar diferenças no custo de vida entre os países.

Embora o gasto por estudante esteja aquém da média da OCDE, o Brasil aplica uma parcela maior do Produto Interno Bruto (PIB) à educação. Em 2023, o gasto público com educação representou 4,5% do PIB no Brasil, ante 4% na média dos países da organização.

“Entre 2015 e 2023, o indicador [PIB] passou de 5,5% para 4,6% no Brasil e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da organização com dados disponíveis para os dois anos”

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) destacou que o relatório aponta queda dos investimentos em educação ao longo de oito anos em todas as localidades.

“O Brasil já investe mais em proporção do PIB do que a média da OCDE, mas quando se traduz em gasto por aluno, ficamos em um patamar muito abaixo. Esse é um dado a ser lembrado sempre quando se cobra, de forma irrealista, que o desempenho seja igual.”

A declaração acima foi atribuída a Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, que avaliou que o gasto por aluno abaixo da média dos países da OCDE compromete os resultados na aprendizagem, apesar da proporção maior do investimento no PIB.

O relatório também mostra variação dos investimentos por nível de ensino. No Brasil, em 2023, o valor investido por aluno/ano no ensino fundamental 1 (1.º ao 5.º ano) foi de US$ 4.064, enquanto no fundamental 2 (6.º ao 9.º ano) subiu para US$ 4.390. Nas médias da OCDE, o gasto por estudante no ensino fundamental 1 foi de US$ 12.893 e no fundamental 2 alcançou US$ 14.291.

Em termos de composição das despesas, o relatório distingue despesas de capital (infraestrutura) e despesas correntes (custos operacionais). No Brasil, a remuneração do pessoal docente é o maior componente das despesas correntes: 75% do orçamento operacional no ensino fundamental é destinado a salários de professores e demais profissionais da educação, percentual inferior à média da OCDE, que é de 79%.

O Panorama da Educação 2026 reúne dados de países membros da OCDE, membros do G20 e países em processo de adesão, incluindo informações do Brasil, que participa como parceiro do programa INES (Indicators of Educational Systems).

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