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Economia

Brasil lidera ranking global com juros reais de 9,05%

Brasil lidera ranking com juro real de 9,05%; Copom manteve Selic em 13,75% e juros elevados pressionam a dívida pública.

07/11/2026 · 13h41
Brasil lidera ranking global com juros reais de 9,05%

Com juros reais de 9,05%, o país supera por ampla margem a média mundial de 1,27% no levantamento da consultoria Moneyou. Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia aparecem em seguida.

O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação registrada em cada país e considera 40 nações analisadas no levantamento.

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O resultado deixa o país à frente de economias como Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia na ponta superior do ranking, que reúne países com diferentes estágios de desenvolvimento e situações macroeconômicas diversas.

Ranking dos juros reais (10 primeiros)

  • Brasil — 9,05%
  • Turquia — 7,77%
  • Argentina — 6,80%
  • Rússia — 6,57%
  • Colômbia — 4,05%
  • Indonésia — 3,67%
  • México — 3,26%
  • África do Sul — 2,93%
  • Hungria — 2,04%
  • Chile — 1,69%

No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava no topo do ranking, mas com juro real menor, de 8,45%. A elevação entre os levantamentos reflete tanto o comportamento da taxa básica de juros quanto as variações das expectativas de inflação.

Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.

A taxa básica, a Selic, é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o indicador medido pelo colegiado subiu de 4,5% para 4,62%, permanecendo acima do teto da meta, de 4,5%.

A manutenção dos juros tem sido alvo de críticas por parte da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirmou que a decisão do Copom é considerada:

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“injustificável”

O presidente da entidade, Ricardo Alban, também manifestou a posição da federação ao dizer que a taxa poderia ser reduzida em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta sem impor custo maior à economia:

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior” — Ricardo Alban.

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Dívida pública

Os juros elevados são apontados como a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados citados pelo Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa cerca de 8,9% do PIB brasileiro.

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro têm cobrado cortes de gastos como forma de tentar estabilizar as contas públicas. A dívida passou de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026.

Por outro lado, economistas críticos à atual política monetária destacam que, por serem os juros elevados os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, é necessário buscar alternativas de política que contribuam para a redução das taxas sem comprometer a estabilidade da inflação. A trajetória futura dos juros e seu efeito sobre a dívida pública permanecem tema central do debate entre autoridades, mercado e setores produtivos.

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Com juros reais de 9,05%, o país supera por ampla margem a média mundial de 1,27% no levantamento da consultoria Moneyou. Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia aparecem em seguida.

O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação registrada em cada país e considera 40 nações analisadas no levantamento.

O resultado deixa o país à frente de economias como Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia na ponta superior do ranking, que reúne países com diferentes estágios de desenvolvimento e situações macroeconômicas diversas.

Ranking dos juros reais (10 primeiros)

  • Brasil — 9,05%
  • Turquia — 7,77%
  • Argentina — 6,80%
  • Rússia — 6,57%
  • Colômbia — 4,05%
  • Indonésia — 3,67%
  • México — 3,26%
  • África do Sul — 2,93%
  • Hungria — 2,04%
  • Chile — 1,69%

No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava no topo do ranking, mas com juro real menor, de 8,45%. A elevação entre os levantamentos reflete tanto o comportamento da taxa básica de juros quanto as variações das expectativas de inflação.

Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.

A taxa básica, a Selic, é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o indicador medido pelo colegiado subiu de 4,5% para 4,62%, permanecendo acima do teto da meta, de 4,5%.

A manutenção dos juros tem sido alvo de críticas por parte da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirmou que a decisão do Copom é considerada:

“injustificável”

O presidente da entidade, Ricardo Alban, também manifestou a posição da federação ao dizer que a taxa poderia ser reduzida em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta sem impor custo maior à economia:

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior” — Ricardo Alban.

Dívida pública

Os juros elevados são apontados como a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados citados pelo Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa cerca de 8,9% do PIB brasileiro.

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro têm cobrado cortes de gastos como forma de tentar estabilizar as contas públicas. A dívida passou de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026.

Por outro lado, economistas críticos à atual política monetária destacam que, por serem os juros elevados os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, é necessário buscar alternativas de política que contribuam para a redução das taxas sem comprometer a estabilidade da inflação. A trajetória futura dos juros e seu efeito sobre a dívida pública permanecem tema central do debate entre autoridades, mercado e setores produtivos.

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