Na segunda (31/8), Brasil se reúne com os EUA após registrar recorde nas exportações do 1º semestre. Mesmo com o 'tarifaço' de Washington, vendas somaram US$184,77 bi, alta de 11,5%.
O Brasil sentará à mesa de negociações com os Estados Unidos na próxima segunda-feira (31/8) ostentando um resultado comercial robusto. Apesar do chamado “tarifaço” imposto por Washington — que incluiu uma sobretaxa de 25% e uma tarifa extra de 12,5% anunciadas em julho — a balança comercial brasileira alcançou um recorde no primeiro semestre de 2026.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, as exportações brasileiras entre janeiro e junho somaram US$ 184,77 bilhões. Esse volume representa crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e configura o melhor desempenho de toda a série histórica da série divulgada pelo órgão.
O superávit comercial acompanhou a trajetória positiva e subiu 40,3%, chegando a US$ 42,4 bilhões. Com o cenário mais favorável, o Governo Federal revisou a projeção do saldo comercial para o fim do ano, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
O resultado foi impulsionado pela diversificação de mercados: enquanto as vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram quase 19%, o volume de exportações para o restante do mundo cresceu na casa dos dois dígitos. Esse movimento permitiu ao país reduzir a dependência do antigo parceiro e sustentar o desempenho agregado das vendas externas.
O choque tarifário anunciado em julho abre pauta sensível nas conversas bilaterais. O encontro virtual marcado para a próxima segunda-feira reunirá o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, e o representante comercial americano Jamieson Greer. Será o primeiro contato oficial entre as duas autoridades após o anúncio das medidas tarifárias por parte dos Estados Unidos.
Analistas e autoridades acompanharão a negociação com atenção, já que os ajustes na política comercial americana e a resposta brasileira poderão influenciar o fluxo de comércio e estimativas macroeconômicas para o restante do ano. Para o Governo Federal, o dado do primeiro semestre oferece margem política e econômica nas tratativas, por mostrar que o país manteve crescimento de exportações mesmo diante de barreiras adicionais.
Em resumo, o Brasil chegará à reunião bilateral com números que reforçam a recuperação e a reorientação de mercados: exportações recordes, superávit em forte alta e expectativa revisada de saldo anual, ao mesmo tempo em que enfrenta queda nas vendas destinadas aos Estados Unidos.


LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

