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Aracaju, Sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Exportações levam balança a superávit recorde de US$ 9,32 bi em outubro

Balança comercial registrou superávit de US$ 9,32 bi em outubro, maior para o mês desde 1989; exportações subiram 20%, lideradas por petróleo e combustíveis.

07/11/2026 · 13h42
Exportações levam balança a superávit recorde de US$ 9,32 bi em outubro

Dados do MDIC mostram alta de 20% nas exportações, puxada por petróleo, combustíveis, cereais e soja. O superávit de US$ 9,32 bilhões é 39,4% maior que outubro de 2025.

A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Impulsionadas pelo petróleo, combustíveis, cereais e soja, as exportações superaram as importações em US$ 9,32 bilhões, diferença 39,4% maior que a registrada em outubro de 2025, quando foi de US$ 6,69 bilhões.

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O crescimento das exportações em 20% proporcionou o resultado, o melhor desde o início da série histórica, em 1989. A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 56,33 bilhões, também o maior valor já registrado para meses de outubro na série histórica.

Principais números

  • Superávit: US$ 9,32 bilhões (+39,4% ante outubro de 2025)
  • Exportações: US$ 31,51 bilhões (+20%)
  • Importações: US$ 24,82 bilhões (+14,8%)
  • Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (+17,7%)

Exportações

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação. A expansão foi puxada tanto por variações de volume quanto por elevação de preços em alguns produtos-chave.

Resultado por setor

  • Indústria extrativa: US$ 11,52 bilhões (+53,5% ante outubro de 2025)
  • Indústria de transformação: US$ 18,38 bilhões (+7,7%)
  • Agropecuária: US$ 7,63 bilhões (+12,8%)

Produtos em destaque

  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+122,6%), minérios de metais e concentrados (+900,6%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+164,5%), farelos de soja (+39,1%)
  • Agropecuária: soja (+8,9%), animais vivos, exceto pescados (+212,1%), centeio e aveia (de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões)

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar de tensões comerciais entre os dois países. As vendas para a China caíram 5,3%, influenciadas pelo fim da cota para as vendas de carnes.

  • Europa: US$ 7,76 bilhões (+35,8%)
  • América do Norte: US$ 5,66 bilhões (+47,4%)
  • América do Sul: US$ 4,58 bilhões (+14,9%)
  • Ásia: US$ 15,41 bilhões (+9,3%)

As vendas para os Estados Unidos avançaram 11,4% em outubro. Isso porque produtos de aviação e itens como carne e suco de laranja foram excluídos das novas tarifas após negociações. Com o resultado de outubro, as exportações para os Estados Unidos passaram a registrar crescimento acumulado de 0,2% no ano.

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Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações

As compras brasileiras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujos preços subiram 84,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2025.

Por categoria

  • Bens de capital: US$ 3,7 bilhões (+4%)
  • Bens intermediários: US$ 15,2 bilhões (+2,7%)
  • Bens de consumo: US$ 5,1 bilhões (+25,9%)
  • Combustíveis: US$ 4,5 bilhões (+86,8%, impulsionados pela alta de 84,2% no preço)

No caso dos bens de capital, a diminuição do ritmo de crescimento da economia provocada pelos juros altos está desacelerando os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

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Acumulado de 2026

  • Superávit (jan-out): US$ 71,04 bilhões (+34,1% ante 2025)
  • Exportações: US$ 321,88 bilhões (+11,2%)
  • Importações: US$ 250,84 bilhões (+6,1%)

Projeções

Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989, ficando atrás de 2023 (US$ 98,8 bilhões).

A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, e a projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. A estimativa oficial permanece mais otimista que a das instituições financeiras: o boletim Focus, pesquisa semanal com o mercado financeiro divulgada pelo Banco Central, registra projeção de superávit comercial de US$ 79,9 bilhões para este ano.

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Dados do MDIC mostram alta de 20% nas exportações, puxada por petróleo, combustíveis, cereais e soja. O superávit de US$ 9,32 bilhões é 39,4% maior que outubro de 2025.

A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Impulsionadas pelo petróleo, combustíveis, cereais e soja, as exportações superaram as importações em US$ 9,32 bilhões, diferença 39,4% maior que a registrada em outubro de 2025, quando foi de US$ 6,69 bilhões.

O crescimento das exportações em 20% proporcionou o resultado, o melhor desde o início da série histórica, em 1989. A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 56,33 bilhões, também o maior valor já registrado para meses de outubro na série histórica.

Principais números

  • Superávit: US$ 9,32 bilhões (+39,4% ante outubro de 2025)
  • Exportações: US$ 31,51 bilhões (+20%)
  • Importações: US$ 24,82 bilhões (+14,8%)
  • Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (+17,7%)

Exportações

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação. A expansão foi puxada tanto por variações de volume quanto por elevação de preços em alguns produtos-chave.

Resultado por setor

  • Indústria extrativa: US$ 11,52 bilhões (+53,5% ante outubro de 2025)
  • Indústria de transformação: US$ 18,38 bilhões (+7,7%)
  • Agropecuária: US$ 7,63 bilhões (+12,8%)

Produtos em destaque

  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+122,6%), minérios de metais e concentrados (+900,6%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+164,5%), farelos de soja (+39,1%)
  • Agropecuária: soja (+8,9%), animais vivos, exceto pescados (+212,1%), centeio e aveia (de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões)

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar de tensões comerciais entre os dois países. As vendas para a China caíram 5,3%, influenciadas pelo fim da cota para as vendas de carnes.

  • Europa: US$ 7,76 bilhões (+35,8%)
  • América do Norte: US$ 5,66 bilhões (+47,4%)
  • América do Sul: US$ 4,58 bilhões (+14,9%)
  • Ásia: US$ 15,41 bilhões (+9,3%)

As vendas para os Estados Unidos avançaram 11,4% em outubro. Isso porque produtos de aviação e itens como carne e suco de laranja foram excluídos das novas tarifas após negociações. Com o resultado de outubro, as exportações para os Estados Unidos passaram a registrar crescimento acumulado de 0,2% no ano.

Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações

As compras brasileiras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujos preços subiram 84,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2025.

Por categoria

  • Bens de capital: US$ 3,7 bilhões (+4%)
  • Bens intermediários: US$ 15,2 bilhões (+2,7%)
  • Bens de consumo: US$ 5,1 bilhões (+25,9%)
  • Combustíveis: US$ 4,5 bilhões (+86,8%, impulsionados pela alta de 84,2% no preço)

No caso dos bens de capital, a diminuição do ritmo de crescimento da economia provocada pelos juros altos está desacelerando os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

Acumulado de 2026

  • Superávit (jan-out): US$ 71,04 bilhões (+34,1% ante 2025)
  • Exportações: US$ 321,88 bilhões (+11,2%)
  • Importações: US$ 250,84 bilhões (+6,1%)

Projeções

Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989, ficando atrás de 2023 (US$ 98,8 bilhões).

A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, e a projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. A estimativa oficial permanece mais otimista que a das instituições financeiras: o boletim Focus, pesquisa semanal com o mercado financeiro divulgada pelo Banco Central, registra projeção de superávit comercial de US$ 79,9 bilhões para este ano.

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