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Brasil realiza primeiro lançamento de foguete com propulsão líquida

Brasil lança seu primeiro foguete com propulsão líquida, marcando um avanço no programa espacial.

07/07/2026 · 14h43
Brasil realiza primeiro lançamento de foguete com propulsão líquida

O Brasil deu um passo inédito em seu programa espacial ao lançar, pela primeira vez, um foguete impulsionado exclusivamente por um sistema de propulsão líquida. O voo do FTL-Perseu, desenvolvido integralmente pela empresa BIZU Space, ocorreu em 29 de maio, em Virgínia (MG). O anúncio da conclusão da missão foi feito neste sábado (4).

O lançamento teve como objetivo validar o motor-foguete ARION, tecnologia considerada estratégica para futuras missões espaciais. A operação foi batizada de “Missão Trem Baum”, em homenagem à cultura mineira, e marca a entrada do Brasil em um grupo restrito de nações que dominam essa tecnologia.

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Diferentemente dos motores de propulsão sólida, amplamente utilizados em foguetes de treinamento e sondagem, os motores líquidos permitem maior controle do empuxo durante o voo. Eles são empregados em lançadores capazes de colocar satélites em órbita e executar manobras de maior precisão.

O FTL-Perseu possui cerca de 4,5 metros de comprimento e pesa aproximadamente 70 quilos quando abastecido. Para a missão, a BIZU Space utilizou querosene de aviação (Jet-A) como combustível e peróxido de hidrogênio concentrado (HTP) como oxidante.

De acordo com a empresa, essa combinação dispensa o uso de propelentes criogênicos, que exigem temperaturas extremamente baixas para armazenamento, além de reduzir os impactos ambientais, gerando, principalmente, água e oxigênio durante a decomposição do oxidante.

Embora o projeto preveja que o foguete alcance até dez mil metros de altitude em sua configuração nominal, o voo inaugural foi realizado com carga reduzida de propelente. Essa estratégia é comum em campanhas de desenvolvimento, permitindo validar sistemas e reduzir riscos nas primeiras operações.

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Após o lançamento, o veículo foi recuperado com sucesso por meio de um sistema de paraquedas e rastreamento. O foguete está na sede da BIZU Space, em São José dos Campos (SP), onde será submetido a análises técnicas e poderá ser reutilizado em futuras campanhas de testes.

O lançamento também coincide com um marco histórico da exploração espacial. Em 2026, completam-se cem anos do voo do Nell, considerado o primeiro foguete movido a propelentes líquidos da história, lançado pelo físico norte-americano Robert H. Goddard.

Os estudos brasileiros sobre propulsão líquida começaram ainda na década de 1990, com pesquisas conduzidas pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço). Em 2014, a Operação Raposa realizou o primeiro voo de um motor líquido como carga útil embarcada em um foguete de propulsão sólida. Já o projeto do FTL-Perseu teve início em 2025 e reuniu instituições como CENIC, UNIVAP, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia).

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Na avaliação da BIZU Space, o sucesso da missão representa um avanço na capacidade tecnológica do país e abre caminho para o desenvolvimento de veículos lançadores mais complexos, ampliando a autonomia brasileira no acesso ao espaço.

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O Brasil deu um passo inédito em seu programa espacial ao lançar, pela primeira vez, um foguete impulsionado exclusivamente por um sistema de propulsão líquida. O voo do FTL-Perseu, desenvolvido integralmente pela empresa BIZU Space, ocorreu em 29 de maio, em Virgínia (MG). O anúncio da conclusão da missão foi feito neste sábado (4).

O lançamento teve como objetivo validar o motor-foguete ARION, tecnologia considerada estratégica para futuras missões espaciais. A operação foi batizada de “Missão Trem Baum”, em homenagem à cultura mineira, e marca a entrada do Brasil em um grupo restrito de nações que dominam essa tecnologia.

Diferentemente dos motores de propulsão sólida, amplamente utilizados em foguetes de treinamento e sondagem, os motores líquidos permitem maior controle do empuxo durante o voo. Eles são empregados em lançadores capazes de colocar satélites em órbita e executar manobras de maior precisão.

O FTL-Perseu possui cerca de 4,5 metros de comprimento e pesa aproximadamente 70 quilos quando abastecido. Para a missão, a BIZU Space utilizou querosene de aviação (Jet-A) como combustível e peróxido de hidrogênio concentrado (HTP) como oxidante.

De acordo com a empresa, essa combinação dispensa o uso de propelentes criogênicos, que exigem temperaturas extremamente baixas para armazenamento, além de reduzir os impactos ambientais, gerando, principalmente, água e oxigênio durante a decomposição do oxidante.

Embora o projeto preveja que o foguete alcance até dez mil metros de altitude em sua configuração nominal, o voo inaugural foi realizado com carga reduzida de propelente. Essa estratégia é comum em campanhas de desenvolvimento, permitindo validar sistemas e reduzir riscos nas primeiras operações.

Após o lançamento, o veículo foi recuperado com sucesso por meio de um sistema de paraquedas e rastreamento. O foguete está na sede da BIZU Space, em São José dos Campos (SP), onde será submetido a análises técnicas e poderá ser reutilizado em futuras campanhas de testes.

O lançamento também coincide com um marco histórico da exploração espacial. Em 2026, completam-se cem anos do voo do Nell, considerado o primeiro foguete movido a propelentes líquidos da história, lançado pelo físico norte-americano Robert H. Goddard.

Os estudos brasileiros sobre propulsão líquida começaram ainda na década de 1990, com pesquisas conduzidas pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço). Em 2014, a Operação Raposa realizou o primeiro voo de um motor líquido como carga útil embarcada em um foguete de propulsão sólida. Já o projeto do FTL-Perseu teve início em 2025 e reuniu instituições como CENIC, UNIVAP, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia).

Na avaliação da BIZU Space, o sucesso da missão representa um avanço na capacidade tecnológica do país e abre caminho para o desenvolvimento de veículos lançadores mais complexos, ampliando a autonomia brasileira no acesso ao espaço.

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